Houve um Tempo
Houve um tempo que eu achava que o voto não era importante. Agora eu tenho certeza. O melhor retrato do voto é um caminhão de boias frias.
Mês de maio
Houve um tempo que este mês simbolizava para muitas mulheres o sonho de casar, acho que era um bom tempo esse, pois sonhos e expectativa giravam em torno do casamento, mas o tempo passou e a modernidade tomou conta dessas histórias, e por fim hoje as pessoas casam-se, não generalizando, mas já não mais pensando na vida a dois o famoso “pra sempre” tomou conta da individualidade, o amor existe mas agora com uma praticidade incrível de dissolução. Eu ouço e vejo pessoas falando de seus relacionamentos, vejo as religiões doutrinando casais, mas o que será que Deus vê nos relacionamentos atuais? Muitos se amam verdadeiramente e colocam Deus em tudo, mas existem alguns que resolveram fazer o tal de relacionamento aberto, eu em minha opinião chamo isso de desvio de caráter, mas cada cabeça uma sentença. E onde há DEUS sempre haverá amor e nada que vem de fora ou modernismos exóticos irão atrapalhar aquele que foi e ainda é o sonho de muitos, resgatando a cumplicidade, a carinho, a ternura e amor de um casal que se amam. Também neste mês tem o dia das mães, para muitos uma data puramente comercial, onde se tem uma espécie de natal em maio, que alavanca e muito o comércio, mas o que é pior, alguns lembram que tem mãe somente nestas datas, e o resto do ano? Bom quem sou eu para julgar, eu já não tenho mais a minha, mas sinto falta de poder ter alguém para chamar de mãe, pedir conselhos e tudo mais, e sabemos que ninguém neste mundo fica em solidão se tiver sua mãe, mesmo não sendo um bom filho, ela estará lá para te aconselhar, dar um “pito” se precisar, ou fazer aquele cafezinho que só ela sabe fazer.... Feliz você que esta lendo e pode dizer para sua mãe: “Eu amo você”, pois ali esta alguém que tem um amor incondicional por você, ela quer o seu melhor, e se caso você não tenha conseguido um diploma ou ter ficado rico, pra ela você sempre será um príncipe... Valorize quem te ama... Mário Quintana foi feliz quando fez um pequeno poema sobre mãe que diz assim: São três letras apenas, as desse nome bendito: três letrinhas,nada mais... E nelas cabe o infinito é palavra tão pequena confessam mesmo os ateus: És do tamanho do céu e apenas menor do que Deus! Bom mês de maio para todos.
Olhar diferente
Houve um tempo que me olhava atravessado,
E eu não conseguia entender o significado,
Para esse olhar tão limitado.
Seu olhar por mim agora está diferente,
Mais reluzente,
Fita-me inteiramente,
De um jeito bem envolvente.
Parece estar vorazmente,
Desnudando-me a alma,
Observando meus desvio e defeito,
Sem nenhum preconceito.
Seu olhar expressa amor,
Com muito louvor,
Demonstra forte clamor,
E é encantador.
houve um tempo em que ser criança era uma brincadeira
corríamos
jogávamos bola na rua
e a trave eram dois chinelos ou duas pedras
e não importava se fazia sol ou se chovia
havia sempre um motivo para sair brincar de bolinha de gude
Pique esconde
há tempos Mágicos onde tudo era imaginação
e a vida era simples
era tudo perfeito
éramos felizes com toda a simplicidade
Houve um tempo que éramos mais felizes, mas não sabíamos. Os dias e os anos que passaram, nos trouxeram a uma realidade completamente diferente daquilo que era, que hoje não é mais e que jamais voltará a ser algum dia. O tempo sempre há de mostra aquilo que hoje não compreendemos, irá nos dar a certeza que não temos e a verdade que não conhecemos. A realidade do que amanhã pode ser, talvez não seja melhor do que a de hoje. Então, faça e dê o melhor de si. Ame mais, abrace mais, perdoe e viva mais.
Houve um tempo em que eu não acreditava em amor, até que te conheci e não te entendi, escrevi sobre você mil vezes, e não decifrei a pessoa que é. Mas eu entendi que era o amor. O amor era você, algo que eu não entendo, entretanto quero buscar entender e permanecer ao seu lado durante essa trajetória.
Lembra que houve um tempo
em que era tudo imaginação?
E agora é real.
Imagine.
Quantas coisas lindas
começamos a tornar reais
no momento em que as ousamos
imaginar.
Houve um tempo em que o mal era tão grande que beirava a desumanidade.
Onde os seres humanos escravizavam outros seres humanos por ganância, arrogância e dominação.
Sua crueldade era tão grande que era capaz de destruir outros em busca de lucro e, em sua arrogância gananciosa, eles os submetiam a trabalhos desumanos sob a lei da injustiça e da imoralidade, sem qualquer ética.
