Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
TODA VEZ QUE O VENTO SOPRA
Toda vez que o vento sopra
Entreabrindo a porta
Me pergunto: serĂĄ que a felicidade
Estå voltando para os meus braços?
AĂ, meus olhos vagueiam a procurar-te
Desesperados, sĂŽfregos por amor
Mas sei que Ă© mentira, pura ilusĂŁo
ConfusĂŁo da minha mente
Que jĂĄ nĂŁo suporta essa ausĂȘncia
E implora pedindo desesperadamente
Que seja realidade a dor da desilusĂŁo!
DE MĂOS DADAS
Com vocĂȘ todos os dias
Quero andar de mĂŁos dadas
Mãos firmes, entrelaçadas
Que Ă© pra vocĂȘ sentir
Todo carinho do meu amor!
NĂŁo importa se o tempo passou...
Se passou e estamos juntos
Ă porque a cada dia se firma
Nas frases ditas, planejadas
A sabedoria dos discernimentos!
O MOTIVO DA MINHA FELICIDADE
Quando me perguntam
O motivo da minha felicidade
Sem pestanejar respondo:
NĂŁo basta ser, existir...
Ă necessĂĄrio saber viver!
E a primeira regra fundamental
à escancarar no coração
Um sorriso que apazigue a alma
E que possa intimamente
Transformar Ăłdio em perdĂŁo!
FLORES EM BOTĂO
Flores em botĂŁo
Exalam pelos jardins da vida!
Cada cor um perfume
Cada perfume um desejo
Cada desejo um estĂmulo
Cada estĂmulo uma paixĂŁo
Cada paixĂŁo um beijo
Ofertado sentido, oferecido
Sendo Fraternal, carinhoso
Na doçura de cada ósculo!
QUEM Ă?
Quem Ă©, perguntou-me ela
Que me fez se apaixonar
Louca e verdadeiramente?
Quem Ă©, que remexeu
Com os meus sentimentos
Descobrindo coisas que andavam
Esquecidas pra vida, pro amor?
Quem Ă©, que beija de um modo
Que me tira o fĂŽlego, a blusa
Com tanto desejo e suavemente?
Quem Ă©, me diga por favor
JĂĄ ando tĂŁo feliz, contente
JĂĄ nĂŁo sei o que Ă© passado
Sofrimento, desencanto, dissabor?
Quem Ă©, me diga por favor?
DĂDIVA DIVINA
Felicidade pra mim
Ă sempre uma constante
Porque nunca espero
Que a vida me traga
Coisas que vão muito além
Das minhas expectativas
Sonhos que nĂŁo caibam
Dentro dos meus planos
Por isso sorrio sem desengano
Quando lembro efetivamente
Que viver Ă© uma dĂĄdiva!
QUANDO MEUS LĂBIOS
Quando meus lĂĄbios
Tocaram teus lĂĄbios
Mesmo sem beijĂĄ-los
Me dei conta do prazer
E de uma sensação
Que jamais sonhei ter.
Senti que o amor invadiu
Meu corpo, minh'alma
Tomou forma, tamanho
E o sentido necessĂĄrio
Me fazendo viajar
Transpondo labirintos
No desejar do meu instinto
Para além do imaginårio.
MEUS OLHOS NUNCA MENTEM
Meus olhos nunca mentem
E quando mais precisamente
Silenciosamente se declaram!
Basta que eu olhe nos olhos
Daquela que me dispus a olhar
Para sentir o amor rondando
Nos trejeitos da transparĂȘncia
Como uma intuição que vem d'alma
Sem ter que palavra pronunciar.
Ă amor que vai se propagando
Na sua total e real clarividĂȘncia!
Ao ponto de um dia transbordar!
MINH'ALMA TE CHAMA
Minh'alma te chama
Ouve? Apenas escute
Este convite apaixonado
Ăquela que ao amor
Minha voz conclama!
Ă a voz da razĂŁo
Que transpassa meu ser
E percorre o infinito
Porque nĂŁo existe barreiras
Para amor verdadeiro
Alia-se o amor da carne
Ao amor do espĂrito!
Vem, minh'alma te chama!
ONDE OS SONHOS ME LEVAM
Meus sonhos me levam
Pra onde nĂŁo hĂĄ estradas
Nem caminhos pedregosos
Eles me levam ao paraĂso!
LĂĄ, descanso meu olhar
No céu de nuvens estelar
Que me proporcionam
Toda paz d'alma. E Ă© por isso...
Que consigo conciliar
Atropelos, medos e ressentimentos
Transformando-os na sensata
Forma de comigo bem viverem
Sem ter que indesejosos tormentos
Possam com minha vida partilhar!
CHORO QUE VEM D'ALMA
Quando choro
NĂŁo choro mĂĄgoas
VĂŁs, descabidas.
