Horizonte
Ergo meu olhar para o vasto horizonte, onde as névoas da incerteza se misturam aos raios de esperança. Sou o peregrino solitário, navegando em um oceano de silêncio, entre marés de conflitos e vendavais de desejo. A vida, esse labirinto, reflete minha alma em espelhos que revelam tanto a luz da certeza quanto a sombra do vazio. No jardim íntimo do amor, flores de paixão desabrocham entre espinhos de desilusão. Sigo a dança do ser e do não ser, entre a busca pela plenitude e a resignação diante do desconhecido. Na solidão, na melancolia, na contemplação, encontro as águas calmas e a prisão da alma, o caos e a serenidade, o anseio e a aceitação. Pois, no abismo profundo, descubro uma verdade oculta: só na ausência que acho a presença mais profunda de mim mesmo.
NOVO HORIZONTE
Não! não é bom deixar-se dominar
Pelas ansiedades do futuro,deixando, assim, de viver
O hoje,e deixar escapar por entre os dedos,os momento bons.
Contanto que não se faça deste
Uma arma contra o próprio futuro.
E o passado?
O passado para nada mais serve,
Senão para desmoronar e confundir a consciência.
É um rio com água rumando a lugar nenhum.
Que façamos do agora
Uma folha de papel em branco,
Onde nesta, edificar-se-á
Uma nova história,
Um novo céu,
Um novo Horizonte.
_ Daniel Sousa
morto os sentimentos teus...
Navegantes teus olhos morrem no horizonte...
Sejam felizes ou decompostos...
Seres grandiosos e tão iluminados com os seus olhos, ... Viajam nas sombras dos meus pensamentos...
Para os quais respiro... Mais uma vez a aurora de outros tempos...
Serei um simples momento da grandeza do esquecimento...
Lábios que os devaneios elevam a supor que luz do luar seja maravilhoso até que de repente vieram as estrelas para compor a galáxia de luzes e vidas que desconhecemos.
O brilho fanático relembra ainda podemos sonhar e vivemos num instante na imensidão...
Assim refletir sobre lábios carnudos se remete um amor mundano...
Até tudo que vivemos seja um brilho de uma estrela no horizonte.
Os dias que passamos juntos seja parte de nossas vidas para sempre...
Tarde suspensa - choros e céus abertos
Olho o horizonte com céu aberto.
Parece um espaço mágico sobre a Terra.
Enxergo pedacinhos encantados de vários céus:
__ Azul, azul com traços de água a vapor.
Nuvens voam pelo espaço entre o meu eu e o ser ao lado,
Um choro forte emana de profundezas ancestrais,
Mas não serve de consolo.
Vejo nuvens ora pesadas, ora leves como o nada,
Ora como poeiras cósmicas ou de estradas.
Escuro total, breu emana sem limite demarcando meus vazios.
Ouço o Sol nascente, a pino ou poente,
Agora a indicar limites consistentes.
Água...
Água voadora entre hemisférios a umedecer e fecundar a vida.
Água:
...Vaporizada
...Líquida
...Gelada
...Pesada ou leve como pétalas
...Ou em flocos levados pelo vento
...Sadia
...Contaminada
...Rebelde, como tempestades e tormentas.
Pedacinhos encantados por vários céus...
Meu céu interno aproveita o tempo e se manifesta:
...Vibra
...Chora lágrimas em vapor, profundas ou em cascatas!
Digo adeus e bato a porta.
Sono profundo, por hoje, basta!
junho/ 2021
Lembranças do passado nos ensinam sobre escolhas. Às vezes, olhamos para um horizonte distante, mas é nesse momento que encontramos a força para avançar. Que cada novo dia nos traga oportunidades de superação!
Cada dia me oferece uma lição sutil enquanto observo o horizonte. Ele me surpreende, revelando a beleza escondida na incerteza, e me ensina a navegar pelas nuances das minhas emoções, sobretudo aquelas que envolvem perda. Pode parecer um clichê, mas talvez a vida seja mesmo feita desses clichês inevitáveis. Somos nós que, em nossa teimosia, buscamos inventar o extraordinário, esquecendo que é na simplicidade que o universo sussurra suas verdades mais profundas. O tempo passa, e com ele, a constatação de que nada se repete; o instante já se dissolve e, amanhã, novas cores e desafios emergirão, renovando o cenário de nossa existência. Porque, no fim, é na constância do fluxo e na beleza do efêmero que encontramos o verdadeiro sentido de ser e estar. E belamente se foi, quente, suave e necessário.
DA JANELA DO MEU QUARTO
Da janela do meu quarto
Eu vejo um horizonte infinito
Encadeio-me com um brilho bonito
Algo sobrenatural
Como nunca vi igual
Um fenômeno jamais descrito
Da janela do meu quarto
Uma luz ilumina minha sala
Uma beleza infinita e rara
Uma positividade ao amanhecer
Que alegra e motiva o nascer
De mais um dia a ser vivido
Da janela do meu quarto
O dia cinza até aparece
Mas nada é maior que a minha prece
De abrir todo dia abrir a cortina
E ter aquele brilho que ilumina
Meus dias, meus sonhos e meus pensamentos
Da janela do meu quarto
Vejo o tímido sol escondido
Atrás desse lindo paraíso
Que reluz de uma forma transparente
Um fenômeno natural e diferente
Que acontece, quando reflete luz
EM TEU SORRISO!
