Houve um Tempo
Houve um tempo em que, em sua maioria, as pessoas aceitavam o Evangelho; hoje, em muitos lugares, é o Evangelho que precisa aceitar as pessoas.
A procura da metade.
Houve um tempo que não passava de um sonhador iludido com minhas vaidades, acreditava que era capaz de completar uma pessoa com minhas inúmeras qualidades.
Mas o que não contava era que eu que tinha a necessidade de ser completado, pois minhas inúmeras qualidades não passava de pura vaidade de um orgulho fútil.
Hoje sonho com aquela que me completara, a peça chave que fará do meu orgulho um sentimento puro sem espaço para vaidade, que essa metade poça me transformar em um ser perfeito sem futilidades.
Que seja parte de minha essência.
À serviço da luz...
Houve um tempo em que a magia de entrar em contato com o mundo espiritual pertencia a todos. Quando alguém consegue entrar na sintonia do universo, uma energia circular sobe à superfície e se manifesta como uma grande serpente, semelhante às labaredas do fogo, e uma grande força nos impulsiona a fazer o que precisa ser feito.
As bruxas são seres humanos que despertaram os elementos internamente e entraram em sintonia com o universo, sendo capazes de demonstrar isso fisicamente. Uma bruxa comunica-se com o mundo extrafísico, uma habilidade outrora difundida sobre a face da terra, mas que se perdeu, permanecendo apenas para poucos.
Finalmente, Kundalini, a serpente, subiu pela coluna do meu ser, ajudando minha alma a transcender a matéria e tornando-me uma facilitadora de aprendizado, pela paz e honra de meus ancestrais. Pelo antigo e místico elemento fogo, fonte de amor em toda sua força, que me abençoa com vitalidade, criatividade e paixão pela vida.
Minha visão da vida já não está mais no mundo físico, e com o entendimento, não há mais julgamentos, apenas compaixão. Finalmente, minha alma é emancipada e encontrei o ponto de equilíbrio para viver entre os dois mundos.
A fonte de amor em toda sua glória me guia através da comunicação da intuição. Sob a proteção do mundo espiritual, a coragem é infinita e a determinação é inabalável. Acima de nós, bruxas, estão os Seres Ascensionados, grandes mestres da humanidade que deixaram na Terra seu caminho de luz nos mais belos e diversificados exemplos.
Nem todos são testemunhas da magia das manifestações do plano espiritual para o plano físico, mas tenho certeza de que ainda acontecerá para cada um em seu universo interior. Independentemente de onde vem a crença, Deus nos habita e somos a imagem e semelhança do sagrado.
Não importa quão longa seja a sua jornada terrena, Deus está presente no universo para todos os filhos sagrados que desejam se aproximar do grande espírito que lhes soprou a vida.
Trilhos de Ilusão
Houve um tempo
Em que o amor era cego
E o mundo uma canção
Foi quando te conheci
Ai percebi
Que você era a minha razão
Havia recheado meu coração
De puro amor e ilusão
A imensidão das estrelas
Que preenchem a escuridão
Recheados de ilusão
De volta a sua estação
Contida no meu coração
Com ordem e luz
Minhas sentinelas
Silenciosas e fiéis
Vocês sabem o seu lugar no céu
Apenas retorne e veja
A linha da janela
Siga meu rabisco
Lá fora
Um pequeno e frio chuvisco
Apenas quero fazer esforço para roubar um beijo teu, lembrando que houve um tempo de que ninguém me enxergava e sim apenas você;
O que mais me importa é o seu coração transbordado de simplicidade para sabermos que não ter de tudo não nos tira a dignidade;
O Amor Que Nos Torna Livres
Por Diane Leite
Houve um tempo em que eu acreditava que os vilões da minha história tinham rostos, nomes e intenções sombrias. Que as dores que senti foram causadas por terceiros, que o mundo era injusto e que eu era apenas uma vítima dos acontecimentos. Mas então, a vida me deu um presente raro: a Noite Escura da Alma.
