Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Poderia ditar mil versos, poderia te dar todas as estrelas, poderia te dar todas as rosas, sĂł pra te fazer feliz.â€
Minha dignidade estava a exposição, por um artista talvez não muito conhecido, mas de extrema importùncia para mim, meu coração.
VocĂȘ comprou a peça, nĂŁo foi barato, vocĂȘ pendurou na parede mais destruĂda e depois a cobriu com o seu lenço de desprezo.
E tudo continua, como se nada tivesse acontecido, como se nada eu tivesse dito, mas vou continuar, o orgulho vai deixar eu passar, por cima ou por baixo. Mas sinceramente prefiro passar pela frente.
A chama é linda, que arde sem pudor em meu coração, a dor que deveria existir foi curada e que ironia, por outro amor, acredita?
Escutei a mais bela voz, olhei nos olhos mais bonitos, toquei no corpo mais perfeito, nĂŁo era o seu, era o meu.
Brasil, quem nĂŁo mora quer se mudar,
LĂĄ fora quem olha quer visitar,
No interior ou no centro as luzes irĂŁo queimar,
A lĂąmpada da vida mais uma irĂĄ se apagar,
NĂŁo naturalmente,
Alguém igual, com um objeto inerte, irå acabar,
com a outra vida que acabou de começar.
UMA TRAMA (soneto)
A trama da perda tece o vazio
com fios do sofrer trançados
numa arte com a dor casados
que nĂŁo abafa o frio arrepio
Ter e perder, jĂĄ estĂŁo tramados
no fado, sem nenhum extravio
mesmo que a sorte cate desvio
as intençÔes darão seus brados
Pratique perder no ritual e feitio
para assim adoçar os finados
alvejando o olhar no ato sombrio
Perdi, perdeu, sĂŁo passados
até perder, viva sem fastio
pois elas nĂŁo deixam recados...
Luciano Spagnol
06, setembro, 2016
Cerrado goiano
JĂĄ nĂŁo me cabe ser potencial, hĂĄ certo eu saciando-se exclusivamente do alheio.
Pois que pensarĂŁo de mim? Pois quem me desejarĂĄ? O que hĂĄ de ser? O que hĂĄ de nĂŁo ser?
NĂŁo os culpo, certo estou de que contemplam a tangente, quem amarĂĄ o que se nĂŁo vĂȘ?
Benditas sejam estas palavras que transparecem o invisĂvel e a fĂ© que raros tĂȘm no amor.
Pois certo estou de que o amor Ă© uma imensurĂĄvel montanha,
Se tentares feri-la, odiĂĄ-la, blasfema-la o farĂĄs em vĂŁo.
Se tentares move-la, destruĂ-la, esconde-la o farĂĄs em vĂŁo.
Enterra Ă beira dela o sentimento suplĂcio.
Abriga-te em uma de suas cavernas, e seco estarå das lagrimas do céu.
Vivemos e convivemos com os humanos, aceitamos ou retiramos de nosso relacionamento, muitas das vezes não pela razão, mas por desinformação, o que é impróprio e desumano.
CADĂ A CHUVA?
Cerrado, ĂĄrido, ressecado
sem chuva, cheio de curva
pede , implora, sem demora
pingos, pode ser respingos
agora, embora hora Ă© hora
ĂĄgua, pra molhar a mĂĄgoa
veloz, feroz, gotas em nĂłs
venham, e se mantenham...
Oh chuva!
Com sol casamento de viĂșva
qualquer forma, o que vier
breve, leve , releve
vocĂȘ nos deve!
EntĂŁo, cadĂȘ o trovĂŁo
traga pra secura candura
e ao dia pura alegria...
PiĂșva! CadĂȘ a chuva?
TĂŁo bĂŁo, ouvir-te no chĂŁo.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
"Te amo... NĂŁo porque vc precisa ser amado... Mas porque minha vida nĂŁo teria sentido, se nĂŁo pudesse olhar em teus olhos e ver meu mundo neles. Sim, eu te amo, porque eu preciso. E eu preciso porque nĂŁo existiria minha vida sem vocĂȘ!â
