Houve um Tempo
O tempo, e à saudade.
❝Houve um tempo, em que boa parte do que hoje não significa "tudo" para mim, - antes, era meu tudo! Quando se têm 16 anos a gente imagina um mundo diferente, em vista de quando temos 26. É possível viver um sonho acordado? Ou certos sonhos só são vividos quando estamos dormindo? O que importa não é o que tu sonha, é o que tu faz com esse sonho!
Deixa ele ser realidade, ou ficção? Faz ele uma meta, ou um obstáculo, que jamais será alcançado, tampouco vivido? Muitas vezes deixamos de lado, aquilo que nos faz feliz, por medo de errar, perdemos à chance de viver algo mágico e belo. Boa parte daquilo que antes era prioridade, hoje dispenso sem questionar.
E aquilo que antes não dava importância, hoje se passou a ser essencial. Não importa se você têm 30 ou 40 anos, e ainda não realizou um sonho antigo, o que importa de verdade é sua essência, a sua pureza de criança, porque mesmo que o tempo passe, você deve cultivar sua criança interior, e nunca desista de seus sonhos.
Sua fé é seu guia, e nada nem ninguém pode te tirar isso. Dê espaço para tudo aquilo que te faz bem, não viva com o pensamento no passado, ele não volta mais. A regra é: - Siga em frente, tem sempre uma curva que te mostra uma direção fantástica, e surpreendente.
Acredite, a vida às vezes parece tão complicada, que em um dia qualquer, se torna uma tempestade, e um dia de sol, vira uma felicidade! Não tenha medo, um dia, tudo que antes era visto de uma forma, será lembrando com um sorriso, e uma bela saudade.❞
Eu era feliz e não sabia
Houve um tempo em que eu era feliz
É tão difícil viver sem você
Você me fez conhecer o amor
Sintonia inexplicável
Difícil de ser relatado
Nosso amor sempre prevalecerá
Seus ensinamentos estarão em primeiro lugar
Obrigado por me fazer te amar
Sempre vou lembrar
As memórias entre nós dois
O tempo nunca apagará
Acho que houve um tempo em que eu era muito rigorosa e controladora. Acho que asfixiei os meus filhos.
Houve um tempo em que pobreza não era falta de dinheiro ou bens, e que pobre era aquele de ações medíocres e pensamentos diminutos... O capitalismo destruiu isso.
Houve um tempo na minha vida, lá pela fase da adolescência, em que senti muita necessidade de ter alguém, mas depois, avaliando, percebi que não era por mim, mas sim, pelos outros.
"Houve um tempo em que ética era fazer as coisas corretamente, mesmo que ninguém soubesse. Pouca coisa mudou. Hoje ética é fazer as coisas erradas desde que ninguém descubra."
Houve um tempo que o relógio parou; tudo parou.
Houve um tempo que a bomba pulsou; pulsou como nunca antes.
Vez por outra, nesse tempo, o ponteiro dos segundos girava em sentido anti-horário como se fosse o ponteiro das horas.
Odiava! Queria execrar o tempo.
Aos poucos, tudo fez sentido. O ponteiro dos segundos começou a acompanhar o movimento do sol.
Não sabia qual energia foi usada neste tempo, neste relógio. De uma coisa eu sabia: me surpreendeu!
Hoje, volto a viver esta energia. Intransponível. Incrível. Vejo-me no tempo. No relógio. Vivo a estação que um dia pensei não viver mais. Reencontro-a. Porém, perco-me.
Onde estarás? Outrora, encontrar-se-ia no relógio, no esguicho de sentimentos pulsionados pela bomba propulsora. Esse tempo, perdeu-se no horizonte com as luzes do sol em um lindo poente. E o nascente está aí para provar que ele pode renascer e trazer a à tona tudo de volta...
Cadê tu? Encontro-te no horizonte, nesta estação, no ponteiro do segundo que novamente começou a funcionar. Está girando em sentido anti-horário. Mais uma vez, só para variar.
Prometo que desta vez será diferente. Sim. Será diferente. Você não só virará poema como também não será só mais uma linda e única estação.
Serei o tempo. O relógio. O ponteiro dos segundos. Simplesmente, serei. A energia que transcendeu. A estação que floresceu. O grito que emudeceu. O sentimento que nunca morreu. Serei eu.
Houve um tempo em que eu era uma mulher e ele, um homem. Mas, nosso amor cresceu, até não existir mais nem ele nem eu. Lembro-me apenas, vagamente, que antes éramos dois e que o amor, intrometendo-se, tornou-nos um só.
Houve um tempo em que as cores eram um tanto desbotadas... E, o sorriso tímido meio amarelado, era o único com alguma cor... Então, ele apareceu. Tão iluminado, quanto um arco-íris no final de um dia chuvoso...
- Deixa eu cuidar de você? -perguntou, sussurrando em seu ouvido.
(Alessandra Alcântara)
Houve um tempo em que eu quis fugir do mundo. Estava cansado das pessoas e suas respectivas mentiras. Tudo me afetava. Tudo me arranhava. Eu estava sangrando, e estava doendo tanto. Comecei a esconder-me em meu quarto. Sempre que eu me sentia triste, incompleto, machucado, corria para lá. Deitava e chorava até adormecer. Quando acordava, estava reconstituído e forte para sorrir ao mundo, mesmo com um falso sorriso.
