Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
E a tristeza partiu, sem data para voltar, ficou com ciĂșmes da ansiedade enquanto conversava com a alegria, o pensamento intrometido chamou vocĂȘ, todos se reuniram e reverenciaram a paixĂŁo, coroando com o amor, fez-se rainha do meu reino de magia.
Quando vocĂȘ me deixou, tudo parou, nenhum som, nenhuma brisa de vento... A vida nos observava, o coração batia profundamente. E quando nos soltamos, folhas caĂram e o vento nos rodeava, e lentamente nossas mĂŁos se soltavam uma da outra, nos afastĂĄvamos lentamente com o coração despedaçado de um amor calado!b
âEu consigo com uma frase deslumbrar um dilema,
estando sĂł o dilema se torna uma vivida eloquĂȘncia.â
â24 horas acordado sonhando com vocĂȘ...
O que vocĂȘ desejaria, que eu fizesse hĂĄ mais por ti?â
âNĂŁo sou louco por Ti!
Sou louco por tudo que contém em Ti.
Ah, este meu coração bobo acaba comigo...â
A vida Ă© feita destes desencontros,
de amores sem essĂȘncias
e toques insignificantes.
Toques exuberantes,
sem paixĂŁo,
sĂł de um instante.
O peito Ă© marcado,
por lembranças do passado
que atormentam sem razĂŁo.
Quando de repente,
a emoção toma conta da gente
e eu encontro teu retrato
guardado bem ao lado
de um coração amargurado
que te chama com paixĂŁo.
Destes desencontros sĂł restam a certeza,
não existem desavenças
que impeçam nosso amor.
Este amor que surge assim,
do vazio
que preenche o coração
e que faz do teu sorriso
a construção da minha nação.
E novamente me encontro aqui. Sentado neste sofå, relembrando dos momentos que tivemos, das brincadeiras e até mesmo das brigas pelo controle remoto.
SerĂĄ que tudo isso foi um sonho bobo?
SerĂĄ que foi apenas uma ilusĂŁo qualquer, que chega devagarzinho e toma conta de tudo?
Sei que de cada momento, cada abraço e cada beijo, só me restou a saudade. Talvez seja breve ou dure a vida toda, no fim, tudo se encaixa.
QUANTO TEMPO O TEMPO ESPERA?
Quanto tempo o tempo espera?
Um minuto, um segundo
Talvez espere dias, anos...
Depende do que se espera
Pra esperar nesse mundo!
De uma coisa tenha certeza
Vå devagar, preste atenção
Tudo tem sua hora certa.
NĂŁo atropele, nem desespere
Pois, aquela vexatĂłria pressa
à inimiga da perfeição!
ACRĂSTICO
Aquela luz que brilha
Mais intensa lå no céu
Olhar mais puro, sincero
Alma linda que irradia...
Mesmo se fosse centelha
Amar-te é um privilégio
RomĂąntica sempre espero
VocĂȘ que meu amor vicia
O mais lindo jeitinho de ser
Começo, meio e fim
Ăs tudo para mim!
ALMA DE POETA
Minha alma tem a cor
De uma linda flor!
Tem cheiro de perfume
Que se espalha no ar
Que vive sorrindo a cantar!
Minha alma dança...
Ao som das flores
Rubras, amarelas
Jovens e donzelas
Minha alma voa...
Voa sobre os pomares
De todos os lugares
Voa com esplendor
Ă procura de seu amor
Minha alma vive de paz
Rosa branca e lilĂĄs
Minha alma Ă© de poeta,
Sem rumo, sem hora certa.
O ĂLTIMO BEM QUE ME RESTA...
O Ășltimo bem que me resta
Não tem preço, não tem pressa
Ă a minha sublime parte do que fica de saudade!
Eu, corpo de uma vida que chora, ri, pede passagem.
Se tudo que tenho Ă© pouco ou demais
O que mais importa se eu nĂŁo fui capaz...
E a lembrança viva de tudo que vivemos sem saber...
Pois minha intensa lembrança Ă© e serĂĄ sempre vocĂȘ.
E quando partir levarei comigo
RecordaçÔes de velhas amizades
A simplicidade de um legado
E a certeza de inesquecĂveis momentos.