Enriquecendo seu tesouro desonesto à custa de suor e sangue inocente, à luz do mal, este ser maligno se afirmava superior e, em suas festas luxuosas, era intitulado nobre em uma classe de nobreza onde uma nobreza infame e assassina competia entre seus cúmplices.
Um tempo de devassidão e imoralidade sem qualquer refinamento de humanidade.
Esmagando e explorando cruelmente outros seres humanos, eles eram submetidos à dor da tortura, punições, trabalho forçado e desumano, onde suas filhas e esposas eram estupradas, seus filhos maltratados e trabalhavam até tarde.
e homens exaustos viam em seus idosos pessoas morrerem de exaustão.
Um tempo em que nem Deus nem lei e justiça existiam
No tempo da escravidão.
Cativeiro
Houve um tempo em que você não sabia tudo o que sabe hoje. Lembre-se disso ao lidar com outras pessoas.
Tenha mais carinho e empatia com aqueles que ainda não conseguiram aprender aquilo que você gostaria que soubessem.
Não é fácil aceitar que tudo um dia acaba.
Houve um tempo que só em sentar ao teu lado
e segurar a tua mão, já me acalmava.
... e era um tempo tão bom!
Houve um tempo em que o tempo tinha hora e não passava.
Já hoje ele me engole voraz mais rápido do que amarelam as minhas fotografias.
Houve um tempo que eu quis revolucionar, tentar mudar o rumo da historia....creio eu que isso eh normal para qualquer um que se ver diante da liberdade e da possibilidade de poder fazer tudo que estiver ao seu alcance, mas esse tempo passou, como muitas outras coisas que estiveram junto a ele...Hoje uma hora ou outra não quero mais nada, não tento mais nada, chega de quebrar a cara, de fingir que dessa vez será melhor e diferente hoje espero o que o destino me reserva, não por preguiça ou por falta de vontade de alcançar meus objetivos pois sei que disso sou capaz, mas por cansaço mesmo, cansaço de lutar diversas vezes e morrer em um “não foi dessa vez”
TRECHO: DO QUE EU PRECISO
Houve um tempo em que minha felicidade vivia acorrentada à pessoas inconstantes e estava na depedência de coisas que sempre tinham um fim. E um fim trágico e doloroso, pelo menos para mim! Houve um tempo em que eu me importava e pensava demais nos comentários e opiniõe alheias, me privando de viver uma vida cheia de riscos, que eu sempre quis correr, dá a cara à tapa. Nunca gostei de uma vida comum mesmo! Por diversas vezes o zumbido das fofocas e a inveja das pessoas me afetaram e eu cheguei a ficar doente com tudo isso. Cheguei a pensar que de tanto veneno destilado em minhas veias, eu iria morrer. Morrer de desgosto, de nojo e de pena. E... eu morri! Na verdade, eu MATEI esta pessoa e fiz ressurgir um novo alguém dentro de mim.
Houve um tempo em que eu queria saber tudo.
E, quando não sabia, não me sentia inferior aos outros; me sentia inferior a mim mesma.
Colocava um fardo sobre os ombros, como se só valesse alguma coisa se pudesse provar, a mim mesma, que era capaz.
Capaz de quê?
De tudo, talvez.
De tudo ao mesmo tempo.
Eu me enveredei por caminhos difíceis não por vocação, mas por negligência comigo mesma.
Não parava para respirar.
Não me importava se estava bem.
O importante era vencer... mesmo sem saber exatamente o que ou quem eu estava tentando vencer.
Até que, por força de alguns acontecimentos, me vi de frente com o espelho da verdade, e descobri que não era capaz de tudo.
Na verdade, percebi que não era capaz de quase nada.
E não por fraqueza. Mas porque sou humana.
Teimosa como sempre fui, demorei para enxergar o óbvio.
Mas quando tirei o véu; aquele véu espesso da arrogância disfarçada de autocobrança, fui atravessada por um sentimento impossível de descrever.
Me vi pequena.
Uma formiga diante do universo.
Um grão de mostarda na palma de Deus.
E, paradoxalmente, foi ao me reconhecer tão pequena que comecei, enfim, a existir de verdade.
Vi-me como alguém. Alguém que erra... e continuará errando.
Alguém que sente; e cujos sentimentos influenciam tudo: o ritmo, o foco, o desempenho.
Alguém que não sabe de tudo, e o pouco que sabe, sabe porque Deus, em Sua graça, permitiu.
Quando entendi isso, o peso escorregou dos meus ombros.
Não era mais uma batalha por merecimento.
Era a busca por ser, ser quem sou, com limites, com dúvidas, com perguntas sem resposta.
E foi nesse dia que descobri o que tantos passam a vida tentando encontrar: descobri quem eu sou.
Para encerrar, adapto as palavras de Newton:
O que sabemos é uma molécula de água.