A Girafa
Olhando para o horizonte
O tempo passa, muda a estação
Enxerga folha, arvore, bicho e chuva
Nada escapa sua visão
Alcançando tudo e todos
Com olhar sempre gentil
Observa as coisas boas
E até o amor que partiu
Defensora de si mesma
Sem atacar ninguém
Não precisa de presas e garras
Sua força vai muito além
Já não se incomoda mais
A não ser com sua família
Não se incomoda mais
A não ser com sua cria
Indo sempre adiante
Nada pode te deter
A Girafa sabe o que fazer
A leitura é uma fonte inesgotável de motivação e mudança. Ela nos permite expandir nossos horizontes, compreender nosso passado, questionar nosso presente e programar melhor nosso futuro.
A esperança não se cansa, ao longe a temperança, no vasto horizonte a certeza de caminhos pertinentes, a vida no rumo da luz intensa, abrigo seguro da serenidade.
Enquanto os Moais de Rapa Nui
protegem o horizonte sem falar nada.
Têm pessoas que pregam o apocalipse
sem ter nenhum horizonte em mente.
A luz no horizonte chama para uma dança de liberdade, onde o vento suave eleva sonhos e o corpo se desprende da terra, seguindo o fluxo do céu. Voar é tornar-se parte do universo, sem limites, em comunhão com a eternidade. No alto, onde luz e vento se unem, a liberdade se torna uma presença viva, preenchendo o momento com brilho e leveza.
A BELEZA DO EFÊMERO
A vida é um instante passageiro, um suspiro breve no horizonte da eternidade. Sem avisos, ela flui, às vezes suavemente, outras vezes de forma abrupta, levando consigo partes de nós mesmos, experiências e pessoas queridas. E não é responsabilidade da vida nos preparar para essas perdas. Ela nos dá o essencial: o agora.
É no presente que temos a chance de fazer a diferença, de sermos verdadeiros e de espalharmos o amor em cada gesto. A vida nos presenteia com o tempo necessário, ainda que, por vezes, queiramos prolongá-lo. É nesse intervalo que cabe tudo o que somos e o que deixaremos.
E acredite, há uma beleza única na efemeridade da vida. Pois é no fato de que nada dura para sempre, que encontramos a preciosidade de cada momento. O instante breve, o toque passageiro, o sorriso inesperado, todos esses detalhes, por serem transitórios, tornam-se extraordinários.
Viver plenamente, aceitar a impermanência e, ainda assim, abraçar o presente com tudo o que ele oferece — essa é a verdadeira beleza da existência.
Assim, não se deixe cegar pelas promessas do futuro ou pelo peso do passado. O que realmente temos é o hoje. Ame, reconcilie-se, perdoe, aprenda e semeie gentilezas. Pois, ao final, serão as lembranças que criaremos nos corações dos outros que perpetuarão nossa passagem por mais alguns breves momentos.
Aproveite essa dádiva do tempo, enquanto ela ainda é sua.
O Olhar e o Silêncio
Queria poder não escrever nada
Apenas ficar olhando o horizonte
E você entendesse o que vejo
Sem lhe dizer uma única palavra.
O silêncio falaria por nós
O dia se despedindo à distância
A beleza exposta aos nossos olhos
Falando com calma, tocando a alma.
Olhando lá para o horizonte, consigo ver além do meu entendimento atual. Isso gera tanta complexidade de entendimento que, nesse momento, só posso contemplar o que está por vir. A paciência é uma virtude, uma arma dos sábios e da espiritualidade que nos guia, demonstrando e testando a nossa fé.
Amanhã é um livro em branco,
um horizonte que mal se desenha,
as nuvens carregam mistérios
e os ventos falam sem que eu entenda.
Mas carrego em mim a centelha,
um fogo que nunca se apaga.
No peito, a certeza me aquece,
mesmo se o mundo desaba.
Caminho em meio à neblina,
sem ver, mas sentindo o compasso.
Se tropeço, levanto de novo;
a queda é só um breve atraso.
As dúvidas são como sombras
que dançam na luz da manhã,
mas a vitória é sol que desponta,
certa e fiel, amanhã.
Então sigo firme, sonhando,
um passo de cada vez, sem parar.
Pois, mesmo na incerteza do mundo,
há uma vitória à me esperar.
Horizonte
No limite do olhar, onde o céu beija o mar,
Um risco de luz se desfaz devagar.
O sol despede, em rubro e alaranjado,
Pincela o oceano em tom delicado.
As gaivotas, em voos serenos e leves,
Deslizam no ar, como quem nada deve.
O vento murmura canções ancestrais,
Segredos guardados nas ondas e cais.
Horizonte distante, promessa e mistério,
Esconde no fim o eterno refrigério.
E o mar, sereno, abraça a saudade,
Emoldura a beleza e a imensidade.
Questões ao horizonte.
E mais uma vez estou com a mesma sensação, a mesma vontade.
Sinto falta da época em que eu era feliz, em que a vida tinha cor.
Sei que sou só mais uma adolescente
reclamando da vida. E Uau, que novidade em.
É, Eu sou só mais uma, uma em milhões de outras. Sou apenas uma pequena insignificância em um monte de insignificantes.
E mais uma vez estou olhando ao horizonte em busca de respostas, me questionando, de coisas sem soluções.
Como isso me assusta.
Eu sou a grande vilã da minha vida ?
Quem eu sou?
Eu tenho salvação?
“Seja como for,
Ainda que em um instante de dor,
Calmaria ou tempestade no horizonte dispor,
Faça de seu interior,
A paz que transcende, a terrível e abominável mente,
Daqueles que ainda não conhecem o amor.”
