Humanidade
A consciência ainda é o software misterioso que compete a humanidade, não somos mais animais 100%, mas mesmo assim defendemos esse direito até com certificados.
O maior pecado da humanidade não é sua existência, mas sua negligência, vivem sem se aplicar a sua realidade, e cometem ignorando os juízos.
Humanidade enfrenta seu crime todos os dias, e se diverte com isso. Os anjos caídos estão mesmo presos?
Talvez as estrelas sejam testemunhas silenciosas de acontecimentos que a humanidade jamais conhecerá.
A humanidade procura extraterrestres no céu, enquanto ainda tenta compreender os mistérios da própria Terra.
O silêncio do universo pode esconder histórias que a humanidade ainda não está preparada para conhecer
O mal não é uma falha ocasional da humanidade, mas um traço indelével de sua essência, irreversível como o tempo.
Desconfio da perfeição de quem nunca caiu. A verdadeira humanidade só é forjada no fogo do abismo, nunca no conforto do pedestal.
O TEMPO COMO ESPELHO
A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.
Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.
Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.
Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.
Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?
Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.
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#presença
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Ysrael Soler
FORJA DA HUMANIDADE
Quantos Gênesis serão precisos para ensinar ao homem o valor da própria criação?
Quantas auroras deverão nascer sobre mares recém-formados, quantas sementes romperão a terra, quantas vidas serão sopradas pelo fôlego da esperança?
Um Gênesis não bastou.
Erguemos cidades, mas também muralhas. Criamos ferramentas, mas também correntes. Descobrimos estrelas, mas ainda tropeçamos na sombra dos próprios passos.
Vieram dilúvios, vieram desertos, vieram profetas, vieram cruzes, vieram lições escritas em pedra, sangue e memória.
Ainda assim, o homem insiste em reinventar o erro com a mesma criatividade com que reinventa o progresso.
Quantos Gênesis serão precisos?
Talvez um para cada guerra. Talvez um para cada preconceito. Talvez um para cada criança que nasce acreditando num mundo melhor e encontra um mundo inacabado.
Mas a criação não desistiu.
A cada nascimento, um novo capítulo é escrito. A cada gesto de bondade, uma luz acende nas primeiras páginas do amanhã.
Porque a verdadeira forja não acontece no fogo das estrelas, nem no coração dos vulcões.
Acontece dentro do homem.
É ali que o ferro da ignorância enfrenta o martelo da experiência. É ali que a consciência é aquecida pela verdade até transformar-se em sabedoria.
Talvez não sejam necessários novos Gênesis.
Talvez seja necessário que a humanidade finalmente leia o primeiro.
E compreenda que a criação ainda não terminou.
Ela continua sendo escrita em cada escolha, em cada encontro, em cada geração.
Pois a maior obra do universo não foi a criação do mundo.
É a lenta e interminável Forja da Humanidade.
A humanidade vive cercada por utopias universais, onde a criação de conceitos define a vida. Contudo, não há definição para tal.
" E assim...mais um dia...intolerância...violência...egoísmo...assim caminha a humanidade...passos largos a injustiça...dificuldade de ver...observar...a dura realidade...triste vida...vida triste...assim vivemos...assim morremos...alienados...idiotizados...manipulados...espectros humanos...ridículos...se existe vida inteligente neste vasto universo...na terra,com certeza,não vão chegar...espero que não."👽🤪
Quando a luz aprendeu a se teletransportar, a humanidade deu seu primeiro passo rumo à verdadeira conexão: a da mente com o infinito.