Eu com meus sonhos, meus pecados, eu e vocĂȘ.
Minhas paixÔes, não as revelarei,
Se tudo quanto perdi, ganhei.
Basta-me ver o que fala tua boca
E a lembrança viva de tudo que vivemos sem saber.
EM CADA CANTO DA TERRA
Eu sou o dia e a noite
E das rosas o jardim
Das brumas a mais suave
Eu sou corpo, sou morte
Todos os pedaços de mim
Eu sou feito de sonhos
De amor e de poesia
Sou o mais lindo amante
De romantismo exacerbado
Sou a lĂĄgrima da nostalgia
Sou sujeito imperfeito
De todos os lugares
Sou menino de engenho
Feito do mel da doce cana
Sou terra, sou dos mares
Eu sou a rosa dos ventos
Que navega nos pensamentos
Eu sou a ode da lira
Sou pĂĄssaro, sou a flor
Que canta, que inspira
Eu sou o grito de liberdade
Sou cada gota de chuva
De longĂnquos lugares
Que escorre de saudade
Eu sou a mĂŁo do mendigo
Nos choros, nos pesares
Em cada canto de terra
Eu sou a alegria de viver
LUZ DO SOL E DAS ESPERANĂAS
Luz do sol...
Luz das esperanças!
Que sempre nos abraça
Que nunca se cansa
Dai-nos diariamente
Paz, amor e felicidade!
E mais uma vez...
Dai o dom da vida
No nascer de cada criança
Fazei brotar a esperança
Em cada nova semente!
Dai-nos a alegria de viver
SaĂșde em cada resplandecer!
Dai-nos a bĂȘnção dos anjos
Com sabedoria e luz também
A proteção da misericórdia...
Induzindo-me para o bem!
SABE DE ONDE VENHO?
(Do recital âAlma de Poetaâ)
Sabe de onde venho?
Te digo com todo empenho:
Nascido na terra dos poetas
Desde cedo aprendi a amar
Sua cultura, seus engenhos
Pra sempre, aqui Ă© o meu lugar!
Eu venho do meio dos canaviais
Onde os sonhos perduram
E que na labuta do dia a dia
Ao longo da vida nĂŁo morrem jamais
Eu sou da terra dos poetas
E trago em minha bagagem
A força que o homem irradia
Amor, felicidade e resistĂȘncia
Liberdade, sonhos e poesias
Sou da terra das Palmeiras
Que se elevam pra bem pertinho do céu
E é dessa terra fértil, enluarada
Que muitos dos seus filhos
No cabo da foice e da enxada
Cultivam e semeiam o doce do mel
Eu sou da terra que todo poeta
à uma eterna criança
Nada teme e sempre vai a luta
Guerreiros, justos valentes
Com coragem, fé e perseverança
SEMEANDO SONHOS
Hoje, a vida me perguntou:
âO que farĂĄs quando acordares do sonho de viver?â
Respondi-lhe com propĂłsito:
Minha estrela-guia me conduz para um recanto de paz e luz...
LĂĄ, viverei da brisa que sopra os mares,
dos ventos que embalam os penachos das palmeiras da minha terra.
Adormecerei até florescer nos campos,
o aroma das flores.
Viverei da espera infinda pelo reencontro de cada amor,
que em vida amei e por eles, certamente, com amor serei nutrido.
Abraçarei cada amigo que convivi.
Deixarei que o silĂȘncio tranquilo da aurora
avive em meu semblante os momentos de felicidade!
E a sombra da calmaria, de nada terei temor.
Viverei da essĂȘncia de cada canção que um dia escrevi.
Reviverei cada um dos poemas adormecidos,
calmos e latentes como um vulcão pronto para entrar em erupção.
Me entregarei completamente ao tempo da espera...
Viverei dos desejos incontidos
entre o real e a simples ilusĂŁo
de tĂȘ-los um dia podido ou nĂŁo evidenciĂĄ-los.
Esperarei com perseverança ao chamamento do juĂzo final.
Mas, enquanto do sonho de viver eu nĂŁo acordar,
seguirei vivendo e semeando novos sonhos,
pois, sei que ainda Ă© tempo de viver e de sonhar!
