Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

A impontualidade do amor

VocĂȘ estĂĄ sozinho. VocĂȘ e a torcida do Flamengo. Em frente a tevĂȘ, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mĂŁe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor nĂŁo atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar vocĂȘ numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sĂ©rios. Ele passa batido e vocĂȘ nem aĂ­. Ou pode chegar tarde demais e encontrar vocĂȘ desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dĂĄ meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que vocĂȘ estĂĄ de banho tomado e camisa jeans. Agora que vocĂȘ estĂĄ empregado, lavou o carro e estĂĄ com grana para um cinema. Agora que vocĂȘ pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que vocĂȘ estĂĄ com o coração Ă s moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. VocĂȘ passa uma festa inteira hipnotizado por alguĂ©m que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguĂ©m que sĂł tem olhos pra vocĂȘ. Ou entĂŁo fica arrasado porque nĂŁo foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma estĂĄ lĂĄ, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, vocĂȘ busca refĂșgio numa locadora de vĂ­deo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irĂĄ encontrar a pessoa que darĂĄ sentido a sua vida. O amor Ă© que nem tesourinha de unhas, nunca estĂĄ onde a gente pensa.

O jeito Ă© direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor estĂĄ em todos os lugares, vocĂȘ que nĂŁo procura direito.

A primeira lição estĂĄ dada: o amor Ă© onipresente. Agora a segunda: mas Ă© imprevisĂ­vel. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar Ă  luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo apĂłs a primeira transa. O amor odeia clichĂȘs. VocĂȘ vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, Ă s quatro da tarde, depois de uma discussĂŁo, e as flores vĂŁo chegar no dia que vocĂȘ tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar Ă© sofrer. Amar Ă© surpreender.

Martha Medeiros
CrĂŽnica "A Impontualidade do Amor", 1998.

Nota: Texto originalmente publicado na coluna de Martha Medeiros, no website Almas GĂȘmeas, a 12 de maio de 1998. A autoria Ă© muitas vezes atribuĂ­da erroneamente a Mario Quintana ou Luis Fernando VerĂ­ssimo.

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No amor ninguĂ©m pode machucar ninguĂ©m; cada um Ă© responsĂĄvel por aquilo que sente e nĂŁo podemos culpar o outro por isso... JĂĄ me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei... Hoje estou convencida de que ninguĂ©m perde ninguĂ©m, porque ninguĂ©m possui ninguĂ©m... Essa Ă© a verdadeira experiĂȘncia de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuĂ­-la.

Paulo Coelho

Nota: Trecho adaptado do livro "Onze Minutos", de Paulo Coelho.

O ContrĂĄrio do Amor

O contrĂĄrio de bonito Ă© feio, de rico Ă© pobre, de preto Ă© branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se vocĂȘ fizer uma enquete entre as crianças, ouvirĂĄ tambĂ©m que o contrĂĄrio do amor Ă© o Ăłdio. Elas estĂŁo erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrĂĄrio do amor nĂŁo Ă© o Ăłdio, Ă© a indiferença.

O que seria preferĂ­vel, que a pessoa que vocĂȘ ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer vocĂȘ se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existĂȘncia? O Ăłdio Ă© tambĂ©m uma maneira de se estar com alguĂ©m. JĂĄ a indiferença nĂŁo aceita declaraçÔes ou reclamaçÔes: seu nome nĂŁo consta mais do cadastro.

Para odiar alguĂ©m, precisamos reconhecer que esse alguĂ©m existe e que nos provoca sensaçÔes, por piores que sejam. Para odiar alguĂ©m, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocĂ­nio, ainda que doente. Para odiar alguĂ©m gastamos energia, neurĂŽnios e tempo. Odiar nos dĂĄ fios brancos no cabelo, rugas pela face e angĂșstia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do Ăłdio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendĂȘ-lo e pouco humor para aturĂĄ-lo. O Ăłdio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

JĂĄ para sermos indiferentes a alguĂ©m, precisamos do quĂȘ? De coisa alguma. A pessoa em questĂŁo pode saltar de bungee-jumping, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisĂŁo perpĂ©tua, estamos nem aĂ­. NĂŁo julgamos seus atos, nĂŁo observamos seus modos, nĂŁo testemunhamos sua existĂȘncia. Ela nĂŁo nos exige olhos, boca, coração, cĂ©rebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dĂĄ conta de sua ausĂȘncia. NĂŁo temos o nĂșmero do telefone das pessoas para quem nĂŁo ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da ĂĄgua, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança estå sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirå que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Trem-bala. L&PM Editores. 1999.

