Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
MĂGOAS ĂS MARGENS DO UNA
(Do recital âAlma de Poetaâ)
Vou jogar as mĂĄgoas
Ăs margens do Una
Para que as ĂĄguas do Rio
Carreguem para o mar
Sob o olhar da BaraĂșna
Toda minha tristeza
E que o mar sem fim
Feliz possa desaguar
Fazendo ressuscitar
Quem gosta de mim
Mas, se por acaso o mar
Esquecer de se lembrar
Novamente as mĂĄgoas
No Rio irei jogar
Porque todo amor
Que existe em mim
Ă um mar sem fim!
ONDE NAVEGAR MINHA NAU?
Onde navegar minha nau?
Tudo anda tĂŁo seco, ĂĄrido
Esturricado pela desilusĂŁo
Sem encanto, sem vento
Desamparado, sem manual!
Onde navegar minha nau?
Sem ĂĄgua, sem dia, noite
Ferido no próprio coração
Perdido na solidĂŁo do tempo
Vivendo como um Bacurau!
Onde navegar minha nau?
Se nĂŁo existe porto, mar
Tudo anda revolto na imensidĂŁo
Sem ver na linha do horizonte...
Um destino que possa atracar!
PINTAM A VIDA OS POETAS
Pintam a vida os poetas
Com cores fortes, vibrantes
Sem adornos, em linhas retas
Exposta numa imensa tela
De amor e poesia delirante
E neste quadro pintado
Com ternura e simplicidade
Logo se vĂȘ o lindo retrato
Exibido sem alguma vaidade
E dĂĄ-se as vezes na vida
Sem leitura, o mesmo trato
Mas vida de poeta
Ă vida bem vivida
Nada lhe sobra, ou falta
Tendo no horizonte o céu
EstĂĄ completa a sua pauta
E todas as pérolas juntas
Nada teria para o poeta
Rubis, diamantes e ouro
A divina importĂąncia
Nos seus versos e rimas
Seu tĂŁo estimado tesouro.
CALA-ME COM TUA BOCA
Cala-me com tua boca!
Deixe apenas que eu sussurre
Meu grito silencioso, introspectivo
Prazer delirante de tanto querer-te
Murmurando em teus ouvidos
O mais sĂĄbio de todos os adjetivos!
Cala-me com tua boca...
Deixe apenas que eu respire
O aroma da tua pele morena, macia
Quando desnuda como flor viçosa
O vento bate, sopra, passa, se delicia
Antes que eu em teus braços delire!
SIGA EM FRENTE
(Poema canção)
Ando perdido pelo caminho
Apenas na memĂłria os dias, as horas!
Sem parente, sem vizinho
Vagando pela praça da história
Sem afago, sem carinho...
Sigo em frente, vou sozinho!
A cidade nĂŁo vai a lugar nenhum
VocĂȘ Ă© apenas mais um
Desapareça no tempo, no espaço
Aconselhou um velho de vĂĄrios saberes
São apenas crianças, não mulheres
Vendendo seus corpos seus sabores
EstĂĄ no diĂĄrio dos tabloides...
Cada vez mais sujo, cada vez mais mortes!
Sigo em frente...
Siga em frente vĂĄ sozinho,
Vasculhe outra rua, outra saĂda
As cartas jå foram traçadas
Os viciados estĂŁo por todos os lados
Vigiados por olhares ocultos
Pela tristeza dos abandonados!
Os homens enlouquecem por dinheiro
Enchendo sacas, cofres, mealheiros
Meus herĂłis e bandas mudaram de nome
Ficam propagando a miséria
Na barriga dos que passam fome!
EstĂĄ no diĂĄrio dos tabloides...
Cada vez mais sujo, cada vez mais mortes!
NĂUFRAGO
(Poema canção)
(...) Quando vocĂȘ tomou o rumo
Quebrou uma rotina desvalida!
Minha vida respirou aliviada
Me soltei, me livrei, me libertei...
Das amarras enferrujadas
Que o cais do porto tratou de desgastar!
JĂĄ fui louco, jĂĄ fui torto
Vivi sem nome, alma ferida
Meu barco procurando porto
Preso, encalhado, sem destino
Minha bandeira tremulando em desatino
Vivendo a esmo para encontrar...
Meus passos, meus pedaços!
Tristeza em viver a vida em desalinho
Apenas sonhando os sonhos...
