Houve um Tempo
A mulher que um dia eu fui
Houve um tempo em que eu acreditava cegamente no amor. As palavras doces me tocavam profundamente…
Me deixavam vulnerável — e eu achava isso bonito.
Mas o tempo passou.
E com ele, vieram as desilusões.
Hoje, ainda acredito no amor… mas com ressalvas.
A cada dia, luto contra a descrença que me consome em silêncio.
As frases lindas que antes me encantavam agora soam ocas. Começo a pensar que talvez fossem só palavras —
como tantos já me disseram.
Não escrevo mais cartas de amor. As palavras não fluem. A comunicação é difícil. É como se tivessem arrancado o meu lado romântico à força.
E isso me dói.
Porque a pessoa que agora ocupa esse espaço…
gostaria de ouvir o que sinto. Os poemas que um dia fiz — e recitei — pra você.
Será que um dia eu volto a ser? Aquela mulher sonhadora, sensível, romântica... a que você destruiu?
Será? Hoje, tudo o que consigo dizer… tudo o que ainda sobrevive em mim…
é que eu te amo.
O internauta louco
Houve um tempo em que eu pensava que alguém se importava…
Com o que eu fazia, dizia, pensava, vestia, ou até mesmo com o que eu comia… Então eu fazia selfies e postava!
Ah… aqueles likes, aqueles "comentários", que me enchiam de orgulho… o tempo me mostrou que tudo isso é fútil, doces mentiras e que ninguém se importa, a não ser os algoritmos das redes…
Cansei das mentiras bondosas, dos sorrisos sem graça, das histórias sem enredos…
Ah… redes sociais. Quem te criou soube usar os limites da ilusão humana…
Descobri que pessoas que aprenderam a buscar prazer em coisas fúteis, nunca o acharão nas coisas necessárias…
Então descobri que a única rede que realmente importa, é a rede da vida real…
E houve um tempo em que eu quis muito você, que o simples fato de você existir me fazia sentir bem. Ter você perto era importante, mesmo não sendo meu. Hoje eu percebo que aquela sensação não era de completo e sim de vazio. Ter você perto me fazia um mal inexplicável. Enquanto eu achava que aquilo era bom, ia me perdendo lentamente no som da sua voz e no vazio que se estendia entre nós. E que linda voz. E que vazio enorme. Ele foi maior. Acordei para realidade e finalmente entendi que você era o meu mal. Hoje ter você por perto já não é mais importante. Enquanto vejo você ao longe bebo goles de amor próprio e sinto, finalmente, uma felicidade inconstante me invadir. Se isso é esquecer, te esqueci.
Houve um tempo em que pensei que muito do que aprendi na noite não me faria bem.
Mas o tempo mostrou que até as sombras ensinam.
Hoje entendo: ser diferente é uma bênção, mesmo com o preço que carrega.
E nada pode mudar essa certeza.
Houve um tempo na minha vida em que eu era eu mesmo e tão feliz, mesmo com tantas adversidades e fatores que eu nem entendia as coisas de adulto.
Eu era feliz e podia sorrir, correr, cantar, pular, ser uma super-heroí — tudo o que eu queria ser, eu podia fazer sem me preocupar com mais nada.
Ao longo da vida, crescemos e amadurecemos, e tudo em que acreditávamos começa a desaparecer, e a magia se esvai com o sorriso que se perde pelo caminho.
E depois de tanto caminhar, como umo adulto maduro, sobrecarregado e cansado, olho no espelho e não resta nada daquele garotinho, vivo, livre e feliz, que podia voar.
Só cansaço e exaustão, cabelos grisalhos,
Rugas que aparecem.
Acho que meu verdadeiro eu se perdeu lá atrás, no caminho da vida...
Marcio Melo
Houve um tempo em que a certeza reinava absoluta.
Um tempo em que a razão se erguia como muralha,
e a verdade parecia sólida, inabalável, eterna.
Mas muralhas também caem.
Verdades também se desmancham.
E aquilo que julgávamos eterno
mostra-se frágil, breve, condenado ao próprio peso.
Não demorou para que tudo viesse como tempestade:
um corte seco, um silêncio que sufoca,
um adeus que não pede desculpas,
não volta atrás, não deixa brechas para retorno.
Bye bye.
Até nunca mais.
Houve um tempo que tentei esconder, que sufocava o que eu tinha dentro do peito, por eu não entender, tentava dar fim, durante um tempo achei que era a coisa certa, que seria mais fácil.
Mas nunca foi, tem dias que tudo se acalma, mas sinto aqui uma tristeza que dói, outros dias parece que tem um pássaro batendo as asas tentando se libertar do meu peito apertado… e penso… não faz sentido apertar o que nasceu para ser livre!
Hoje o sentido de tudo mudou, não vejo uma razão para tal aperto e não quero dar continuidade à nada que me torne uma prisão para tudo o que eu sinto.
Então desejo que ele encontre as respostas que tanto tem esperado.
SOBRE ESTA ANSIEDADE
Houve um tempo que eu era triste só e infeliz,
Houve um tempo
Que eu era solitário demais pra ser infeliz
Houve um tempo
Que eu era triste demais pra ser solitário.