A fita métrica do amor

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela Ă© enorme pra vocĂȘ quando fala do que leu e viveu, quando trata vocĂȘ com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra vocĂȘ quando sĂł pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que hĂĄ de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa Ă© gigante pra vocĂȘ quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa Ă© grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age nĂŁo de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa Ă© pequena quando se deixa reger por comportamentos clichĂȘs.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: serĂĄ ela que mudou ou serĂĄ que o amor Ă© traiçoeiro nas suas mediçÔes? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausĂȘncia pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser Ă­nfimo.

É difĂ­cil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento Ă© feito nĂŁo atravĂ©s de centĂ­metros e metros, mas de açÔes e reaçÔes, de expectativas e frustraçÔes. Uma pessoa Ă© Ășnica ao estender a mĂŁo, e ao recolhĂȘ-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoĂ­smo unifica os insignificantes.

NĂŁo Ă© a altura, nem o peso, nem os mĂșsculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

Martha Medeiros
Non-stop: crĂŽnicas do cotidiano. Rio de Janeiro: L&PM Editores. 2001. 171p.

TUDO É AMOR

Observa, amigo, em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.

Vida – Ă© o Amor existencial.
RazĂŁo – Ă© o Amor que pondera.
Estudo – Ă© o Amor que analisa.
CiĂȘncia – Ă© o Amor que investiga.
Filosofia – Ă© o Amor que pensa.
ReligiĂŁo – Ă© o Amor que busca Deus.
Verdade – Ă© o Amor que se eterniza.
Ideal – Ă© o Amor que se eleva.
FĂ© – Ă© o Amor que se transcende.
Esperança – Ă© o Amor que sonha.
Caridade – Ă© o Amor que auxilia.
Fraternidade – Ă© o Amor que se expande.
SacrifĂ­cio – Ă© o Amor que se esforça.
RenĂșncia – Ă© o Amor que se depura.
Simpatia – Ă© o Amor que sorri.
AltruĂ­smo – Ă© o Amor que se engrandece.
Trabalho – Ă© o Amor que constrĂłi.
Indiferença – Ă© o Amor que se esconde.
Desespero – Ă© o Amor que se desgoverna.
PaixĂŁo – Ă© o Amor que se desequilibra.
CiĂșme – Ă© o Amor que se desvaira.
EgoĂ­smo – Ă© o Amor que se animaliza.
Orgulho – Ă© o Amor que se enlouquece.
Sensualismo – Ă© o Amor que se envenena.
Vaidade – Ă© o Amor que se embriaga.

Finalmente, o Ăłdio, que julgas ser a antĂ­tese do Amor, nĂŁo Ă© senĂŁo o prĂłprio Amor que adoeceu gravemente.

Tudo Ă© Amor.
NĂŁo deixes de amar nobremente.

Respeita, no entanto, a pergunta que te faz, a cada instante, a Lei Divina: “COMO?”.

André Luiz
Apostilas da Vida

Amor em paz

Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar

Foi entĂŁo
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu vocĂȘ
Encontrei em vocĂȘ a razĂŁo de viver
E de amar em paz
E nĂŁo sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor Ă© a coisa mais triste
Quando se desfaz

Vinicius de Moraes
Letra da mĂșsica "Amor em Paz", composta por VinĂ­cius de Moraes e Tom Jobim.

E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

Nota: Trecho da mĂșsica "Metade", composta por Oswaldo Montenegro.

Pouca coisa é necessåria para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos låbios.

Desconhecido

Nota: A citação costuma ser atribuída a Martin Luther King, mas não hå fontes que confirmem essa autoria.

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Se sou amado,
quanto mais amado
mais correspondo ao amor.

Se sou esquecido,
devo esquecer também,
Pois amor Ă© feito espelho:
tem que ter reflexo.