Diferente do que muitos pensam, essa fase não tem a ver com enxergar o que os outros fizeram comigo. Isso eu sempre soube. A verdadeira dor veio ao perceber como eu respondi a isso, como eu permiti, como eu mesma fui o lobo mau em tantas histórias—inclusive na minha própria.
A Noite Escura da Alma não é um castigo, mas um portal. Um espelho que mostra, sem filtros, quem fomos e quem escolhemos ser diante das experiências que a vida nos trouxe. É um processo doloroso, porque nele somos obrigados a nos ver além das desculpas, além da narrativa confortável que nos permite apontar dedos.
É fácil perdoar os outros. Difícil é perdoar a si mesma.
O Ego e o Ilusionismo da Mente
A psicologia nos ensina que o ego cria uma identidade baseada naquilo que ele acredita ser necessário para sobreviver. Muitas vezes, essa identidade vem carregada de mecanismos de defesa: projeção, negação, vitimização. Tudo para nos proteger da verdade mais libertadora (e mais difícil de aceitar): ninguém nos fez nada sem o nosso consentimento energético.
A grande virada de chave acontece quando entendemos que não importa o que os outros façam, mas sim o que nós fazemos com isso. Como escolhemos reagir? Qual padrão estamos reforçando? Estamos nutrindo dor, ressentimento e escassez ou estamos ressignificando, aprendendo e transcendendo?
A resposta sempre esteve dentro de nós. O problema é que, muitas vezes, não queremos olhar para ela.
A Travessia Pelo Deserto da Alma
Após a Noite Escura, vem um outro fenômeno: o Deserto da Alma. É o momento em que tudo que antes fazia sentido perde a cor. O mundo parece uma ilusão, as motivações antigas já não sustentam nossa nova consciência. É um renascimento. Mas antes de renascer, precisamos morrer para o que fomos.
O que antes nos fazia correr atrás agora nos faz rir. O que antes nos consumia de ansiedade agora nos traz paz. O que antes parecia injustiça agora se mostra como uma lição cuidadosamente orquestrada pelo universo.
E então, chega o amor.
Não o amor romântico, condicional, que precisa de validação e reconhecimento. Mas o amor universal, o amor divino, o amor que vê todos como partes do todo.
Eu olho para mim e me amo. Eu olho para o outro e o amo. Eu olho para a vida e vejo Deus em cada detalhe.
A Psicologia do Amor Incondicional
A psicologia já nos ensina que o amor é um estado de consciência. Mas poucos conseguem experimentar esse estado em sua forma mais pura porque estão presos em feridas antigas, ciclos repetitivos e crenças que limitam sua capacidade de expandir.
Carl Jung dizia: “Até você se tornar consciente, o inconsciente dirigirá sua vida e você o chamará de destino.”
Ou seja, enquanto estivermos presos na ilusão de que a culpa está fora, continuaremos repetindo os mesmos padrões e chamando isso de azar, karma ou destino.
Mas quando despertamos para a verdade de que somos os autores da nossa própria história, algo mágico acontece. O perdão deixa de ser sobre o outro e passa a ser sobre nós mesmos. E então, finalmente, nos tornamos livres.
O Amor Que Nos Torna Deus em Expressão
Quando entendemos que o verdadeiro inimigo nunca foi o outro, mas nossa própria mente, transcendemos. Quando percebemos que somos criadores da nossa realidade, escolhemos manifestar o melhor. Quando aceitamos que todos somos um, que o todo é amor e que o amor é Deus, então experimentamos a plenitude.
E nesse momento, algo acontece: o universo responde.
Começamos a receber sinais, sincronias, milagres. O tempo se dobra ao nosso favor. As pessoas certas aparecem. As portas se abrem. O dinheiro chega sem esforço. A intuição se torna nossa melhor guia. E finalmente, entendemos que nunca estivemos sozinhos.
O amor sempre esteve lá.
Hoje é o Dia do Amor. Mas não só o amor romântico. É o dia do amor do todo. O amor de todas as dimensões. O amor de todos os tempos. O amor que nos torna livres.
