Imensidão
Me apaixonei pela imensidão de sentimentos que existem dentro do teu coração. E pela quantidade de estrelas que os teus olhos me fazem enxergar.
Voltas e voltas...
Medidas e Tombos...
Tombos e cambalhotas...
Viajo no vasto vago da imensidão...
Choco com cometas...
Pelo eterno universo...
Percebo que...
Nessa terra...
Somos meros emigrantes...
Estamos aqui apenas fazendo uma visita...
Abaixo dessa atmosfera...
Apenas um Ar a respirar...
Além...
Muito além dessa obra Divina...
Acredito eu que deve ser um paraíso....
Pois onde esse ar paira no solo...
Parece romper mais nossa vida..
Essência celestial.....
Moramos aqui somente de passagem...
Pois fora daqui...
Somos restos de gente...
Nós...
Até um dia talvez...
Mas no fim desse mundo...
Campos verdejantes devem existir....
O mapa...
A maioria ja sabem como de fato explorar...
O mapa que nos faz voltar...
E ficar o dia todo a meditar...
A casa...
Um teto que apenas cobre do frio e calor...
A alma queima com sede da Gloria..... Braços amigos....
Anjos celestiais...
Amor pelo que me guia...
Sentindo o calor do Sol...
Em breve...
Quero eu la em cima cantar....
Amor único e absoluto...
Sem ti...
Não somos mais nada...
Apenas uma alma a vagar....
Autor:José Ricardo
Penso e repenso...
A lua míngua....
E se enche....
E com seu colorir....
Reflete na imensidão...
A água....
Se faz de espelho....
Trazendo Seu brilhar....
Junto as estrelas no céu...
Reflexo de minha alma...
Nas chorosas gotas de orvalho....
Cai sobre meu rosto...
Num tremular das águas....
Duas imagens eu vejo...
Uma sou Eu....
Outra você...
E nisso....
Percebo que é apenas uma demostração.... Mas alí....
Uma só imagem
No momento Magico.....
O reluzir do Sol....
Nasce escaldante....
E na mata silenciosa....
As cigarras gritam.....
Num agudo brilhante....
Mas ao mesmo tempo...
Dolorido que dói os tímpanos....
E aos poucos....
Seu zunidos me perturbam....
Também brilham em mim..
O mês passado o frio se foi...
Chegando novamente....
A onda de calor....
Além do tempo....
A morte vou expulsando....
Pois já vivi....
Ou ainda nada vivi....
Tudo...
Tudo em mim....
Ou por todos....
No adormecer...
A entrega do meu espirito....
E no meu acordar....
Um sopro em fogo....
Me retorno ao meu ninho.....
Toda trajetória vivida...
Chorada...
Ou contada....
Vou revisando as folhas...
Que pelo chão ficaram...
Assim....
Vou bem mansinho....
Com minha história....
De uma forma louco...
Ou mais que louco....
Nessa vida...
Dolorida...
Mas sinto que ela é demais....
Maravilhosa pra se jogar fora...
Do qual Eu...
Por algum motivo....
Amei....
E vivi....
E disso....
Eu não posso....
Jamais esquecer....
E assim...
Nesse fogo...
Cada dia...
Me faz renascer...
Autor:José Ricardo
Minha existência
Eu e o tempo...
Voam no espaço...
Com o vento....
Somem na imensidão....
Fora da atmósfera....
Vagamos e flutuamos....
Pairando na face do infinito....
Registrando a nossa existência...
Na minha inspiração...
Com minha nave....
Aos poucos vou saindo da órbita...
E infinitamente....
Sumimos por minutos....
Sem perca de tempo...
Levados pelo ventos...
Penso que...
Nem voltaremos mais....
Então....
No infinito do meu ser....
Eu me faço em poesias...
A absoluta escrita,
Me sinto o protagonista...
Inspirando meus versos,
Consumido pelo universo...
Misturo a emoção....
Rasgando meu coração...
Os rabiscos...
Vai borrando e escoando ao léu....
Linhas ficam manchadas....
Detalhando as lágrimas que caem....
Em momentos...
A beleza se espande na mesa...
Mais um vez....
Mancho as folhas de vez...
Olho para o meu infinito...
E nele eu acredito...
Outras folhas virão...
Mas tintas para borrar...
E nelas....
Vou decifrar..
O que carrego no meu interior....
O amor que sinto...
Tudo que cultivei....
Bem guardado...
Está aqui envelopado....
Então....
