Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Amor Ă© prosa, sexo Ă© poesia.

Arnaldo Jabor

Nota: TĂ­tulo de uma crĂŽnica do autor, que depois intitulou um livro.

O perigo do sexo Ă© que vocĂȘ pode se apaixonar. O perigo do amor Ă© virar amizade.

Arnaldo Jabor
"Amor Ă© prosa, sexo Ă© poesia"

Nota: TĂ­tulo de uma crĂŽnica do autor.

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O amor impossĂ­vel Ă© o verdadeiro amor

Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo.

Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que Ă© o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que hĂĄ um amor mais comum, do dia-a-dia, que Ă© nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as dĂ©cadas, o amor prĂĄtico que rege o "eu te amo" ou "nĂŁo te amo". Eu, branco, classe mĂ©dia, brasileiro, jĂĄ vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romĂąntico, um sonho polĂ­tico, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indĂ©bita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistĂ©rio impalpĂĄvel. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana estĂĄ criando um "desencantamento" insuportĂĄvel na vida social. O amor Ă© a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos tĂȘm, naturalmente.
Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar sĂł de polĂ­tica me mata...) e falar de outro amor, mais metafĂ­sico, mais seminal, que transcende as dĂ©cadas, as modas. Esse amor Ă© como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exĂ­lio da natureza. É um amor quase como um ĂłrgĂŁo fĂ­sico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor Ă© algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrĂĄs de dezenas de milhares de manhĂŁs/ e noites estreladas/ como um puĂ­do aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesĂŁo oculta onde ninguĂ©m sabe".

Pois, senhores, esse amor existe dentro de nĂłs como uma fome quase que "celular". NĂŁo nasce nem morre das "condiçÔes histĂłricas"; Ă© um amor que estĂĄ entranhado no DNA, no fundo da matĂ©ria. É uma pulsĂŁo inevitĂĄvel, quase uma "lesĂŁo oculta" dos seres expulsos da natureza. NĂłs somos o Ășnico bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos tĂȘm esse amor, mas nem sabem.

(Estou sendo "filosĂłfico", mas... tudo bem... nĂŁo perguntaram?) Esse amor bate em nĂłs como os frĂȘmitos primordiais das cĂ©lulas do corpo e como as fusĂ”es nucleares das galĂĄxias; esse amor cria em nĂłs a sensação do Ser, que sĂł Ă© perceptĂ­vel nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor Ă© uma reprodução ampliada da cĂłpula entre o espermatozĂłide e Ăłvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saĂ­mos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo atĂ© a dança primitiva das molĂ©culas. Somos grandes cĂ©lulas que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "mĂĄquina do mundo" ou a mĂĄquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte nĂŁo Ă© a imitação da vida. A vida Ă© que Ă© a imitação de algo transcendental com que a arte nos pĂ”e em contato." E a arte nĂŁo Ă© a linguagem do amor? E nĂŁo falo aqui dos grandes momentos de paixĂŁo, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevĂ­ssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistĂ©rio que subitamente parece revelado. HĂĄ, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das ĂĄrvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, nĂŁo se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguĂ©m: a poesia Ă© um desejo de retorno a uma lĂ­ngua primitiva. O amor tambĂ©m. Melhor dizendo: o amor Ă© essa tentativa de atingir o impossĂ­vel, se bem que o "impossĂ­vel" Ă© indesejado hoje em dia; sĂł queremos o controlado, o lĂłgico. O amor anda transgĂȘnico, geneticamente modificado, fast love.

Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor hå um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes".

Mas, o fundo e inexplicĂĄvel amor acontece quando vocĂȘ "cessa", por brevĂ­ssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que Ă© e o outro Ă© contemplado em sua total solidĂŁo. Vemos um gesto frĂĄgil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nĂłs uma espĂ©cie de "compaixĂŁo" pelo nosso desamparo.

Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverå juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relùmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que estå na calma felicidade dos animais.

Arnaldo Jabor
"Amor Ă© prosa, sexo Ă© poesia"

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida.

Martha Medeiros

Nota: Trecho do texto "Sentir-se amado".

Amor Ă© um livro, sexo Ă© esporte
Sexo Ă© escolha, amor Ă© sorte

Amor Ă© pensamento, teorema
Amor Ă© novela, sexo Ă© cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor Ă© prosa, sexo Ă© poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor Ă© cristĂŁo, sexo Ă© pagĂŁo
Amor Ă© latifĂșndio, sexo Ă© invasĂŁo
Amor Ă© divino, sexo Ă© animal
Amor Ă© bossa nova, sexo Ă© carnaval

Amor é para sempre, sexo também
Sexo Ă© do bom, amor Ă© do bem...

