Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
se tudo muda, também muda o meu anseio e nem o tempo pode perturbar esta minha nova certeza, que perante teus olhos amor, eu terei sempre beleza...
AFINAL, QUEM SOU EU?
Afinal de contas,
Quem sou eu?
De onde vim, o que fiz,
O que faço, pra onde vou?
Uma coisa Ă© certa
E posso responder:
Sou demasiadamente
Um homem deveras feliz!
E sabe o que descobri
No plano espiritual
E que na realidade condiz
Essencialmente comigo?
Essa felicidade plena
Vem de minha aura,
Que vive incansavelmente
Paz, amor, harmonia e luz!
Somos cĂșmplices da mesma
Determinação, credo, aliança.
Minha aura tem cor!
Ă prateada, cintilante,
Feita de fé e esperança!
EM CADA FEVEREIRO DO MEU SER
Em cada fevereiro do meu ser,
Existe uma saudade adormecida!
Que um dia foi tirada abruptamente
Sem um beijo, sem uma despedida!
Definitivamente, nĂŁo gosto de surpresas
Prefiro resguardar-me na monotonia.
Do cotidiano, dos hĂĄbitos, da rotina!
Resta-me seguir sem entender:
Por que tantos duvidĂĄveis porquĂȘs?
A vida nos guarda surpresas!
Invariavelmente a vida se vive
Pelo que se constata nossa retina
SĂŁo momentos felizes, tristonhos...
Mas, essencialmente de incertezas!
QUASE TUDO DE MIM
Tu sabes...
Quase tudo de mim!
Sabes das flores
Das pétalas mais lindas
AcĂĄcias, iris, margaridas,
Das rosas do meu jardim!
Tu sabes...
Dos meus sentimentos
Cada sorriso, cada pranto
Das verdades, das utopias
Sabes dos meus sonhos,
E dos meus argumentos!
SĂł nĂŁo sabes...
Da minha solidĂŁo!
D'angĂșstia do meu peito
Quando muitas vezes
Mesmo me corroendo
Por fora e por dentro
Trago nos lĂĄbios trĂȘmulos
O disfarce do sorriso perfeito!
ANDO COM SAUDADE DE MIM
(Do recital Noites Ensolaradas)
Ando com saudade de mim...
Do meu jeito de ser
Do que aprendi pra viver.
De todas as nossas vontades
Quando em meus braços
A toda hora acolhia vocĂȘ.
O tempo anda corrido.
JĂĄ nĂŁo paro para pensar
A pressa tem me subtraĂdo.
Meus pensamentos vĂŁo Ă toa
Navegam em mares distraĂdos
E ignoram meu prĂłprio olhar!
Ando com saudade de mim...
O tempo tem me consumido
Ăs vezes, atĂ©, sou tomado de assalto
Ă mas a vida Ă© mesmo assim.
Por vĂȘ-lo passar tĂŁo rĂĄpido
Nem consigo separar herĂłi de bandido
Ando com saudade de mim...
Com saudade daquele beijo
Saudade do seu abrigo, sim!
Saudade dos meus discos
Daquela nossa cantiga
Sinto saudade do passado
Dos meus livros, do seu sorriso
Saudade dos nossos retratos
E Ă© saudade que nĂŁo tem fim!
CORPOS DESEJOSOS
Sem qualquer alarido
Repousei minhas mĂŁos
No teu corpo trĂȘmulo
Nu, palpitante, aquecido!
Olhaste-me com desejo
E tĂŁo profundamente
Que nem se quer precisei
Desabotoar-lhe o vestido!
Corpos tensos no cortejo
Dançando febrilmente
Arrepiados, impacientes
E aos pouquinhos no bailado...
Fomos perdendo os sentidos!
QUANDO CONVERSO COM ESTRELAS
Quando converso com estrelas...
Ă sobre vocĂȘ que falo, me declaro!
Estrelas sĂŁo minhas confidentes.
Abro meu coração, minha história
Revelo meus segredos, meus medos
E caladas me escutam oniscientes!
Quando converso com estrelas...
Nesse universo de brilho mĂĄgico
Encontro paz em minh'alma
Descubro com paciĂȘncia e calma
Como conquistar o coração...
De uma menina-mulher donzela!
Quando converso com estrelas...