Houve um tempo
Que eu não tinha mais tempo pra ser só
Hoje não tenho mais tempo pra ser eu...
“Um Sorriso que Traz Vida”
Houve um tempo em que os dias
pareciam cinza demais,
como se o mundo tivesse esquecido
de pintar um arco-íris no céu.
Mas aí surge do nada Samanta,
como quem chega sem avisar,
e de repente o silêncio da vida
começou novamente a cantar.
Sua presença tem algo doce,
como mel que acalma o paladar do coração,
basta um instante ao seu lado
para iluminar qualquer escuridão.
E o seu sorriso… ah, seu sorriso…
é o mais belo que já vi nascer,
um brilho raro e verdadeiro
capaz de fazer a própria tristeza se render.
E como se o destino quisesse
repetir tamanha beleza também,
Esther, a filha mais amada.
carrega o mesmo sorriso que a mãe tem.
Um sorriso que parece dizer
que a alegria sempre encontra caminho,
mesmo quando a vida se perde
no silêncio de um destino sozinho.
E tem também Simon,
com uma energia viva e radiante,
a mesma força bonita da mãe
que transforma qualquer instante.
Eles três, juntos no mundo,
são mais que apenas família ou calor,
são uma mudança repentina na vida,
um sopro inesperado de amor.
Porque às vezes a vida renasce
sem aviso, sem explicação,
basta alguém chegar sorrindo
e devolver luz ao coração.
E assim foi quando Samanta apareceu,
com seus filhos e luz, simplesmente fazendo bem
E de repente, a vida volta a florescer
onde antes simplesmente não havia mais ninguém.
Por Marcos Mattos
Houve um TEMPO em que o Rei exigiu sua coroa de ouro cravejada por diamantes, rubi, esmeraldas.
Em outro TEMPO o Rei dos Reis, mesmo sem pedir recebeu uma coroa de espinhos.
"Entre Ondas, Conversas e Silêncios"
Houve um tempo
em que nossas conversas não tinham fim,
como o mar diante de nós,
como o vento que passava
enquanto a gente falava da vida.
Na praia,
entre risadas e pensamentos profundos,
você foi me ensinando sem perceber.
Não só sobre a vida…
mas sobre a fé,
sobre esperança,
sobre continuar quando tudo parecia pesado demais.
Tudo que eu entendia sobre caminhar com Deus,
nasceu em muitas daquelas conversas.
Sem púlpito,
sem formalidade,
só amizade…
e palavras sinceras.
Você me ensinou a enxergar além,
a acreditar quando eu não via saída,
a encontrar paz quando tudo dentro de mim
era confusão.
E teve aquele momento…
em que minha mente escureceu,
em que pensei na dona morte,
em que parecia existir apenas um túnel,
frio, silencioso, sem volta.
Mas você estava ali.
Com palavras simples,
com presença,
com amizade verdadeira.
Você me puxou de volta.
Me fez ir para longe daquele túnel.
Me trouxe paz,
me trouxe alegria,
me trouxe de volta para a vida.
E talvez você nunca saiba
o tamanho disso.
Talvez nunca imagine
o quanto foi importante.
Porque não foi só amizade…
foi cuidado,
foi luz,
foi vida.
Hoje,
o mar ainda existe,
as praias ainda estão lá,
mas nossas conversas ficaram no tempo.
E eu sei…
assim como eu guardo cada memória,
você também guarda.
As risadas,
as caminhadas,
as conversas incessantes,
os dias que pareciam simples
mas que hoje carregam tanto significado.
Eu sei que você também lembra…
só escolhe não lembrar.
E isso dói,
porque algumas histórias
não deveriam virar silêncio.
Mas mesmo assim,
tudo que você me ensinou
continua vivo em mim.
Cada passo em paz,
cada momento de alegria,
cada vez que escolho viver…
carrega um pouco
da amizade que tivemos,
das conversas à beira do mar,
e de alguém que,
sem perceber,
me ajudou a voltar para a luz.
"Houve um tempo em que eu era filósofa. Eu era a maior intelectual e racionalista de todos os tempos. Dava palestras e discursava em público para todos, porém, tudo isso, era apenas na minha cabeça.
— Bruna Belchior, Endy e Edruk
Houve um tempo em que já podíamos sair na rua despreocupados, agora com o índice de covid 19 aumentando novamente temos mais é que nos guardar. Temos que pensar não só em nós mais também em nossos semelhantes, juntos somos mais fortes e podemos cuidar para que esse vírus deixe de evoluir!💪🙏👌☝😍❤💕
Houve um tempo em que me deixava seduzir pelas provocações, como se cada palavra fosse um convite irrecusável ao embate. Eu respondia às infantilidades com a mesma medida, acreditando que, ao retrucar, preservava minha dignidade. Mas, aos poucos, percebi que essa dança era estéril, um ritual de desgaste que apenas me afastava da serenidade que tanto almejo.