Amor sem sexo, Ă© amizade
Sexo sem amor, Ă© vontade

Amor Ă© um, sexo Ă© dois
Sexo antes, amor depois

Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nĂłs e demora

Amor Ă© cristĂŁo sexo Ă© pagĂŁo
Amor Ă© latifĂșndio sexo Ă© invasĂŁo

Amor Ă© divino sexo Ă© animal
Amor Ă© bossa nova sexo Ă© carnaval

Amor Ă© isso, sexo Ă© aquilo
E coisa e tal...

Rita Lee
MĂșsica 'Amor e Sexo':

Nota: Letra composta por Cilze Mariane Costa HonĂłrio, Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor

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Era o amor que tentei te oferecer!

NĂŁo consigo me entender
Sei o que devo fazer
É certo tenho que te esquecer
Mas Ă© sĂł aparecer,
Que me entrego a vocĂȘ.
Mas assim nĂŁo pode ser,
Entregar-me e nĂŁo te ter.
NĂŁo consigo me compreender,
Sei que nĂŁo posso exceder.
Vou lutar contra meu querer,
Na minha cabeça meter,
Que um fim Ă© o que tenho que fazer,
Quando serĂĄ que vou aprender?
Meu desejo era te manter,
E cada dia mais te conhecer.
Agora começo a perceber,
O que eu nĂŁo queria ver,
E o que vocĂȘ nĂŁo tinha coragem de dizer.
Nunca me amaste, era apenas o aquecer.
Sexo, cama, e tudo que quisesse manter,
Sabe que basta me tocar para me derreter.
Sei que teus desejos consigo atender,
Nosso amor tem inĂ­cio ao anoitecer
E perdura até o amanhecer.
Mas nĂŁo posso me corromper,
Sem vocĂȘ tenho que sobreviver,
Seguir a vida e me conter,
As lĂĄgrimas irei beber,
A saudade desfalecer,
Seguir em frente, nada irĂĄ me deter.
Adeus quem me fez viver,
Momentos que irĂŁo permanecer,
Loucuras de prazer,
Amei-te mas a este amor irei vencer.
E um dia quando vocĂȘ me rever,
VerĂĄs que mais do que prazer era o amor que tentei te oferecer!

Meu negĂłcio agora Ă© sexo e amizade. Acho esse negĂłcio de amor uma coisa muito chata.

Cada um sabe a dor e a delĂ­cia de ser o que Ă©.

Sou contra a reserva de mercado. Tem mais Ă© que abrir as portas para a Madonna abrir as pernas.

Eu sou um preguiçoso que trabalha muito.

A força da grana que ergue e destrói coisas belas.

Desde pequeno eu achava que seria célebre.

O tempo nĂŁo pĂĄra e, no entanto, ele nunca envelhece.

É impressionante a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer.

Eu sempre sonhei com um amor antigo...um amor amigo...com um tremendo e infinito carinho...
Mas um amor assim só mesmo em sonho, pois na real, o que comanda um casal é só a relação sexual...
Eu queria viver diferente, ser tratada como gente, gente que sente e que se fosse correspondida...viveria de uma forma envolvente...
A maioria das pessoas não são bem assim...elas são até ruins e em seus atos carnais, usam a palavra amor, sem ter a conscientização que para fazer amor...é preciso sentir amor...sentir emoção e só se emociona o coração, se antes for vivida uma paixão...
E a cada dia que passa, a realidade me arrasta a uma triste conclusão: transa...relação...tesão e que se dane o coração...
Pra mim nĂŁo da pra viver assim...sou romĂąntica, sou carente, sou como pouca gente, que sabe o verdadeiro sabor de quando se vive um verdadeiro amor...
Tento de todo jeito...consertar esse meu defeito...mas dentro do meu peito...bate mais forte meu coração...e eu vejo com grande decepção que não existe emoção...acho que esse mundo...não é o meu não...
Eu queria ser amada com paixão, mas na real que decepção...o que comanda esse mundão é só o tremendo tesão...
Carinho quase nĂŁo se tem e o que Ă© que hĂĄ afinal? Vivemos em um mundo animal, penso atĂ© por vĂȘzes que eu Ă© que nĂŁo sou normal...
E em minha cabeça bróta...sou uma tremenda idiota...e diante de tanta coisinha....devo me assumir "sozinha"!!!
E o que fazer com o meu coração???
- Óra...fechar sua portinha e viver pra sempre sozinha!!!