Meu mundo torna-se claro, azulado
Salpicado de branco na amplidĂŁo
E vejo mover-se quieto, sereno
Num bailado mudo, sincronizado
EfĂȘmero como nuvens de algodĂŁo!
AOS NOSSOS FILHOS
Quanto tempo eu jĂĄ nem sei
Do que vivi do que sonhei.
Por vezes me faltam palavras pra explicar a minha timidez.
Meu mundo sĂł Ă© lindo com vocĂȘs,
Marcas das nossas vidas sem pecado
Que reflete-se ao longo de cada dia
Pela lente da beleza revelados.
Ler, quem dera, nunca aprendi.
Escrever, nunca me submeti
Mas na escola do amor, sou formado, graduado sem ter curso de âdotĂŽ.â
AmĂĄ-los todo dia sem precisar
Ser rei ou reverenciĂĄ-los em poesia,
Minha vida, meus amores foi de tanto amor que desejei.
Da perfeição da mão de Deus do outro amor que imaculei
NĂŁo vivo se nĂŁo tenho vocĂȘs, nossos filhos, filhos de Deus!
CARPE DIEM
O melhor momento
Para se viver Ă© agora!
Portanto, nĂŁo o adie.
Viva-o intensamente!
E, se possĂvel
Apague as mås lembranças
DĂȘ um basta nas desilusĂ”es
Nas angĂșstias, nas afliçÔes.
Chega de desesperanças!
Alimente-se de amor!
Aproveite cada momento.
Viva impreterivelmente feliz
Mesmo que as decepçÔes
Causem constrangimento!
Quanto tempo dura uma hora
De tristezas e lamentaçÔes?
Talvez dure meses, anos!
Por isso, deliciosamente
Contemple a natureza.
Cultive a paz e o amor
Certamente, surgirĂĄ no tempo
As maravilhas do seu esplendor.
As coisas acontecem relativamente:
Se pensamos pequenos
Pequenos toda vida seremos!
REVOLUCIONĂRIOS DA HISTĂRIA
(Este Poema canção foi agraciado com a medalha honra ao mĂ©rito pelo grupo âTortura Nunca Maisâ do Arquivo Nacional)
No rosto do Brasil ainda sangra as torturas, os espancamentos
Seus jovens ainda reclamam dos maus tratos, dos confinamentos
Marcados pelo pavor da covardia
OpressĂŁo AI-5, contra rebeldia.
Nos seus ouvidos ecoam os gritos, ĂĄvidas mĂŁes que choram
Pelos filhos desesperados que imploram
Dos impiedosos quartéis da ditadura
De tanto medo, de tanta tortura.
Pela histĂłria manchada, pelos anos de chumbo
Por uma vida mais digna, pelos direitos humanos.
E hoje no arquivo maculado da memĂłria
PrisÔes de fortes paredes frias
O fantasma da morte, aparição, nos campos de concentração.
Embaixo dos coturnos bem engraxados
Marcas da violĂȘncia em corpos ensanguentados.
RevolucionĂĄrios, estudantes, grande legiĂŁo
Tanques de guerra, fazendo evolução...
Era preciso viver, era preciso sonhar
E contra os opressores era preciso marchar.
E hoje nos monumentos aos mortos, na låpide heróica da comemoração
Coroas de flores, homenagens na foto
A bravos homens destemidos que lutaram e morreram pela pĂĄtria
Mas nĂŁo silenciaram diante do poder opressivo.
E aos que sobreviveram mesmo que mutilados de vontades e sentidos, nossa eterna gratidĂŁo.
Prestes, Olga, GregĂłrio, JuliĂŁo, Ivan Aguiar, Arraes, Amaury Caminha, Brizola, ZĂ© Duarte e tantos outros.
MEU CORAĂĂO DE POETA
Meu coração de poeta
Ă de menino que canta!
Que brinca todos os dias
Que vive feliz, e encanta
Quando triste nada reclama
Rindo esquece os problemas
E logo seus males espanta!
Brincando, a alma distrai
Renegando seus dilemas!
Meu coração de poeta...
Ăs vezes atĂ© anda por aĂ
Sozinho querendo amar
Mas, nunca a outro coração
Brinca querendo trapacear!
Meu coração é simplório
Quando recebe insultos...
