Ideias
Prefiro repetir as palavras do que cometer os mesmos erros. Prefiro criar ideias a copiar textos. Se bem que já me disseram que tudo aquilo que a gente pensa ou inventa, alguém em algum momento já idealizou divulgando ou não. Plagiar, nunca; copiar, às vezes; repetir, só o que é benigno; falhar, nunca é bom; esquecer, o que nos deixa triste e lembrar, quem a gente ama.
Me inspiro naquilo que me faz feliz, se bem que a melancolia às vezes também me guia a inventar poesia, assim como a nostalgia inspira poetas que se entristecem com saudade de algo bom.
E por falar em saudade, vi um dia desses, uma foto de um amigo jogando taco, lembranças de garoto em Cabo Frio, assim como bola de gude, pião e soltar pipa (com cerol e puxar pela rabiola), rodar o baleiro com atenção de quando o baleiro parar, por a mão e pegar a bala mais gostosa do planeta, antes que a sorte se intrometa. Tomar Crush ou Grapete, mascar dois, três, quatro chiclete, fazendo uma bola dentro da outra.
Saudade da primeira onda, da primeira matinê, da primeira reunião dançante, dançar juntinho de olho fechado, dois pra lá e dois pra cá, do primeiro beijo e da primeira namorada.
Ainda na adolescência, em Porto Alegre vim parar, minha namorada diz que já sou Gaúcho, tomo Chimarrão na Redenção, falo Bah!!! e ouço TNT, Replicantes e Cascavelletes, junto com Legião.
Ah!!! Minha namorada. Também veio do Rio pro Sul, destinos traçados, encontro marcado; mas ela ainda puxa o erre e chia, não toma Chimas, mas ela é tudo de bom, só tem um defeito, é flamenguista, que decepção.
Estou ficando preocupado, hoje me lembrei dela no almoço, comi a salada que comemos juntos semana passada e de noite fui jantar, pedi uma original bem gelada que ela iria gostar, assim como uma ala minuta com bife acebolado e como ela foi pra academia, tive que ligar pra tripudiar. Lembro-me dela, quando escrevo. Ela me inspira poesias com ou sem rimas. Como é bom lembrar-se de quem amamos.
É outono no meu jardim,
as folhas caem carregadas
com ideias inacabadas,
amores ,pinturas, esculturas e
outras coisa que deixei para a proxima
estação...
...ainda é outono, deixarei
coisas pra depois boas,
pra quando você vier com a primavera!
Hoje resolvi escrever sobre um sei lá o quê, sobre ideias com cheiro de dendê. Veio-me uma sombra de paz, espírito de luz. De longe via-se aos montes uma estrela d'água, uma história rara, um cego, mudo, surdo, morto, uma poesia rarefeita. Não era eu, era um ponto de inconformidade que rodeava o tudo, mas não era nada.
Alguns consideram as ideias singulares como uma sapiência invejável, outras veem nelas uma parte ridicularizada da burrice humana. Na verdade, tudo é o intermédio das duas situações supramencionadas. A inteligência é o eixo central, aquilo que está sobreposto e ligado pela mesma teia da evolução ou regressão. Oras sábia, oras burra.
Tenho várias ideias,
Mas elas desaparecem
Não sei onde foram parar
Estou me sentindo uma estande de bar.
Onde todos colocam sua mão,
E querem palpitar
Me deixa aqui quieto poxa,
Sei que ainda não estou lá.
Tenho esperança de um dia alcançar
Mesmo sabendo que um dia irei cair
Mas pelo menos quero se sentir um popstar.
Gosto de Cançoes de Qualidade que me façam ter boas idéias e ver a verdade da alma
esse ideal de musica é pra quem tem cultura do pensamento, De modo infeliz nem todos sabem o que isso tenhe de valor...
"Aquele que um dia fora amamentado pela própria arte, agora: expele grandes ideias, transpira puros inventos e suspira vívidos pensamentos. Se este não cria, pinta, encena ou escreve... Morre logo de insuficiência!"
Ela pediu a verdade, disse dos seus novos ideias, citou seus planos e pediu sinceridade, ele sustentou a mentira, na qual a pior é a falada olhando nos olhos, quando tudo vier a tona, ela já estará tão dominada pelo ódio que ele será como um lixo que só se nota, porque fede!
Ela passava, seguia sempre rumo a seu esconderijo.
Lugar claro, com muitas vozes e muitas idéias,
frequentado por muitos e de todos os tipos.
E era assim, se mostrando que ela se escondia.
Eu ainda me lembro de quando escrevia muito, um tanto que me doía os dedos, as ideias constantes em minha cabeça ignoravam o cansaço de meus dedos, a dor de meus pulsos... Ah, como era bom escrever... Eu consigo me lembrar de algumas palavras, mesmo que as tenha perdido por algum lugar aí a fora, pelo vento que levou, eu ainda as guardei, não diria que foram todas, mas diria que foram exatamente as que queria me lembrar, as que me trazem saudade de quando eu apenas escrevia...
Algumas vezes contando, outras ensinando o que me foi ensinado, e em um tempo atrás, sobre você... Sim, eram palavras bobas, mas eu me lembro de ter você em meio a essas palavras misturadas, algumas pouco compreendidas, e outras esclarecedoras...
Me lembro de tantas hipóteses lançadas em um branco, que se encheu aos poucos, com o tempo, com a vida... Eu sempre gostei de escrever sobre isso, aquilo, algo, nada, tudo, o que for preciso, ou não. O importante era sempre ter um "porque" ou "por que?", bastava isso para desencadear esse tanto de palavras, que ironicamente formavam a consequência de tudo.
Eu ainda insisto em dizer, ah como era bom escrever!