Foi nesse instante de lucidez que compreendi: crescer não é vencer o outro, mas vencer a si mesmo. É abdicar da necessidade de provar, é escolher o silêncio como forma de resistência, é perceber que a verdadeira maturidade se revela na recusa ao que não acrescenta. A provocação só tem poder quando lhe concedemos espaço; e eu decidi não mais ceder.
Esse gesto de afastamento não é desamor, tampouco desprezo. É, antes, um ato de amor-próprio. Reconhecer que certas presenças já não se ajustam ao tecido da minha vida é aceitar que o amadurecimento exige desapego. Não porque o outro seja menor, mas porque já não cabe no horizonte que escolhi trilhar.
Hoje, compreendo que a grandeza está em cultivar a paz interior, em erguer-se acima das disputas triviais, em investir energia apenas naquilo que floresce. Amadurecer é aprender a não se deixar arrastar pelo que é pequeno, é transformar o silêncio em fortaleza, é escolher relações que edificam em vez de corroer.
E assim, ao decidir crescer, percebi que não há mais espaço para o que me diminui. A vida pede profundidade, pede vínculos que inspirem, pede caminhos que conduzam à plenitude. Deixar para trás não é perda: é libertação. É abrir espaço para o que realmente importa, para o que me fortalece, para o que me faz ser inteiro.
Quando tudo caiu, algo ficou
Houve um tempo em que tudo me foi tirado.
Dinheiro, chão, confiança, abrigo.
Caí no corpo, caí na fé, caí no silêncio das pessoas.
Mesmo assim, algo ficou.
Um fio invisível que não arrebentou.
Aprendi que nem toda perda é castigo
e que Deus nem sempre salva do tombo,
às vezes salva no tombo.
Fui boa demais onde o mundo era duro.
Fui inteira onde o outro era raso.
Isso me feriu, mas não me corrompeu.
Hoje recolho o que restou de mim
como quem junta cinzas ainda quentes
sabendo que ali há vida.
Não peço devoluções.
Não imploro justiça.
Confio no tempo, que vê o que ninguém viu.
Se tudo caiu, foi para que eu ficasse.
Mais quieta.
Mais lúcida.
Mais minha.
E isso, ninguém levou.
Lembranças da Infância 🌺 Hibisco-Colibri 🌺
Houve um tempo
em que entre uma brincadeira e outra,
pegávamos uma florzinha fechada
de hibisco
para sugar o mel dela.
Era um tempo
onde o mundo escondia doçuras
e a natureza era companheira generosa
nas descobertas.
Éramos pequenos colibris
aprendendo o sabor da vida
direto da flor, sem pressa,
sem medo e sem saber que aquilo
também era felicidade.
✍©️@MiriamDaCosta
Houve um tempo em que a ignorância envergonhava-se de si mesma,
tanto que se recolhia à timidez e ao pudor.
Nos tempos atuais, não.
A ignorância converteu-se em espetáculo:
exibe-se por todos os meios possíveis e imagináveis, ostentada com um orgulho desmedido.
Houve um tempo em que a ignorância ao menos tinha vergonha de existir,
recolhia-se, constrangida, à sombra da timidez e do pudor.
Hoje, não.
A ignorância perdeu o constrangimento,
aboliu a vergonha e transformou-se
em virtude pública com direito
à fanáticos seguidores.
Exibe-se ruidosamente,
disputa holofotes,
exige aplausos e se orgulha
da própria miséria intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta
Houve um tempo
em que as mulheres tinham receio
de ficarem “pra titia”
ou “encalhadas”
( termos usados antigamente).
Quando, ainda meninas,
já vinha sendo preparado
pelas mãos de nossas mães e avós
o famoso "enxoval de noiva":
jogos de lençóis,
de mesa e de banho,
com bordados pacientes,
rendas e fitas delicadas,
e tantas outras peças
costuradas com expectativa.
Tudo era guardado
com extremo cuidado
em caixas e baús,
perfumados com sachês
ou protegidos pela naftalina,
para que o tempo
não trouxesse traças
nem amarelasse
os sonhos de um casamento feliz.
Hoje não!
Hoje muitas mulheres têm TERROR
de serem maltratadas,
violentadas, espancadas
ou assassinadas.
No decorrer do tempo
lutamos, marchamos, resistimos
e conquistamos
importantíssimos direitos
perante a Constituição.
Mas…
em algum ponto da estrada
perdemos o mais primordial deles:
o direito à liberdade
e até mesmo
o direito de continuar vivas
quando dizemos “não”,
quando escolhemos partir,
quando decidimos não permanecer
onde o amor virou algemas e ameaça.
Hoje,
nossos sonhos e aspirações
já não descansam
em caixas perfumadas
nem em baús de esperança.
Hoje eles são guardados
nas caixas da insegurança
e nos baús do medo,
medo de existir plenamente
na nossa essência
de ser e existir:
Mulher.
✍©️ @MiriamDaCosta
“Houve um tempo em que, ainda criança, enxergava vastos universos. Mais tarde, já adulto, mal discernia o que havia diante de si. A mente, quando não conhece limites, revela mundos que a razão não alcança.”