Não entendemos
Houve um tempo em que eu falava e você não entendia;
Não entendeu que o tempo não passa somos nós que o arrastamos conosco até a sepultura;
Dizer pra ti que temos que viver nosso dia a dia intensamente porque o descanso e as preocupações são eternas ilusões que só devemos nos aficcionar neles se de fato desistirmos de viver; e a persistência tem como prêmio saldo zero;
Ninguém, ou poucos em sua jovialidade teem sonhos sólidos e nem imaginam que nos anos vindouros virão o peso da idade nos transformando em doentes e cheios de dissabores.
Não há uma alma se quer neste mundo que não passará pelo declínio em que a falta de cuidado pessoal poderá lhe acarretar dias na depressão.
Portanto; cuidemos das neuras interiores; elas são a chave da beleza e da feiura, da alta e baixa estima, da felicidade e infelicidade, mas na pouca idade não entendemos.
Que a paz esteja sempre em nossas mentes, ou quem sabe em nosso coração.
Houve um tempo na juventude, onde a aparência física era a primeira coisa que me chamava a atenção... Hoje, sinceramente, o tamanho da cintura das pessoas é a última coisa que me importa.
"Houve um tempo em que eu só conseguia ver destroços de um universo triste e sem vida; hoje, eu abro as janelas da alma e observo constelações de carinho, poeira de matéria altamente resistente e sólida e fragmentos de um denso coração vindo em minha direção em alta velocidade... Essas janelas estão firmadas na parte alta da montanha mais exuberante, em um lugar onde nascem pensamentos de de uma jovem rainha e mulher.
Houve um tempo
em que as palavras
eram minhas...
- não, não eram minhas ,
eram tuas
da tua amiga
da tua irmã
ou até talvez
do teu pai
movimentavam-se
em círculo
como se fossem uma roda
qual bailado
de corpos em perfeita harmonia
e
éramos imensuravelmente felizes
porque
ou tu falavas
ou tu , amavelmente , sentavas-te
e escutavas...
[Távola De Estrelas] Estrangeiro
DEUS CURE MEU CORAÇÃO
PAI, já houve um tempo em que seu fosse te pedir algo grande... eu, por ser tão descrente em meus semelhantes e em mim mesmo, te pediria que olhasse para seu mundo… esse mundo que nos deu de presente e a cada dia estamos só te decepcionando em tudo… olhasse bem para ele e o visse como uma gigantesca Babilônia e simplesmente o apagasse como se nunca o tivesse criado… mas tu sabes que sou fraco por pensar assim… e se não o fez até hoje é porque ainda acredita em teus filhos... por isso hoje eu penso muito diferente, e se posso pedir alguma coisa só te peço que apague tudo o que não é bom em nossos corações... pois, se ainda há esperança, faça com que sejamos mais compreensivos com nossos semelhantes, fazendo que olhemos uns para os outros sem maldades, sem ambições… com os olhos cheios de amor como tu nos olhas sempre... psiu!! Pai, por favor, comece por mim...
Houve um tempo em que não havia espelhos e a própria imagem era algo inviável de se imaginar... Houve um tempo em que os sons eram de uma única vez, de várias vezes que fosse, mas sem gravação e sua farta audição em qualquer momento e lugar. Como, pois, ouvir a mesma música mais de uma vez a não ser que se voltasse ao ambiente onde ela poderia ser escutada ou se, em tendo como, o próprio ouvinte lha tocasse? Difícil... Ouve o tempo? Não! O tempo é a régua do andar do espaço e não pode ser ouvido. Importantíssimo e quase inócuo, ele é o tecido que encobre a entretela do suposto acaso. Estamos aqui e, se não há limites ao ser, há uma direção que emerge, ou se alimenta, do ocaso. A vida é, também, medida pelo tamanho da morte de cada vivente.
Para onde está indo a família? Houve um tempo em que os pais exerciam autoridade apenas com um olhar. Hoje, além de não serem mais tidos como exemplos, ainda são desrespeitados pelos próprios filhos. Em muitas famílias irmão com irmão já não se entende mais a mão, parece que o ódio e a inveja não permitem mais pedidos de desculpas e reconciliação. Se não bastasse o desgaste da família por conta das drogas, bebidas e ganância por mais dinheiro e poder, ainda temos a televisão contribuindo para o fim da família e a banalização dos valores morais e cristãos (Nelson Locatelli, escritor)
Houve um tempo em que meninas queriam ser princesas.
Houve um tempo em que meninas esperavam um príncipe com um cavalo.
Houve um tempo em que meninas eram presas em castelos em torres.
O tempo passou.
Meninas se tornaram "minas", "novinhas", peladas no espelho.
O tempo passou.
O príncipe se tornou um "cavalo" montado num possante.
O tempo passou.
Castelo e torre hoje é chamado de cativeiro.
Meninas geram princesas que não poderão ter um castelo.
Meninas geram príncipes que não montaram cavalo.
Meninas não apreenderão amar.
Meninas querem ser mulher.
Menina apreenda que para ser mulher é preciso ser menina, que seja menina faceira, encrenqueira ou bagunceira mas nunca queira ser antes do tempo aquela mulher que vai chorar por ter adiantado uma vida inteira....
Houve um tempo que no campo de trigo, havia alguns joios misturados. Hoje há um campo de joio, onde procurando você encontra alguns trigos que ali ainda resistem...
