Humanidade
Se deus existe, então por que a evolução espiritual da humanidade é tão lenta? Por que temos que suportar heresias tão absurdas quanto o cristianismo?
"Amar os inimigos" é de longe a frase mais burra já proferida na história da humanidade. O lugar dum psicopata é na cadeia, ou no cemitério; amar o inimigo não é virtude, é burrice. Quem estende a mão a um monstro torna-se cúmplice do próximo crime!
Se a humanidade não aprender a frear sua própria expansão epistêmica, a busca irrestrita pela verdade pode levá-la à extinção.
Rezar é o ato mais patético da humanidade: falar com o ar e agradecer quando o vento sopra na direção certa.
Deus é um gato cósmico que observa a humanidade com tédio metafísico, então ele empurra o universo da mesa só para ver o caos cair e só se manifesta quando sente aquele velho apetite por adoração.
Sou contra a psicopatia, por isso jamais adoraria um deus que resolveu matar a humanidade cometendo genocídio por afogamento, que testou a obediência exigindo que um pai sacrificasse o próprio filho, que podia simplesmente perdoar pecados mas preferiu um ritual de tortura e execução pública, e que transformou sofrimento humano em método pedagógico.
A história da humanidade é o relato de como trocamos a liberdade pela segurança de sermos escravos bem alimentados.
A humanidade é a única espécie capaz de amar e destruir o que ama, e ainda chamar isso de progresso.
A humanidade é o único erro biológico que gasta bilhões tentando encontrar vida inteligente em outros planetas, simplesmente porque não consegue encontrar nenhuma por aqui.
A humanidade começa quando a ilusão termina; é nesse instante que deixamos de buscar deuses e começamos a construir justiça.
Sem humanidade, a gestão perde sentido. Sem estrutura, a intenção perde força e sem consciência, o controle tenta substituir a liderança.
A humanidade transforma tragédia em mito e beleza desde sempre; pq eu não posso fazer isso? Pq não posso fazer tempos passados meus guias e mitos?
Pq não posso tornar o inferno de gás mostarda em uma lição de vida?
Quando liderança, processo e humanidade caminham juntos, algo muda. A gestão deixa de controlar e passa a desenvolver.
Quem sou eu como psicóloga se, antes de tudo, não reconheço minha própria humanidade diante da humanidade do outro? É no encontro de humano para humano que os sentimentos encontram espaço para existir, ser acolhidos e compartilhados. Sem essa conexão genuína, o que realmente conseguimos dizer sobre aquilo que sentimos?
Apesar dos percalços provocados pela falta de humanidade ou senso de alguns, ainda permaneço com a bondade e o desejo eterno de ajudar ao próximo. Acredito que isto me permite ver a tristeza que algumas pessoas carregam nos olhos e o quanto de maldade que proferem de suas bocas, como um veneno que tentam expelir de si mesmo. Ser forte e ter força significa usar o coração. #liçãododia
A humanidade — não toda — sente-se vazia por negar a si mesma aquilo que lhe é fonte de prazer e realização. A abstenção do Entregacionismo obscurece a esperança e enfraquece o impulso vital. Entregar-se à existência é participar do movimento inevitável da roda da vida.
Nada há de divino nisso. Nada de místico. Sem rezas, penitências ou promessas de absolvição: apenas o indivíduo diante das próprias vontades.
O desejo foi transformado em pecado por aqueles que temem as consequências da vida — embora, inevitavelmente, também vivam, desejem e se entreguem. O medo jamais extinguiu a vontade; apenas ensinou muitos a escondê-la.
Aquilo que nasce com o ser humano e o acompanha até o último instante não é a razão, nem a moral, nem a identidade social: é a vontade. Boa ou má segundo a óptica da ética, elevada ou condenável segundo o julgamento dos homens — ainda assim, vontade.
Entregar-se não significa abandonar o social, tampouco romper com o outro. Mesmo cercados por multidões, cada existência permanece singular. Toda entrega é íntima antes de tornar-se coletiva.
Não é o nome que torna alguém humano. Não é a pátria. Não são os sentimentos — os animais também conhecem pertencimento, afeto, perda e impulso.
Ser humano é reconhecer e nomear as próprias vontades.
Ser vivo é escolher sem colocar cada impulso na balança do medo.
Ser livre é entregar-se a si mesmo.
E existir é aceitar o movimento.
A maior deficiência do mundo não é física, é a falta de humanidade de quem olha, mas prefere não enxergar a dor do próximo.
