Imperfeito
Não sou um cara perfeito, vivendo em um mundo perfeito. Sou um cara imperfeito, vivendo em um mundo imperfeito assim como as outras pessoas: apaixonadamente humanas!
E é justamente por isso que nunca vou deixar que os pensamentos dos outros sejam maiores que os meus...
A perfeição é um símbolo Sacrossanto, uma meta a ser percorrida pelo ser imperfeito, para que o espírito humano nunca se aceite como tal, mas que em busca da beleza-perfeição, avance sempre rumo à eternidade de Deus.
SÍNTESE
Partícula de pó do verso vida
Incongruência de tanta lida
Sujeito imperfeito
Do verbo sorri, hiato mudo
Da melodia tônica
Pedaço de caos
Na euforia atômica
Homem, substantivo
Ora masculino
Mulher, finitude do amor
Fio invisível da trama de Deus.
O que somos nós, no mundo físico,
O sexo, o desejo, o canto a voz
O impossível e o improvável?
Razão e lucidez de tanto querer,
Somos tudo o que permitimos ser .
Aqui entre os mortais,
todo ponto de vista é falho, imperfeito
mas o amor pode nos ajudar
a superar as falhas dos discursos
e das ações do homens.
Meu verbo é sujeito
do pretérito imperfeito
que por ora se cala.
Quem hoje me vale
é o sábio silêncio
se penso não digo
se quero ignoro
Se a dor não me larga
se a rua não cabe
as ideias eu enterro
se perco o amigo
Se a fome ameaça
e o preço da bala
é mais baixo
que o trigo.
O conhecimento do homem é imperfeito; mais imperfeito ainda é o que ele sabe, ignorando as metas da sua perfeição.
Sou um ser imperfeito,nem sempre as palavras que digo são as certas,mas não me falta empatia,e se deixares quero dividir tudo com você,inclusive suas dores,para que doa menos em ti,pois AMOR é o verbo que mais sei conjugar.
Eu me amo imperfeito, me aceito com meus erros, se não gostar de mim assim é um direito seu, e meu ser como quero.
Poema - Imperfeito
Não sou perfeito
Tenho meus defeitos
Também qualidades
Uma delas, é a verdade
Não sou melhor
Nem pior
Apenas diferente
A melhor academia é da mente
Talvez falta treinamento
Aí dentro
Palavras são terapias
Ainda mais em poesia.
Quem não erra
Que atire a primeira pedra
Se errou, já era
E quem não erra?
E também, não é bem assim
Existe perdão sim
E é divino
Até imagino
Vocês querendo me julgar
Escolhendo o meu lugar
Isso já é um pecado
Então tomem cuidado.
Poema - Amor Imperfeito
Amor imperfeito
Sem preconceito
Sem botar defeito
Sem apontar o dedo
Cada um tem seu jeito
É só ter respeito
Amor não é cego
Amor é completo
Com o affair certo
Relacionamento sério.
Todo relacionamento
Tem desentendimento
Tem afastamento
Tem sofrimento
Tem arrependimento
Coisas de momento
Quando é fechamento
O verdadeiro sentimento
Está por dentro
Se não for abusivo, tá valendo.
Amor imperfeito
Sem preconceito
Sem botar defeito
Sem apontar o dedo
Cada um tem seu jeito
É só ter respeito
Amor não é cego
Amor é completo
Com o affair certo
Relacionamento sério.
Hoje, surge meio que atalhado
Creio que seja esse meu jeito
Esse jeito meio que imperfeito
De olhar sempre de lado
Para as coisas do horizonte
Surge um Sol minguante, meio alaranjado
Emerge uma luz meio apagada
Iluminando meio que quase nada
Na fresta por entre as telhas
Restando um pouquinho pra cada telhado
Era o ventre do mundo, era uma luzinha assim...de nada
Reflete no espelho, me olhando de esguelha
Repetindo a imagem de alguém que hoje sou
Mas que ontem não era eu
Esse é algo que eu resgatei
Antes que se perdesse por completo
Pode ser que seja ainda alguém
Quem sabe ainda tenha uma alma
Eu sei que, ao caminhar na chuva, se molha
E, que ao pisar na folha, chega quase a barulhar
Mas elas farfalham também ao vento
Quem sabe todos nós, sejamos folhas que arremedam gentes
Hoje, surgiu meio que atalhado, o Sol
E eu olhei-o meio de soslaio
Percebi como sou diferente das folhas
As folhas são filhas de Deus e se quedam
Eu caio.
Edson Ricardo Paiva.
Entre o Assassino e a Vítima
Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.
Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?
Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?
Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?
Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.
E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.
Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.
E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.
