Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O amor Ă© o esforço do homem para se contentar com uma Ășnica mulher.
Todo o amor deriva do ato de ver: o amor inteligĂvel do ato de ver inteligivelmente; o sensĂvel do ato de ver sensivelmente.
O amor acrescenta-nos com o que amarmos. O Ăłdio diminui-nos. Se amares o universo, serĂĄs do tamanho dele. Mas quanto mais odiares, mais ficas apenas do teu. Porque odeias tanto? Compra uma tabuada. E aprende a fazer contas.
Amåmos e amåmos tanto tempo quanto pudemos até que o nosso amor se consumiu nos dois; o nosso casamento morreu quando o prazer se foi; foi o prazer que fez um juramento.
O talento desenvolve-se no amor que pomos no que fazemos. Talvez atĂ© a essĂȘncia da arte seja o amor pelo que se faz, o amor pelo prĂłprio trabalho.
O amor é um sentimento tirùnico e zeloso, que somente se satisfaz quando a pessoa amada lhe sacrifica todos os seus gostos e todas as suas paixÔes. Nada se faz, se não se faz tudo.
Aqueles que falam das alegrias do amor, por certo, nunca amaram. Amar um ser Ă© senti-lo necessĂĄrio, portanto, sentirmo-nos nĂłs prĂłprios numa incessante precariedade.