O amor Ă© difĂ­cil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor sĂŁo os fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que tĂȘm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz Ă© para poucos!

ErcĂ­lia Ferraz de Arruda Pollice

Nota: Trecho do poema "Hoje quero falar para os apaixonados", de Ercília Ferraz de Arruda Pollice. É muitas vezes atribuído de forma errînea a Cecília Meireles.

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A DESPEDIDA DO AMOR

Existe duas dores de amor. A primeira Ă© quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausĂȘncia do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, jĂĄ que ainda estamos tĂŁo envolvidos que nĂŁo conseguimos ver luz no fim do tĂșnel.

A segunda dor Ă© quando começamos a vislumbrar a luz no fim do tĂșnel.

VocĂȘ deve achar que eu bebi. Se a luz estĂĄ sendo vista, adeus dor, nĂŁo seria assim? Mais ou menos. HĂĄ, como falei, duas dores. A mais dilacerante Ă© a dor fĂ­sica da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentĂ­amos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguĂ©m. DĂłi tambĂ©m.

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto Ă  pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por nĂŁo conseguir se desprender de alguĂ©m. É que, sem se darem conta, nĂŁo querem se desprender. Aquele amor, mesmo nĂŁo retribuĂ­do, tornou-se um suvenir de uma Ă©poca bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimĂĄvel, Ă© uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nĂłs. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponĂ­veis, mas para isso Ă© preciso abrir mĂŁo de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que sĂł com muito esforço Ă© possĂ­vel alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptĂ­vel. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas jĂĄ Ă© outra. A pessoa que nos deixou jĂĄ nĂŁo nos interessa mais, mas interessa o amor que sentĂ­amos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatĂ­sticas: eu amo, logo existo.

Despedir-se de um amor Ă© despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma histĂłria que terminou, externamente, sem nossa concordĂąncia, mas que precisa tambĂ©m sair de dentro da gente.

Martha Medeiros
CrĂŽnica "A Despedida do Amor", 2001

Nota: Texto originalmente publicado na coluna de Martha Medeiros, no website Almas GĂȘmeas, a 6 de agosto de 2001.

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E a emoção do nosso amor
NĂŁo dĂĄ para ser contida
A força desse amor
NĂŁo dĂĄ para ser medida
Amar como eu te amo
SĂł uma vez na vida.

Roberto Carlos
O Amor Ă© Mais

À DESCOBERTA DO AMOR

Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem nĂŁo teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lĂĄgrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dĂĄ-a a quem nĂŁo sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive ĂĄ sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem nĂŁo sabe dar.
Vive com amor
e fĂĄ-lo conhecer ao Mundo.

Mahatma Gandhi

Nota: Autoria atribuĂ­da a Gandhi.

Amor quando Ă© amor nĂŁo definha
E até o final das eras hå de aumentar.
Mas se o que eu digo for erro
E o meu engano for provado
EntĂŁo eu nunca terei escrito
Ou nunca ninguém terå amado.

William Shakespeare

Nota: Trecho do soneto 116.

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... SerĂĄs... Seremos...

Pablo Neruda

Nota: Trecho do "Soneto LXIX" de Pablo Neruda

Despedir-se de um amor Ă© despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma histĂłria que terminou, externamente, sem nossa concordĂąncia, mas que precisa tambĂ©m sair de dentro da gente.

Martha Medeiros
CrĂŽnica "A Despedida do Amor", 2001

Nota: Trecho da crĂŽnica "A Despedida do Amor" de Martha Medeiros

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O meu amor eu guardo para os mais especiais. NĂŁo sigo todas as regras da sociedade e Ă s vezes ajo por impulso. Erro, admito. Aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocĂȘncia ou maldade. Conservar algo que faça eu recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te.

Enquanto nĂŁo superarmos
a Ăąnsia do amor sem limites,
nĂŁo podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto nĂŁo atravessarmos
a dor de nossa prĂłpria solidĂŁo,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, Ă©
necessĂĄrio ser um.

Desconhecido

Nota: Fontes atribuem o texto a Fernando Teixeira de Andrade. A autoria do pensamento tem vindo a ser erroneamente atribuĂ­da a Fernando Pessoa.