NĂŁo revida, sĂĄbio ignora
E vive a vida sempre assim
Com amor na sua plenitude
Na real, sem ser tolo, ilusĂłrio!
GUARDE MEU CORAĂĂO
Guarde meu coração
Embaixo do seu lençol
E quando chegar madrugada
Esquente seu corpo, sua alma
Pois, ele Ă© a sua morada!
E se puderes enfeitiça-o
Com teu amor, minha amada!
Deixa-o sempre pertinho
Pra poderes te agasalhar
E do teu coração bem juntinho
Pra quando bater o frio.
Em vez de te envolveres
Com o gelado cobertor
Te cubras protegida
Pelo abraço do teu amor!
QUANDO EU TE DISSER
Quando eu te disser
Que jĂĄ nĂŁo te amo
NĂŁo me dĂȘ ouvidos!
Ă porque certamente
Estarei em processo delirante
Terei perdido os sentidos
Sendo vocĂȘ meu sonho
Tudo de melhor no mundo
Logo acordarei e rapidamente
Extravasarei todo meu amor
Ainda mais forte e apaixonante
Dedicado, romĂąntico, audaz
Porque todos os dias
Te amo cada vez mais!
O SOL E A LUA
(Do recital Noites Ensolaradas)
O sol e a lua
Se encontraram no universo.
NĂŁo era noite, nĂŁo era dia.
Fitaram-se longamente
E logo veio a perplexidade
Entreolharam-se numa mistura
De sonho, paixĂŁo e fantasia
E esse olhar de cumplicidade
Fez com que a lua se despojar-se
Linda, iluminada, clara e pura
E o sol com a força que irradia
Dominou-a com carinho e majestade
A lua nĂŁo demorou para entregar-se
Usou como sedução sua compostura
O sol a prendeu fortemente
E suspirando emitiu toda sua energia
A lua satisfeita e apaixonada
Fez com que o sol a ela se declarasse
E assim sem que ninguém notasse
O sol e a lua se amaram loucamente!
Ă COM VOCĂ QUE VOU ESTAR
Mesmo que demore
Um dia, um ano, uma eternidade
Haveremos de nos encontrar.
Portanto, nunca me esqueça!
E quando quiser matar saudade
Lembre-se dos nossos encontros
E em especial de certos momentos
Que nem mesmo o sol, o vento
ApagarĂŁo do nosso olhar
Corpos despidos, gestos, rostos,
Desejos, vontades, carinhos.
Seja lĂĄ, por onde eu andar
Percorrendo qualquer caminho
Mesmo que nĂŁo seja fisicamente
Ă com vocĂȘ que eu vou estar!
Poesia marginal
Ă© aquela feita em qualquer esquina
de qualquer lugar, por qualquer ser pensante.
Seja ela de criticas sobre a vida...
Ou o desabafo de um amante
que nĂŁo segura as palavras
em seus pensamentos
e as transbordam em
tinta e papel, de
qualquer lugar
em qualquer
esquina.
Matheus 9:16 NinguĂ©m coloca remendo novo em roupa velha; porque o remendo força o tecido da roupa e o rasgo aumenta. NAO TENTA COBRIR AUSĂNCIA DE UM(A) com a PRESENĂA DE OUTRO(A) QUALQUER, CARĂNCIA PASSA E AS CONSEQUĂNCIAS DE ESCOLHAS ERRADAS VAI LHE CAUSAR FERIDAS. NĂŁo precisa se desesperar, confia em Deus que ele lhe trarĂĄ o melhor!
Quem um dia disse
que te Adorava..
Simplesmente te exclui...
Mas nĂŁo sofra ou se
entristeça... Porque o medo
e a amargura nĂŁo Ă© sua...
E pode apostar....
NĂŁo Ă© vocĂȘ quem perde.
E acontece que, nĂŁo consigo ficar um dia sem te ver, os finais de semana parecem vazios sem as sua presença, mesmo cercado de pessoas, juntando todas elas nĂŁo dariam um terço de vocĂȘ, nĂŁo sou clichĂȘ, meu amor Ă© clichĂȘ, mas por vocĂȘ, eu posso esquecer, de querer convencer o meu cĂ©rebro de por um momento deixar de pensar em vocĂȘ.