Viajo nas minha vontades....
E quem sabe o vento dirá...
Se o tempo não permitir....
Essa saudade matar...
Mas alguém um dia saberá....
Que nessa vida toda....
Tudo quê é meu vou esperar....
Terei sempre uma saudade....
E um poema pra contar...
Autor:José Ricardo
Refletimos sobre a vastidão do Universo Externo. No entanto, esquecemos de refletir sobre imensidão do Universo Interno.
Pessoas.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
00:42
São tantos nessa grande imensidão, em toda a existência
Com quantos problemas nós vamos ter que lidar?
Apenas para no final enfrentar a morte
São infinitos.
Não tem pra onde fugir
A cada passo fica mais difícil se mover
Não tem uma escapatória
Ou será que tem?
Algum falso destino, alguma falsa ilusão
Talvez a vida seja o nosso calmante
Viver é acreditar
Acreditar em um futuro
Acreditar em vida.
Talvez acreditar que viver seja o nosso calmante,
seja o nosso calmante
Como descrever a vida
Um raro processo químico autossustentável
Ou uma visão de um futuro claramente inalcançável?
Como descrever a visão de Aristóteles
Como descrever a visão de Einstein
Como descrever a sua visão
E a minha.
Como?
Como as pessoas são capazes disso
A curiosidade é a razão da morte
A morte é a razão da vida
A vida é feita de pessoas
Pessoas são feitas de ilusões
Ilusões transformam-se em curiosidade.
A chave pra isso tudo
São pessoas
E como elas pensam, e agem
Tudo isso é constituído de pessoas
E de mentes em constante mudança
E de grande diferença.
Todos somos iguais
Todos somos diferentes
As duas afirmações estão corretas
Nada compõe nada
E o universo não é feito de pessoas.
Uma corrente espacial
Denominada vida
Denominada Terra
Denominada Ser humano
Denominada você.
Todos somos passageiros
Desse trem chamado vida
Apenas estamos em estações diferentes
Compondo pensamentos diferentes.
Nesta grande imensidão
Nesta grande floresta vermelha e escura
Quem é você?
Você é tudo
Você é nada
Você é o mundo
Você é uma pessoa
Você é único
Você é você.
E houve um tempo em que eu amei
Mas eu sou imensidão
Cansei do meio termo
Ou é tudo ou nada
O frio e o quente
O inverno e verão
A decisão, perdida na sua indecisão
Colocando um ponto final, na vírgula que existia
Esfriando o que eu sentia
Jamais voltando pro que não me cabia
Sinto a imensidão afundar,
com a lua a cantar.
E mesmo na solidão,
Venho chorar,
Em forma de canção.
Se ajoelho e começo a orar,
Em mundos e tempos diferentes.
Temos que ser mais indulgentes.
Para nunca se machucar e acabar machucando,
Apenas muitos se justificando.
Querendo resolver em agressão,
Sem nem mesmo ver que todos temos coração.
Fingindo serem a justiça,
Mas nunca pensei que seres fossem tão egoístas.
E a cada passo cavamos mais e mais fundo essa poça,
E poderíamos parar um pouco e ao invés disso sermos mais altruístas.
Um grão diante da imensidão
(Salmo 11 de Giovane Silva Santos)
1)
Meditando com as proezas inconsequentes do meu eu.
Andei à observar o tamanho de minha insignificância.
Tais quais condições que minhas atitudes me levaram.
Um sono profundo as margens da imprudência.
Diria eu o porque não entendo.
Qual caminho se perdeu minha juventude.
2)
Aprisionado pela culpa direcionada ilegalmente.
Sim, pois é inconsistente o julgamento.
Onde diante de várias circunstâncias.
A vida é individualmente batalhada pela salvação.
Ainda que o conjunto favoreça agregar concepções.
3)
A verdade que minha carne grita de ignorância.
Ferindo o grau íntimo do espírito.
Fui eu alvejador da inclinação negativa.
Quando conspirei contra o irmão.
Daquela maneira imprudente direcionada aos pais.
A contenda na amizade.
Quebra de confiança do perfil do caráter.
Quando não agi com prudência ao respeito feminino.
Despindo me pela malícia homossexual.
4)
Todavia fui eu a brecha do inimigo.
O propulsor de uma longa travessia na angústia.
Até aquela caneta do colega surrupiada pesa aos ombros.
Tal qual a indiferença do conteúdo ao senhor.
5)
Contudo faz se uma medida justa do desprezo.