Choro com a intensidade
E a emoção que vem
De dentro da minh'alma!
Porque minh'alma
Quando chora aflora
SolĂcita, sincera, verdadeira.
NĂŁo choro, por chorar
Choro rios e mares
Sem ter que aos carrascos
Tenha que demonstrar!
NĂŁo seja seco, nĂŁo seja frio. NĂŁo mande uma mensagem, mande mil. Demonstre, fale, se declare. Deixe bem claro, amar nĂŁo custa caro.
VERSOS MOMENTĂNEOS
E aquele momento
Tornou-se eterno
Quando sem saber
O que falar, pronunciar
Fiz dos meus versos
A mais linda canção
Que sĂł a um grande
E verdadeiro amor
Alguém poderia revelar!
AQUI, ONDE AS HORAS
Aqui, onde as horas...
Passam silenciosas
Sem qualquer pressa
Vejo apenas o tempo
Avançar sem demora.
Aqui, onde as horas...
Ă mais um dia que corre
A cada passo lento
Na estrada que rege
Cada soprar do vento.
Aqui, onde as horas...
Ă mais um dia qualquer
No calendĂĄrio da aurora
VĂȘ-se no cĂ©u de abril
Fechar-se o horizonte.
Aqui, onde as horas...
Dançam vagarosamente
No despertar da mente
Anoitece vez por outra
Porque todo dia
Ă sempre a mesma histĂłria
CORAĂĂO SENTIMENTAL
Meu coração
Tem um jeito de ser
Afetivo, compulsivo
Quando se trata de amar!
Esse jeito sentimental
De sonhar, de se dĂĄ
Extrapola forte no peito
E faz com que se atreva
Acelerado, convidativo
Meio bobo, irracional
Pronto pra se entregar!
E assim se constitui oferecido
Sem medir consequĂȘncias
Na querĂȘncia da paixĂŁo
Nem teme esbarrar ofendido
Nos atropelos do desengano
De mais uma desilusĂŁo!
O TEMPO NĂO RETROCEDE
O tempo nĂŁo retrocede...
Portanto, intensifique seu viver!
Viva cada momento como se fosse
Ășnico e lembre-se: da vida somos
hospedeiros, inquilinos de lugares,
de moradas.
O tempo Ă© cruciante
E determinante cumpre seu papel.
NĂŁo espere pra viver tudo que a vida
lhe proporciona no Ășltimo instante...
PoderĂĄ ser tarde demais!
Sua vida precisa de uma guinada?
NĂŁo se demore. Aproveite o tempo!
Viva uma nova trajetĂłria:
Participativa, produtiva, evolutiva.
O tempo de aprender Ă© esse...
Viva o agora. Pois, talvez nĂŁo haja
Um novo tempo, uma nova jornada!
Ă SĂ VOCĂ CHEGAR
Ă sĂł vocĂȘ chegar
Alegra-se no horizonte
O sol da minha aventura.
Com zelo e ternura
Num piscar de olhos
O que seria interrogação
Toma outra forma
E tudo muda de figura:
Outras cores, novos ares
Uma clareza no horizonte
Na vida do meu querer
Tornando-se verdadeira
Toda minha conjectura!
OLHARES, DESEJOS, POSSIBILIDADES
Em nossos olhares
Haviam, desejos, possibilidades...
Ficamos ali parados decidindo
O que quiséssemos escolher:
QuerĂȘncias prazeres e outras vontades.
E se pretendĂȘssemos seguir em frente
Sendo vistos por tantos outros olhares
O caminho estaria livre, desimpedido
Mas, resolvemos ficar ali parados
Nossos olhares estĂĄticos, tesos Ă mercĂȘ.
Durante alguns minutos permanecemos
Separados, Imaginando como seria
CarĂcias e toques afetuosos pretendidos.
Mas, havia uma outra verdade
De outros tempos, de outros lugares
Quando percebi o compromisso
No dedo anelar da sua mĂŁo esquerda
Entendi que por mais que quiséssemos
Sequer poderĂamos um beijo, um afago
Porque a voz da razĂŁo nĂŁo permite
Transpor o limite de certos olhares!
MINHA TENTAĂĂO
Por mais que eu queira
Impedir esses impulsos
Esse querer tentador...
Acabo entregando-me
Ao prazer do seu amor!
Oh! Minha doce tentação
Porque serĂĄ que nĂŁo resisto
E tĂŁo facilmente cedo
E sucumbo ao desejo pecador?
QUANDO ESTOU CONTIGO
Quando estou contigo
Minh'alma se sente aquietada.
E se me perguntas o porquĂȘ?
Porque tua alma também junto
Da minha, sente-se ajustada.
Enquanto nossos corpos
Vibram prazerosos e inquietos
E tremem pulsando ardentes
Por beijos, desejos indecentes!