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A amizade Ă© um amor que nunca morre.
A amizade Ă© uma virtude que muitos sabem que existe,
alguns descobrem, mas poucos reconhecem.
A amizade quando Ă© sincera o esquecimento Ă© impossĂ­vel
A confiança, tal como a arte, não deriva de termos resposta para tudo, mas,
de estarmos abertos a todas as perguntas.
A dor alimenta a coragem. VocĂȘ nĂŁo pode ser corajoso se sĂł aconteceram
coisas maravilhosas com vocĂȘ.
A esperança é um empréstimo pedido à felicidade.
A felicidade nĂŁo Ă© um prĂȘmio, e sim uma conseqĂŒĂȘncia,
a solidĂŁo nĂŁo Ă© um castigo, e sim um resultado.
A felicidade nĂŁo estĂĄ no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que
percorremos para encontrĂĄ-la.
A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.
A glĂłria da amizade nĂŁo Ă© a mĂŁo estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delicia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando vocĂȘ descobre que alguĂ©m acredita e confia em vocĂȘ.
A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.
A inteligĂȘncia Ă© o farol que nos guia, mas Ă© a vontade que nos faz caminhar.
A maior fraqueza de uma pessoa Ă© trocar aquilo que ela mais deseja na vida, por aquilo que ele deseja no momento.
A persistĂȘncia Ă© o caminho do ĂȘxito.
A pior solidĂŁo Ă© aquela que se sente na companhia de outros.
A solidĂŁo Ă© uma gota no oceano que sĂł olha para si mesma... Uma gota que nĂŁo sabe o que Ă© oceano...
Amigos sĂŁo a outra parte do oceano que a gota procura...
A tua Ășnica obrigação durante toda a tua existĂȘncia
Ă© seres verdadeiro para contigo prĂłprio.
A verdadeira amizade deixa marcas positivas que o tempo jamais poderĂĄ apagar.
A verdadeira amizade Ă© aquela que nĂŁo pede nada em troca, a nĂŁo ser a prĂłpria amiga.
A verdadeira generosidade é fazer alguma coisa de bom por alguém
que nunca vai descobrir.
A verdadeira liberdade Ă© poder tudo sobre si.
Algumas pessoas acham-se cultas porque comparam sua ignorĂąncia com as dos outros.
Amigo de verdade Ă© aquele que transforma um pequeno momento em um grande instante.
Amigo Ă© a luz que nĂŁo deixa a vida escurecer.
Amigo Ă© aquele que conhece todos os seus segredos e mesmo assim gosta de vocĂȘ!
Amigo Ă© aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir amados...
Amigo Ă© aquele que, a cada vez, nos faz entrever
a meta e que percorre conosco um trecho do caminho
Amigos sĂŁo como flores cada um tem o seu encanto por isso cultive-os.
Amizade Ă© como mĂșsica: duas cordas afinadas no mesmo tom, vibram juntas...
Amizade, palavra que designa vårios sentimentos, que não pode ser trocada por meras coisas materiais... Deve ser guardada e conservada no coração!!!
As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas nĂŁo Ă© por acaso que elas permanecem.
Celebrar a vida Ă© somar amigos, experiĂȘncias e conquistas,
dando-lhes sempre algum significado.
Diante de um obståculo não cruzes os braços, pois o maior
homem do mundo morreu de braços abertos.
Elogie os amigos em pĂșblico, critique em particular.
Errar Ă© humano, perdoar Ă© divino.
Evitar a felicidade com medo que ela acabe; Ă© o melhor meio de ser infeliz.
Faça amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens!
Felicidade Ă© a certeza de que a nossa vida nĂŁo estĂĄ se passando inutilmente.

Desconhecido

Nota: Texto composto por frases de diversos autores (identificados e desconhecidos), muitas vezes atribuĂ­do de forma errĂŽnea a Érico VerĂ­ssimo. Apenas a Ășltima frase Ă© mesmo de Érico VerĂ­ssimo.

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Amar os outros Ă© a Ășnica salvação individual que conheço: ninguĂ©m estarĂĄ perdido se der amor e Ă s vezes receber amor em troca.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crĂŽnica As trĂȘs experiĂȘncias.

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