Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
NOTAS, ACORDES, FALSETES
Ăs minha por inteiro!
Posso dizer que afirmo
Ao descobrir cotidianamente
Por ser amor verdadeiro.
Talvez o amor pra muitos
Seja breve, passageiro
Mas, pra mim especialmente
Transborda de felicidades
Afinando-se perfeitamente.
Compomos letras, melodias
Solfejamos o mesmo desejo
E sempre a misturar-se
A loucos irreprimĂveis beijos!
Em nossos toques
NĂŁo hĂĄ notas dissonantes...
Tudo soa magistralmente:
Corpos, sentimentos, prazer
Notas, acordes, falsetes!
SOU APENAS UM POETA
NĂŁo tem nada nesta vida
Nenhuma força bruta, indevida
Nenhuma ameaça ou falseta
Que me obrigue, me submeta
A me fazer desistir de sonhar.
E se puder me entenda
Eu sou apenas um poeta!
Um poeta que tenta descrever
Sentimentos em prosas e versos.
Um poeta que vive pra amar.
Amar a natureza, amar a vida
Amar as coisas do seu lugar.
E ao mesmo tempo que transcreve
Seja um texto longo ou breve
Ă seduzido e se deixa levar
Por palavras, cançÔes
Que tocam a alma e coraçÔes!
Portanto, nĂŁo me deseje mal.
Talvez o que vocĂȘ queira ouvir
NĂŁo seja tĂŁo fĂĄcil assim...
Quem sabe esteja inserida
Numa palavra cruzada, indireta?
EntĂŁo, volto a repetir:
Mesmo que vocĂȘ nĂŁo entenda
Quando escrevo exclamando
Ponto e vĂrgula, reticĂȘncias
Abraçando, sonhando, amando
A poesia me completa.
NĂŁo sendo pobre ou rico
Eu sou apenas um poeta!
ACHO QUE ĂS VEZES
Acho que Ă s vezes
Escuto sua voz
No meu ouvido sussurrar
Aquele poema canção
Que escrevi pra te dar.
NĂŁo sei se vocĂȘ lembra...
Ă Ă©poca vocĂȘ adorou!
Nele, continha a mensagem
Mais linda que compus
Para expressar meu amor.
Coração apaixonado,
Pelo amor enfeitiçado
NĂŁo sabe o que Ă© certo
Muito menos o que Ă© errado!
Acho que era prenĂșncio do fim...
E assim, um dia desmoronou.
Tava cantada por um canto
Num ritmo de uma poesia
Onde a palavra amor
Deixava-se embalar
Em sonhos e fantasias.
Era mais que uma declaração:
Eram doze acordes na utopia
De um poeta sonhador!
MADEMOISELLE
Quando penso em vocĂȘ
Penso em carne, estilo, prazer!
Como posso explicar, ter calma
Se meus sentidos, minh'alma
Se confundem, se manifestam
No mais intenso desejo, querer?
Como posso nĂŁo concordar
Se a sua sensualidade assevera
Meus Ămpetos, minhas vontades?
NĂŁo existe conceito, metafĂsica
Que impeça essa impetuosidade.
Se Ă© puro prazer? Certamente!
Vislumbramento, encantamento
Do seu corpo, da minha fantasia
Se misturam em minha mente.
Desse sonho nĂŁo dĂĄ pra desistir...
E pra tornar-se verdadeiro, real
Toda vontade que rege o destino
Basta somente ela querer, existir!
ACASO
Se por acaso
NĂłs nos perdermos
Nos desencontros da vida
NĂŁo se desespere
Nem fique ressentida.
O acaso Ă s vezes
Trata de desenvencilhar
Com aspereza e amargor
Os que se querem
Os que se oferecem
Pra viver a vida com amor!
SOU EU QUE TE AMA
Sou eu que te ama
Louca e verdadeiramente.
Que te carrega nos braços
Que afaga teus cabelos!
Que te faz dengo, carinho
Que te cobre de beijos,
Que lĂȘ teus pensamentos
Que te envolve com suavidade
Quando sofres desalinho!
Sim, sou eu que te ama!
Que nada contesta, reclama.
Sou eu que a teu respeito
Tudo faz, tudo inventa, sabe.
Sou eu que nada precisa...
Porque tudo que quero, sonho
Dentro de mim existe
Perfeitamente encaixa, cabe!
ĂS VEZES
Ăs vezes tudo aquilo
Que pensĂĄvamos ter
De uma hora pra outra,
Deixa-nos breve vazio...
E aĂ, percebemos
Que nĂŁo era pra ser!
Ăs vezes acontece
Os sonhos adormecem
E sonhando, esquecem
De viver, de acordar!
Ă quando descobrimos
Que nĂŁo valeu a pena
Ao amor se entregar!
CADA ABRAĂO SEU
Cada abraço seu
Tem o dom de me acalmar.
Ă como se eu me revestisse
De uma segunda pele
E colado ao seu corpo
Ter o prazer de poder levitar.
E neste aperto caloroso
Que penetra, me acolhe
Me comprime, me completa
Chego a sentir essa proteção
Bem o Ănfimo de minh'alma
Que de tĂŁo meigo e intenso
Ressoa dentro do meu coração!
NOSSAS METADES
Quando junto minha metade
Meus desejos, meus anseios
Ă sua outra metade...
Ă como se encontrĂĄssemos
O amor por inteiro!
Nossos corpos se procuram
Se agitam, se acham
E juntinhos extravasam.
Bocas, pernas, beijos, seios
Nos conduzem, desnorteiam
Para além do nosso imaginårio.
LĂĄ, somos o que sonhamos ser:
Felizes enamorados
Se encaixando de tanto querer!
O SILĂNCIO DA PALAVRA
No meio da algazarra
Ecoou o silĂȘncio da palavra.
