Indecisão
O que é a vida se não um imbróglio de dúvidas e indecisões, que nos leva a acreditar nas ambigüidades e a acertar as irresoluções...
A vida, em sua essência, é uma tapeçaria complexa tecida com fios de dúvidas e indecisões, onde cada nó representa uma escolha, um caminho a ser seguido. As ambiguidades são as cores que dão profundidade a essa obra, desafiando-nos a encontrar beleza na incerteza e a aprender com o desconhecido. Acertar as irresoluções, então, é o processo de dar forma ao nosso destino, de encontrar clareza no caos. É um exercício contínuo de crescimento e adaptação, onde cada decisão tomada é um passo em direção ao entendimento de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. Assim, a vida se revela não apenas como um emaranhado de questionamentos, mas como uma jornada de descobertas, onde cada dúvida e indecisão nos convida a explorar novas possibilidades e a moldar com nossas próprias mãos o tecido de nossa existência.
INDECISÃO...
(Autoria: Otávio Bernardes)
Eu queria dizer pra você
que não a amo mais.
Eu queria dizer
que, às vezes, o mundo da gente se transforma...
Ando brigado comigo mesmo!
Não sei o que fizeram
com o amor que eu tinha...
Só sei que devo esquecer!
Eu preciso dar um jeito
nesse meu modo de ser,
nessa minha vida!
Talvez... a felicidade é coisa rara!
Ela existe e não me procura...
Ontem, ela estava comigo:
tudo bem!...
Hoje... nem sei o que aconteceu...
seu amor morreu...
A vida é ilusão: você planta... planta...
e colhe decepções!
Você luta... luta...
e entrega os pontos!
Eu só queria dizer que não a amo mais!
Eu só queria esquecê-la
e tentar voltar ao passado!
Tentar recuperar o perdido...
............
O amor renasce...
O amor revigora...
O amor explica...
O amor salva!
Contudo... a realidade é nua e crua:
eu só queria esquecer você...!
Afinal, o amor existe...
e tenho que lutar por ele!
Há momentos em que nossa indecisão é tão profunda que nos igualamos a ameba, que fica indefinida quanto ao estado animal e vegetal.
O medo sem amor nos coloca a beira de um abismo imaginário. A indecisão de pular e de ficar, correspondem as nossa veladas inseguranças que não respondemos pelos caminhos. A tênue diferença entre existir e viver. Viva enquanto tem tempo.
O vazio, a indecisão e a pouca estima contemporânea fortalece entre os abismos sociais o erro como parte de resgate pessoal, na compensação pelo egoísmo e na frieza da mecanicidade do movimento sem qualquer direção.
A Indecisão tardia o Resultado
Sem saber a Direção
Quando se é Questionado.
Durante o caminho, várias Obstruções,
Difícil agir com tantas Hesitações.
O tempo é crucial
sem espaço pra indecisão,
amar é primordial,
o agora requer atenção
por ter muito valor,
quiçá, o início de uma construção
de uma história de amor.
Desfolhar as pétalas do tempo, revela as rugas indecisas, cravadas na epiderme da alma que obedecem a um pacto de pensamentos desencarnados pela memória.
Afixo as Minhas Âncoras
Atolado na indecisão
navego na deriva
de um mar indigesto.
Repleto de sais e dúvidas
esta ondulada hesitação
move o êmbolo da minha nau.
No alambique da minha pele
escorre o poema que perdi.
Grita o vento no íntimo da noite,
desflora o silêncio.
O desembarque das tempestades
arrefecem as estrelas
- saboreio os astros que iluminam
as débeis praias;
afixo as minhas âncoras
nos areais onde severamente
se acomodam as civilizações
nesta esfera pintada em tons de azul.
Quem nunca escutou da mãe um:
- Se correr é pior!
Não sabe o que é indecisão!
Feliz dia, mamães!
Haredita Angel
08.05.22
Será que ao menos tentou me amar?
E essa indecisão? E essa incerteza?Devo te amar? É difícil achar uma resposta, mas entre tantas dúvidas estão algumas certezas, certeza que te amo, Certeza que te quero, certeza que vivo e morro por ti, me faço de cega pois sei que não faria o mesmo por mim. Preciso te esquecer mas você tem toda a comodidade do mundo em minha cabeça, Pois permanece de maneira incessante e duradoura. Não entendo a logística do meu coração, como te amo? Porquê te amo? Como te quero? Porquê te quero? Dúvidas.
Entre tantas outras, não fui a desejada, A cobiçada, A sua amada. Tomei uma dose ardente de rejeição. Me pergunto se realmente experimentou a dor, talvez.
Mas não a minha dor, a dor de ainda amar alguém que ama outro.E quem amas? Quem conseguiu habitar esse seu inacessível coração?E por que nem cheguei a ter essa admissão? Dúvidas, sem respostas. Vivo e morro com minhas suposições, porém ainda me resta uma certeza, a certeza de que não fui eu,mas queria que tivesse sido,lutei, gritei, clamei, me exaustei, Cansei. Mesmo assim não canso de me perguntar,
Será que ao menos tentou me amar?