Sou réu confesso ao saber de toda minha tolice.
Um sopro satânico confundiu minha mente.
A serpente sucumbiu minha paz.
Dias de glórias e sonhos adormecidos.
Oportunidades que não vem ao cais.
Até parece que o navio da felicidade se perdeu em alto mar.
6)
Oh céus, ao amor indiscutível da cruz.
Pela misericórdia que jorra entre as nações.
Com piedade e compaixão.
Do íntimo da minha alma.
O senhor que examina a imperfeição e a capacidade.
Este teu filho que chama pelo teu nome.
Que clama seu olhar.
Ainda que enxergue falhas no meu futuro.
Que eu vacile na caminhada.
Enche me do teu espírito.
Pois meu corpo ainda vive, ainda que sedento de forças.
7)
Pelos feitos negativos da geração passada que compõe minha família.
Por toda herança de dor e desobediência.
Planos de macumbaria, feitiçaria e inveja.
Ao qual meu desconhecimento pelos fatos.
Se me faz vítima ou culpado.
8)
Perdoe senhor.
Limpe o caminho deste filho que chama por ti.
Volte teus olhos.
Permita que esse coração desejoso contemple sua graça.
Em nome de Jesus, pelo amor da cruz.
Sustenta e edifica tua força em mim.
Balance a árvore e esmorone os frutos que lhe aborrece.
Transforme, mude, atende este clamor.
"Depois"
E assim,
Quando todos estiverem atentos
à imensidão do meu vazio,
cortarão, como pétalas,
as folhas solitárias dos meus livros
e lerão o que deixei palavra por palavra.
Frente a frente, cara a cara desses versos,
saberás a origem que expresso
os meus pesos carregados pelos ombros
como as lágrimas mais pesadas dos teus prantos,
quando cito nossos tempos como amigos…
E me abre, diante à flor da poesia,
um desprezo, do segredo à revelia,
expostos por ruídos do desvelo
tão secretos e sentidos pelo medo.
E, então, tu me atinges à memória…
E resgata a minha voz por teu silêncio
quando fechas o livro na lembrança
e abres, no coração, meus pensamentos.
"Na imensidão do pensamento; crio, faço, desfaço e até aumento, se não há limite para a mente, então, posso realizar aquilo que a alimento".
Por dentro do seu olhar
O seu olhar, profundo olhar
Eu vejo a imensidão do mar
Tenho medo de entrar e nunca mais voltar
Mas se essa imensidão me der brecha
Não vou deixar escapar
A chance de nadar
Mesmo se tiver que me afogar
O medo está no subconsciente
Programo o psicológico pra ser eficiente
Me jogo de cabeça e mergulho sem pensar
Eu e você no oceano, perdidos na imensidão
Banhado de um luar
Luar tão belo, reflete seus olhos cor de caramelo
No horizonte rente as margens, um pequeno sol amarelo
Amarelo que é quase imperceptível
Frente a esse amor tão envolvente e imbatível
Acaso
Uma pétala de plástico,
Solta pelo espaço,
Navegando na imensidão do vácuo,
De certa forma preenchendo o vazio...
Um peito de aço,
Ferido e solitário,
Pulsando no espaço
Ao acaso...
Diante de um frio,
Que o fogo não congela,
Queima gazes,
E, alimenta as células...
Cometas que carregam,
Encomendas entre galáxias,
Que sobraram, entre tantas
Centenas,
Que se apagaram
A milhões de anos atrás!
È, por lá, que viaja a pétala.
Quem sou eu agora?
Além de um grito de desejo contido na imensidão da madrugada,
Em resposta o silêncio,
Tão profundo,
Que desaguar-me-ei,
Em transbordar-me
Ao meu próprio espectro,
Invenção de mim,
Sombra amargável,
Como o próprio amargo,
Opróbrio,
Fel,
Rasguei o dia,
Amanheci,
Leito frio,
Cama vazia,
Saudade da história infinda,
Nunca vivida entre você e eu.
Louco
*Ju Assunção*
Louco passa muito sufoco
Fala pelos cocos
Vive na imensidão
De tão grande solidão
Maltratando, humilhado...
Várias vezes já foi surrado
Sempre julgado e
Nunca apoiado
Te deixam de lado
Esse é o seu legado
Passa frio, passa fome...
Talvez nem sabe o seu nome
Vive uma realidade
Onde perde sua dignidade
Mesmo sem maldade
Essa é a sua verdade!