De um rabisco em pergaminho!
Ă PRECISO SABER PERDOAR
Todos os dias vou aprendendo
Que Ă© preciso saber perdoar!
E se alguĂ©m disser a vocĂȘ
Que Ă© fĂĄcil, estarĂĄ mentindo!
A prĂĄtica do perdĂŁo Ă© necessĂĄria
Para desafogar o ódio no coração
Ă medida que vocĂȘ vai perdoando
Aumenta a sua convicção
VocĂȘ cresce espiritualmente
Melhora sua estima como também
Alivia o peso da consciĂȘncia
E além de tudo nos faz bem!
NĂŁo quero dizer com isso
Que vocĂȘ precise necessariamente
Se humilhar, se ajoelhar, ter afeto
Basta vocĂȘ o mal nĂŁo desejar!
E pedir sempre que Deus...
Ampare e ilumine seu desafeto!
MAR DE PAIXĂO
(poema canção)
Das janelas, das vidraças
Quando meu olhar se afasta
Procurando quem tanto amei
Nos lençóis frios de solidão
No cais de pedra da paixĂŁo
Minha praia anda deserta
E por horas a fio em alerta
Buscando nos olhos do farol
Um aceno dia e noite
Até o romper do sol
Mar de maré cheia,
Mar azul de pedra e areia
Mar de amor sem fronteiras
O tempo Ă© triste de felicidade
Quando o mar se alegra em calmaria
Escuto sua canção em agonia
Dos gemidos cortante das ondas
Se tocando contra o cais
Do cais de pedra da paixĂŁo voraz
Mar de maré cheia
Mar azul de pedra e areia,
Mar de amor sem fronteiras!
SE NĂO PUDERES ME AMAR
Se nĂŁo puderes me amar
EntĂŁo, resignado te pedirei:
Por favor me esqueça.
E por bondade nĂŁo me odeie!
Se nas nossas vidas...
Algumas coisas sĂŁo impossĂveis
Por que tornĂĄ-las amarguradas?
O amor Ă© um presente, dĂĄdiva
NĂŁo se pode usĂĄ-lo, maltratĂĄ-lo!
O ódio é vil, traiçoeiro, mesquinho
Devemos cada vez mais amar!
Odiar? NĂŁo! Muito pelo contrĂĄrio...
Trilhar sempre um novo caminho
Pois, a vida gira como redemoinho
E quando menos se espera...
Reencontramo-nos no mesmo itinerĂĄrio!
MADRIGAIS
(POEMA CANĂĂO)
Tudo aqui lembra vocĂȘ
Mesmo quando a cidade
Me sufoca de saudade
Bem dentro de mim...
Toda cidade Ă© vocĂȘ!
Até a brisa do mar
Que soprava sem parar
Aquecendo nossos corpos
Acordando o prazer
Em mim toda cidade Ă© vocĂȘ!
Eu te tocava como quem toca uma arpa
Eu te queria como a noite quer o dia!
Corpos trĂȘmulos de amor
Na suave brisa da manhĂŁ!
Quando era noite...
Tinha vocĂȘ como um açoite
Corpos, cançÔes, recitais
DespertĂĄvamos mais um dia...
Pois, sabĂamos que outros dias...
Eram noites em madrigais!
LA SOLEDAD
En la tierra, esta tierra
Planté mi vida
Por siempre en mi corazĂłn
Para ser feliz, vivir feliz
Mi madre mi hermano.
Y en la calma de la soledad
AprendĂ a amar
Con la fuerza de mi corazĂłn
Bajo la lluvia, ni flores
O con flores de verano.
Al principio, un niño
Cada hora de esta vida
Siguiendo los pasos del destino
Con el poder de una canciĂłn
En el jardĂn de nuestra casa
Mi amor, mi pasiĂłn dulce.
Mi querida soledad
Soledad dulce amigo
Soledad de mis sueños
Soledad de mi vida.
MURO DAS ILUSĂES
(POEMA CANĂĂO)
No muro das ilusÔes
Pintei minha arte mais bela
VocĂȘ que aparece nela
FascĂnio de bela pintura
Retocada por minhas mĂŁos
Sob olhar de contemplação!
Nos jardins da estrada
NĂŁo preciso de roupa engomada
Apenas de uma flor de encanta!