O sexo Ă© o alĂ­vio da tensĂŁo. O amor Ă© a causa

Eu canto sobre o amor, e se as pessoas interpretam isso como sexo, é problema delas. Eu nunca uso palavrÔes como alguns dos rapper. Eu amo e respeito o trabalho deles, mas eu acho que tenho muito respeito pelos pais, mães e pessoas idosas. Se eu fizesse uma canção com palavrÔes e visse uma senhora na platéia, eu ficaria envergonhado.

O amor é cuidado em um peito ocioso, pejo no moço, vergonha na virgem, na mulher furor, no homem fogo e no velho riso.

O medo de sofrer, nos impede de amar, de se aproximar, de se entregar...

Amor Ă© dor, Ă© fato.

NĂŁo quer sofrer.. NĂŁo pode amar.

A mesma armadura que te protege da dor , impede o amor...

Devaneio incompleto e escrito na madrugada , mas escrevo a quem interessar...

- Love Is Pain.

Decreto dominical quem e esse miseravel que acha que pode mudar a palavra de Deus.Ele diz vembrai vos do meu sabado

Um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas. É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos coraçÔes. É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que Ă© e faz, e nunca por aquilo que possui. Noite cristĂŁ, onde a alegria invade nossos coraçÔes trazendo a paz e a harmonia. O Natal Ă© um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração. Que neste Natal vocĂȘ e sua famĂ­lia sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que vocĂȘ viva sempre com muita felicidade. TambĂ©m Ă© tempo de refazer planos, reconsiderar os equĂ­vocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz. Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer Ă  vida, que de fato queremos ser plenamente felizes. Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o Ășltimo. Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante. Todo Ano Novo Ă© hora de renascer, de florescer, de viver de novo. Aproveite este ano que estĂĄ chegando para realizar todos os seus sonhos! FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!

Cidade Iluminada

Quero neste Natal Desejar não somente que tenha muitas felicidades neste dia Mas sim que Milagres te dominam, E te faça perceber que Natal Não estå somente na virada do dia 24 de Dezembro para o dia 25, Mas estå em todos os dias do ano. Nesta virada estå apenas a concretização de todos os desejos Feitos durante todo o ano que se passou.
A noite de Natal Ă© fantĂĄstica A cidade fica toda iluminada, As pessoas sorridentes, E em instante tudo fica em paz...
O Milagre do Natal EstĂĄ no nascimento de nosso salvador Jesus Cristo, Ele com toda certeza nĂŁo deseja um Ășnico instante de paz, Mas deseja que todos tenham um milagre dentro de si.
O céu se ilumina, Em homenagem a este dia tão sagrado entre todas as famílias.
Os pedidos sĂŁo de prosperidade, paz e amor...
Mas se Natal Ă© todos os dias do ano, Por que entĂŁo deixar para desejar felicidades Somente em um Ășnico dia destes 365???
O Milagre de Natal estå no sorriso que no dia-a-dia Encontramos nas pessoas andando nas ruas, Nas crianças brincando, Enfim O Milagre Natalino estå no desejo de cada um de ser feliz.
Pois Milagres existem sim, Principalmente com tamanha benção de Deus, Muitas Glórias, Conquistas e EmoçÔes podem ser desejadas Pois o Natal do dia 25 estå chegando, Faça seus desejos e acredite em todos eles, Pois estão prestes a se concretizar nesta noite especial...
FELIZ NATAL!!! E MUITA PROSPERIDADE NESTE DIA E EM TODOS OS DIAS DO ANO QUE ESTÁ PRESTES A NASCER!!!

NATAL SOMOS NÓS

Natal somos nĂłs quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando.
Somos o pinheiro de natal quando resistimos vigorosamente aos tropeços da caminhada.
Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes, nossos atos, sĂŁo cores que adornam.
Somos os sinos do natal quando chamamos, congregamos e procuramos unir.
Somos luzes do natal quando simplificamos e damos soluçÔes.
Somos presépios do natal quando nos tomamos pobres para enriquecer a todos.
Somos os anjos do natal quando cantamos ao mundo o amor e a alegria.
Somos os pastores de natal quando enchemos nossos coraçÔes vazios com Aquele que tudo tem.
Somos estrelas do natal quando conduzimos alguém ao Senhor.
Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor, nĂŁo importando a quem.
Somos as velas do natal quando distribuĂ­mos harmonia por onde passamos.
Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis.
Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos.
Somos cartÔes de natal quando a bondade estå escrita em nossas mãos.
Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor, oferenda e comunhĂŁo.
Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, de esperança, qualquer pobre do nosso lado.
Somos as festas de natal quando nos despimos do luto e vestimos a gala.
Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós.
Obrigado Jesus!
Por vossa luz, perdĂŁo e compreensĂŁo.
Feliz Natal, Amigo!