Que possamos nos lembrar disso, todos os dias.
Está feito. Está feito. Está feito.
Gratidão, Universo.
Houve um tempo que acreditava que o diálogo resolvia todo mal entendido, hoje eu me calo e deixo o tempo resolver tudo. Fiore.
Il fut temps où les bêtes parlaient; aujourd'hui elles écrivent. (Houve um tempo em que os animais falavam; hoje eles escrevem)
Houve um tempo em que as pessoas tinham diferentes posicionamentos e pertencimentos políticos, religiosos, esportivos, filosóficos, sociais, econômicos, étnicos-raciais, sexuais, etc...
e eram capazes de sentarem na mesma mesa para dialogarem e/ou compartilharem momentos agradáveis. Sim, às vezes com algumas discórdias... mas nada comparado ao que anda acontecendo agora.
Hoje em dia, isso parece não ser mais possível. Estamos presenciando uma era definida como moderna, mas ... está mais para era selvagem, onde posições e pertencimentos opostos estão sendo constantemente guetizados com arrogância, prepotência e autoritarismo chegando até ao extremo da violência verbal e física.
Observo o tudo e sinto uma profunda VERGONHA além da preocupação pelo rumo que está tomando essa sociedade antissocial.
Houve um tempo em que as pessoas sentiam vergonha
por comportamentos e externações vulgares e mal educadas,
agora são extremamente permeadas de orgulho.
MEU SONHO
Eu tenho um sonho, hoje ficou mais no campo dos sonhos...Contudo, houve um tempo, antes da pandemia, quando me dedicava totalmente à literatura, esse sonho era como um projeto de vida, e muitas vezes o vi realizado.
Hoje tenho dedicado muito tempo à música, que é, de fato meu primeiro projeto de vida dentro da arte como um todo...
Ah, vocês querem saber qual era meu sonho-projeto? Tenho pensado nele ultimamente, parece um sonho, para alguns beira à loucura, mas há sempre razão na loucura, e a minha, nesse campo, é ganhar um Nobel de Literatura.
Você deve se perguntar: Que obra tem este cara presunçoso para almejar tão delírio?
Bem, procurem meus livros, mas leia-os com verdeira motivação, e, se for bom conhecedor de literatura saberá, desde já, que meu sonho é algo provavelmente factivo.
"Houve um tempo em que o céu era mais azul... o mar também... e havia mais paz no mundo e nos corações! Por que será!?"
Otávio ABernardes
Goiânia, 14/09/'24
NOVA FACE
Houve um tempo que este silêncio me incomodava,
O passado desfilava belo e elegante,
Diante de sintomas, que desfaleciam o meu presente,
Pensei que isso era ficar velho;
Pensei que este era o pensamento de quem envelhece.
Olho a lua tranqüila, entre nuvens que passam...
O silêncio hoje é meu aliado;
A noite tem segredos inconfessáveis
E o silencio conspira de uma forma misteriosa
Para esse momento lúdico e profícuo
Houve um tempo que, o silêncio gania como uma alcatéia
E eu me encolhia num momento qualquer da infância,
A procura do Batman e do Robin, para um tipo qualquer de defesa...
hoje o silêncio chega vertiginoso,
E eu me equilibro a mil metros de altura,
Numa espécie de slack line emocional,
Há um eclipse meu, comigo mesmo
Onde surge uma nova face,
calma e insensata, cúmplice de todos os silêncios...
Houve um tempo em que eu estava plenamente consciente e experimentava dentro de mim um sentimento poderoso, intenso e indescritível. Parecia prestes a explodir; não tinha nome, forma física ou rosto. Era apenas um profundo sentimento e uma energia contagiante. Com o passar do tempo, atitudes, amadurecimento e sentimentos se revelando, esse intangível se transformou em um ser humano, aquele que um dia chamei de “meu amor”. Vidas foram geradas, e sou grato ao ser supremo por esse presente.
Houve um tempo em que minhas lágrimas congelaram meu coração, e meus monstros tornaram-se meus amigos, talvez por dó ou por castigo.