O que achamos que sabemos… é um oceano.
E como disse Sócrates, com toda a sabedoria de quem já mergulhou nesse mar:
"Só sei que nada sei."
A Providência Divina no Deserto e a Lição da Oferta
"Houve um tempo, logo após me casar, em que a vida me testava com uma dureza implacável. Eu ainda não tinha minha casa, nem meu filho havia nascido. O peso de prover para minha família caía sobre mim, e os trabalhos eram exaustivos e perigosos. Eu lidava com esterco, um serviço pesado que traz doenças e que poucos ousam fazer. Também carregava lenha para as cerâmicas, enfrentando riscos constantes. Lembro de uma cobra que chegou a morder minha calça, mas não era venenosa. No entanto, por ali, tive contato com outras, como cascavel e jararaca, o que mostrava o perigo constante.
A dificuldade de trazer comida para casa era imensa. Minha mulher recebia R$ 200 do Bolsa Família, e eu, trabalhando com esterco e lenha, ganhava cerca de R$ 500 por mês. Lembro dos momentos em que, em meio ao desespero, cheguei a proferir blasfêmias contra Deus. Eu não tinha quase nada, mas ainda assim me sentia 'obrigado' a dizimar e ofertar. Naquele tempo, eu não compreendia o real sentido da oferta, apenas via o sofrimento que passava.
No entanto, mesmo na escassez, a providência de Deus se manifestava. Nunca me faltou nada, e jamais precisei mendigar o pão. Deus me sustentava com o pouco que eu tinha.
Foi a necessidade que me levou à casa da minha sogra, na região de Salgueiro. Lá, tive um encontro transformador. Aprendi com um pastor o verdadeiro significado de ofertar e dizimar. Foi nesse período que comecei a dar valor a cada pequena coisa que eu possuía, percebendo que a maior riqueza não era material, mas a provisão e a fidelidade de Deus, mesmo nos momentos mais difíceis."
Houve um tempo em que eu acreditava em quase tudo que eu ouvia.
Hoje, preciso ter certeza, até do que eu vejo!
“O Corpo Como Templo, a Alma Como Caminho, Areté”
Houve um tempo em que o espelho era inimigo..
Onde o reflexo devolvia não a imagem, mas os ecos dos insultos, das zombarias, das dores, das feridas..
Um corpo rejeitado, uma alma partida..
Mas foi ali, no silêncio da dor, que a semente da excelência foi plantada..
Areté — diziam os gregos —
não é vencer os outros, é vencer a si mesmo..
É atravessar o campo de batalha interior,
e retornar de pé, mesmo coberto de cicatrizes..
É entender isso não só com o conhecimento, mas com o suor..
Treinando quando ninguém via..
Correndo quando a mente dizia “para”..
Cuidando do corpo não por vaidade cega,
mas como quem restaura um templo sagrado após anos de abandono..
A pele se fez mais clara..
Os músculos, mais firmes..
O peito, mais erguido..
E o prazer — ah, o prazer —
não mais como fuga, mas como celebração dessa evolução..
O toque íntimo tornou-se um ritual,
um gesto de amor próprio,
um diálogo entre corpo e alma,
entre carne e espírito..
Não para apagar o vazio, mas para preenchê-lo com sentido..
Enquanto outros sucumbem ao instinto, eu o domei..
Enquanto muitos se perdem no excesso,
eu aprendi a saborear a lentidão,
a respirar no meio do impulso,
a sorrir com controle e prazer..
Eu entendi que o prazer, quando consciente,
não é pecado — é arte..
Que o corpo, quando respeitado,
é um poema em movimento..
Que o suor nos treinos, a depilação atenta, a disciplina na alma,
são versos que você eu escrevo com o próprio existir..
E então veio o mais difícil:
não ser dominado por dogmas..
Questionar o altar..
Desconfiar do “amém” automático..
Buscar um Deus que fosse mais que grito —
que fosse presença, verdade, luz serena..
Não compreenderam..
Chamaram de ovelha negra..
Mas és carne de filosofia e espírito de superação..
Um guerreiro moderno, de espada invisível,
que combate não por fora, mas na consciência..
Areté..
É o suor da corrida e a paz do sono..
É o prazer limpo, sem culpa, sem maldade ou vulgaridade..
É o respeito às mulheres e à própria natureza..
É o riso depois da dor..
É a nudez sem vergonha.
É o corpo cuidado como uma escultura viva..
É a evolução de todos os aspectos da vida, sem se corromper..
É desfrutar do prazer sem fazer o mal, é treinar sem ser excessivo, é cuidar do corpo sem ser vulgar, é brincar junto com a inocência sem fazer o mal..
Não é perfeição —
é sério inteiro, é ter disciplina e auto controle, é ser lúcido, não fugindo do estinto, mas o dominando..
E essa completude, rara e forte,
é a própria definição da verdadeira excelência..