E a forte mudez por sua vez
Destemida, calma, pacĂfica
Revelou-se misteriosa, audaz.
Era preciso saber calar!
Calar o que se fazia loquaz.
E o verbo como bom entendedor
Travou moderado na garganta
Por mais que quisesse
Explanar suas manifestaçÔes.
E assim todos os silĂȘncios
Sem questionarem rumores
Ao mesmo tempo emudeceram.
Emudeceram sem se quer
Contestarem suas indagaçÔes!
AGNUS DEI
Que os santos digam amém!
Pra ser feliz direi também
Com toda fé e crença na oração.
Preces sempre nos faz bem.
Anulam maus pensamentos
Sentimentalizam e humanizam
Os anseios de bondade do coração.
E como todo bom sabedor eu sei
Que além de amor, piedade, pão
Ă preciso aprender a cada dia
Os caminhos da fé e da caridade.
"Cordeiro de Deus que tirai
Os pecados do mundo:" Agnus Dei!
E que nossas vidas sejam felizes
Repletas de paz, alegria, comunhĂŁo.
Que assim seja!
Misereres nobis e perdĂŁo!
SEU RETRATO
Pendurei seu retrato
Na parede do quarto
Que Ă© pra nĂŁo esquecer
Por um Ășnico segundo
Seu sorriso, meu prazer!
E todos os momentos
Que pra ele eu olhar
Poderei silenciosamente
Seu lindo corpo apreciar.
Mesmo que virtualmente
Tocarei seu rosto, sua pele
Terei vocĂȘ ao meu lado.
E meu olhar oblĂquo
Desejoso, apaixonado
Se revelarĂĄ, transbordando
Minha vontade, meu querer
E toda vez que lhe encarar
Todo meu encanto haverĂĄ
De satisfazer meu prazer!
ANTES DE VOCĂ ME ESQUECER
Antes de vocĂȘ me esquecer
Lembre-se de cada poema meu!
De cada palavra escrita, dita
Declamada do fundo da minh'alma.
VerĂĄs que meu amor estĂĄ presente
Fragmentado em cada pĂĄgina
Em cada rima, em cada verso.
Em cada sonho, deixei escrito
Com a delicadeza sutil da vivalma
Todos os pensamentos, planos.
E nem por um momento disperso
Deixei transcrever amarguras
LĂĄgimas, tristezas, desenganos!
Antes de vocĂȘ me esquecer
Deixa eu te pedir uma coisa:
Se um dia sentires saudades
Saiba que saudade arrebenta!
E toda vez que olhares pela janela
E sentindo minha presença...
PerceberĂĄs que meu olhar distante
Haverå de tocar teu coração
Como um sopro que se foi e se esvai
Sentido com o peso da tormenta!
QUANTOS MOTIVOS?
Quantos motivos serĂŁo preciso
Dizer, revelar, demonstrar
Se a maior declaração de amor
Mora aqui dentro do coração?
Quantos maneiras servirĂŁo
Serem expostas, se a melhor forma
De ser sincero tĂĄ estampada
E transpassa meu corpo, minh'alma
Na felicidade do meu rosto
Na alegria da minha paixĂŁo?
UMA TAL FELICIDADE
Em vez de se aborrecer
De se alterar, entristecer
Coloca um sorriso no rosto!
E aĂ, certamente abrandarĂĄs
As amarguras do coração!
Assim se procedendo
A alma fica feliz e liberta-se
De qualquer raiva, desgosto.
Nada nesta vida pesa mais
Que alma presa, acorrentada.
Liberte-se! Liberte sua alma!
Abrande suas inquietaçÔes
Problema gera problema...
DĂȘ um tempo...Siga em frente
Reflita suas imperfeiçÔes!
Se preciso, pare! Olhe pra trĂĄs
Descanse, respire fundo
Desmanche esse amargor
Bebendo um pouco de alegria
Da alegria de viver com satisfação.
Deixe que o vento toque sua pele
Invada seu corpo, seu sorriso.
Ăs vezes o sorriso Ă© a solução.
DESENGANOS D'ALMA
Pedaços entrecortados de mim
Sofrem, reclamam. Esperneiam!
Revolucionam-se na consciĂȘncia.
Não då pra disfarçar o pensamento
Mesmo quando Ă s vezes eu tento
Enganar a mente. AĂ, novamente
Meu olhar cobra Ă inteligĂȘncia
Os porquĂȘs de tantos conflitos,
De tanta briga, tanta desavença?
E quem mais sofre Ă© justamente
Aquela que vive em mim o momento
Dos atos insanos que cometidos
Por tristeza ou mesmo desengano
Em males e erros deliberadamente
Denotam suas consequĂȘncias:
A nobreza d'alma! A alma agredida
Sente-se maltratada, desprovida.
AĂ, nasce a dor, a lĂĄgrima, a desilusĂŁo.
A alma carente de amor, carinho
Contesta sua existĂȘncia, sua missĂŁo...
E, triste, ferida pontiagudamente
Por todas as razÔes acometidas
Sangra imensamente meu coração!
DOCILIDADE D'ALMA
Vem da sua alma
A magia da docilidade.
Tanta luz, tanta beleza
Mistura linda, perfeita
De candura, meiguice
Encharcada de bondade.
Alma feliz, sagrada
Leve, solta, iluminada!
Se me falta abrigo...
Tua alma Ă© minha morada.
Se me falta claridade...
Ăs poço de luminosidade!
Se me falta razĂŁo...
Tua alma Ă© o x da questĂŁo.
Se me falta atitude...
Ela é minha anunciação!
Minha timidez em excesso, sĂł presta pra eu aprender a interpretar os sorrisos e olhares de quem me significa.
