Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Os polĂticos nĂŁo conhecem nem o Ăłdio, nem o amor. SĂŁo conduzidos pelo interesse e nĂŁo pelo sentimento.
O amor afirma, o Ăłdio nega. Mas por cada afirmação hĂĄ milhentas de negação. Assim o amor Ă© pequeno em face do que se odeia. VĂȘ se consegues que isso seja mentira. E terĂĄs chegado Ă verdade.
A mĂșsica clĂĄssica do amor Ă© em tom maior, a romĂąntica em tom menor. O amor moderno Ă© uma fraca melodia, sobreinstrumentada.
SĂł havia trĂȘs coisas sagradas na vida: a infĂąncia, o amor e a doença. Tudo se podia atraiçoar no mundo, menos uma criança, o ser que nos ama e um enfermo. Em todos esses casos a pessoa estĂĄ indefesa.
Ă impossĂvel exprimir a perturbação que o ciĂșme causa a um coração em que o amor ainda se nĂŁo tenha declarado.
Oh estaçÔes, oh castelos!
Que alma Ă© sem defeitos?
Eu estudei a alta magia
Do Amor, que nunca sacia.
SaĂșdo-te toda vez
Que canta o galo gaulĂȘs.
Ah! NĂŁo terei mais desejos:
Perdi a vida em gracejos.
Tomou-me corpo e alento,
E dispersou meus pensamentos.
à estaçÔes, ó castelos!
Quando tu partires, enfim
Nada restarĂĄ de mim.
à estaçÔes, ó castelos!
Sem o amor-prĂłprio nenhuma vida Ă© possĂvel, nem sequer a mais leve decisĂŁo, sĂł desespero e rigidez.