VIDA

Nem uma vidinha;
Nem um vidĂŁo;
Simplesmente uma vida;
Plena e intensa;
Mas nĂŁo tensa.
Com alguém para amar;
Com um ombro para chorar;
Com momentos para brindar;
Com grana para gastar;
Com amigos para compartilhar.
Simplesmente uma vida;
De erros e acertos;
Com alguns exageros;
De muito entendimento;
E pouco arrependimento.
Uma vida larga;
Sem margem, cheia de aragem;
Para quem embarca;
Com a cara e a coragem;
Nesta maravilhosa viagem.
SĂŁo os meus votos para vocĂȘ.
Boas Festas!

Não tente, faça acontecer.

DISTANTE

Acordei de mais um sonho em que te recriava, a gente ainda estava junto, dois namorados;
A aliança em cima do criado-mudo apenas não consegui jogar fora, parece ainda ter sua digital;
A sua roupa parece ter o mesmo cheiro, mesmo que eu jĂĄ tenha lavado diversas vezes;
Onde perdemos o amor me perguntei, do que adianta culpar terceiros se somos nĂłs e nĂŁo eles;

Dançando sozinho como se suas mĂŁos estivessem em mim, lembrando talvez eu esqueça de vocĂȘ;
O frio estĂĄ maior agora que vocĂȘ nĂŁo estĂĄ na minha cama, essa saudade parece que arranha;
Os sonhos jĂĄ nĂŁo sĂŁo suficientes para curar minha abstinĂȘncia, mas se eu te injetar logo vou morrer;
As lĂĄgrimas tĂȘm o gosto do seu beijo, para piorar tem cabelo pela casa e eu nĂŁo consigo esquecer;

Distante vocĂȘ Ă© apenas uma foto na estante, sĂł lembranças que quero esquecer;
Serå que estå sorrindo serå que toca alguém como me tocava? Serå que ainda lembra?
Meus cabelos cortados na altura que vocĂȘ gostava e eu que disse que vocĂȘ nĂŁo me influenciaria;
Somos dois estranhos com uma histĂłria de amor, nĂŁo nos conhecemos, nos perdemos no tempo;

Quem sĂŁo esses dois que se cumprimentam na rua como se nunca tivessem tido noites de amor?
Estranhos, parecemos apenas dois suspeitos do mesmo crime sem termos agido juntos;
VocĂȘ passa eu sussurro seu nome e pareço ouvir seus passos parando e desistindo logo em seguida;
SerĂĄ que podemos nos reconhecer? Dizer que nunca existimos e nĂŁo sabemos como chegamos aqui;

Eu nĂŁo quero ser apenas um simples passageiro em sua vida, vocĂȘ nĂŁo me levou onde eu queria;
Essa cama nĂŁo estĂĄ de acordo com outros em seu lugar, nĂŁo esquenta e nĂŁo quer colaborar;
JĂĄ disse para nosso cachorro que vocĂȘ nĂŁo volta, mas ele chora todo dia a noite, nĂŁo quer esquecer;
Eu sozinha mais uma vez tendo desvaneios e querendo por apenas um dia apenas ter de volta vocĂȘ;

um amor que me consome e nĂŁo me dĂĄ nada de volta.
jogo minha essĂȘncia e tudo de mim no lixo quando nĂŁo posso expor pra vocĂȘ o que sinto.
criei um amor que corrói meu peito enquanto devora minhas células.
minhas lĂĄgrimas jĂĄ sabem o caminho que devem percorrer e que elas vĂŁo se secar sozinhas.
eu poderia dizer que o motivo da minha dor Ă© vocĂȘ, mas seria mentira, porque a culpa Ă© sĂł minha.
inventei um amor, te construí na minha mente e preguei seu sorriso no coração com meus ossos.
agora dĂłi pra tirar.
não posso te obrigar a me amar e suas intençÔes são boas, mas não me abrace mais.
nĂŁo pegue na minha mĂŁo ou beije a minha bochecha porque Ă© cruel comigo provar um petisco quando eu quero o banquete todo.