Na manhĂŁ da aurora boreal
Preciso encontrar seu sorriso
Por mais longe que ele possa estar
Minha roupa de puro linho
Serve apenas de burburinho
Pra quem me ver passar!
No mar de amor, onde tudo começou
Escrevi na areia fina
Nosso poema predileto
Que reinventa nossas vidas
Mas, o que eu quero mesmo
Ă vocĂȘ aqui, bem perto
E apenas de uma flor encantada!
AMORES DE UM POETA
1Âș ato
Benditos sejam os poetas
Que escreveram lindos versos
Para meu amor encantar
E como se fossem profetas
Ensinaram o caminho do amor
Para meu amor me adorar!
2Âș ato
Malditos sejam os poetas
Que no amor me fizeram
Um dia plenamente acreditar
E foi amando perdidamente
Que conheci a dor e a desilusĂŁo...
E meu amor a vocĂȘ entregar!!
PASSAGEIRO DO SILĂNCIO
(Poema canção)
Sou passageiro do silĂȘncio
Nas noites, nas chuvas, nos ventos
Na solitĂĄria estrada do sentimento
No caminho incerto do deserto
Na vida meu maior contratempo
Ă a nĂŁo previsĂŁo do tempo!
Na morte, meu maior tormento
Ă a frieza do isolamento!
Trago a pressa de lugar nenhum
Dos mistérios, dos medos, dos segredos
Embora, conheça o refĂșgio de cada um
dos amores, das paixÔes, dos guetos!
Se me calo ao raiar de um novo dia
Ă noite o meu mundo silencia
Se me agito na tempestade
O fogo abranda a minha iniquidade!
Por isso mesmo e muito mais
NĂŁo me acho guru, mas me acho capaz
O homem pode até morrer de susto
Mas por covardia, diz o ditado, jamais!
MEU CORAĂĂO DE CRIANĂA
(Do recital âAlma de Poetaâ)
Meu coração de criança
Canta a canção dos imortais
Brinca na leveza da dança
Como se o amor em minha vida
Fosse durar pra todo o sempre
E muito além de tudo mais
Meu coração de criança
Tem alma de menino feliz
Bate forte com esperança
Pula, corre, nĂŁo se amedronta
Mas quando se trata de amor
Ă um eterno aprendiz!
TERRA
(Poema canção)
Na terra que o homem trabalha
Arregaça as mangas, ara.
Adubando com afinco seu sustento
Com honra criando seu rebento
Homem simples, terra santa
De tĂŁo prometida fica esquecida.
Terra mĂŁe, terra vida
Terra que amo, terra querida!
Terras de tĂŁo pucos homens
Homens de tĂŁo poucas terras!
Deixar a terra é desertificar o coração
à não expurgar os males da plantação
Forçadamente deserdar amor e chão
E sem terra o homem nĂŁo sobrevive
Nem o arroz, nem o milho, a cana e o feijĂŁo
Lavrar a terra com paixĂŁo
Brotar o fruto de cada chĂŁo
O olhar feliz que corre a gleba
Na doce terra do sertĂŁo
Terra que nos alimenta,
Terra que nossa essĂȘncia
Na terra que o homem trabalha...
Arregaça as mangas, ara!
MINHâALMA BEIJA-FLORES
Minh'alma canta, encanta
E quando voa, assemelha-se
A um pĂĄssaro colibri!
Toda vez que paira no ar
Redobra seu canto, seu poetizar!
Minh'alma quando pĂĄssaro
NĂŁo escolhe lugar apropriado!
Pousa sem medo e descobri
Que seu apoio de sustentação
Ă a liberdade do seu versejar!
Minh'alma beija-flores
Na sua variåvel multiplicação
Suga extraindo de cada pĂłlen
O alimento necessĂĄrio e vital...
Para cativar seus amores!
LĂGRIMA QUE CAI
Se cada lĂĄgrima cai, da ilusĂŁo
vinda do coração
hĂĄ uma fenda
por onde a emoção tenda
hĂĄ de entĂŁo fazer oclusĂŁo
com a razĂŁo
e na paciĂȘncia de condutor
abrir as comportas do amor
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Aquela pessoa que vocĂȘ ama e ama mais e mais a cada amanhecer,e que Ă© ao lado dela que quer envelhecer, porque vocĂȘ tem toda certeza que nasceu para viver ao lado dela , porque Ă© somente ela que lhe faz feliz e te da toda esperança para viver !
