Horizonte
Mais uma fria noite chegando,
o sol se pondo no horizonte.
Meu coração aqui, quentinho,
o peito aberto a sua doce espera,
para que nele repouse em sonhos
de estrelas cadentes, desenhando
os nossos nomes na escuridão da noite.
O tempo que você passa parado é o tempo que está perdendo, vendo o mesmo horizonte. Se você espera ver algo diferente, então mude de lugar. Você não pode reclamar do que está recebendo se não mudar sua postura.
Pesadelo:
Cai o crepúsculo anunciado no horizonte.
O avanço da noite envolve a floresta fria.
O vento serpenteia entre as montanhas.
No centro da vasta escuridão se revelam os segredos dos espíritos que habitam a mata...
Segue o ritmo de um tempo que não é mensurado...
No breu da noite a magia da luz reflete nos seres os tons de prata.
O murmúrio do silêncio evoca o rolar das águas sobre as pedras...
Tocas e cavernas serão abandonadas...
Todos saem sob o camuflado do verde musgo, e os que foram vistos serão devorados...
Corre tempo, corre vida, corre perigo.
Correm as águas, corre o vento, Corre ao abrigo...
Logo vem o clarão da aurora rompendo a escuridão...
Os mistérios se escondem sob as raízes da mata, E na imaginação dos homens que nela habitam...
As cores da montanha agora se avistam...
No coração da floresta, pulsa a vida...
Pulsa a vida...
Pulsa a vida...
Às vezes, olhar para dentro é o primeiro passo para descobrir um horizonte que parece distante. Entender nossas próprias nuances pode ser surpreendente. Às vezes, acreditamos conhecer bem nossas reações, mas, na verdade, somos afetados por influências de um passado que muitas vezes preferimos ignorar.
Cervos vivos e solitários, chamam pelo horizonte e gritam; estrelas, estrelas, estrelas dos olhos brancos. Mas as estrelas não param, as estrelas simplesmente ignoram e continuam a brilhar.
Prepare-se, mesmo quando não houver chance alguma no horizonte. Porque nada dói mais do que ver a oportunidade chegar… e descobrir que você não está pronto
Nos campos da querência
Onde o sol se põe no horizonte
Tem gaúcha sensual em evidência
Um encanto que não aceita afronte.
Nas trilhas de chão batido
Caminha com firmeza e graça
Despertando suspiros e sorrisos
Deixa sua audácia, por onde passa.
Olhos que reluzem como estrelas
Reflete a alma valente e cativante
Ela é feita de coragem e beleza
Fusão de bravura no semblante.
Veste bombacha e pilcha de prenda
E dança o vanerão com elegância
Sua ginga é um poema em renda
Uma lindeza sutil em abundância.
É poesia solta e livre, porém séria
Alma de uma mulher guerreira
Ela é gaucha forte e gaudéria
Coração quente como chimarreira.
Nos fandangos e lidas campeiras
A gaúcha sensual se destaca
Sorriso largo e alma verdadeira
Ao som do fandango, ela se abraça.
Entre o mate e o chimarrão
Seu jeito doce e decidido, encanta
É a força da gaúcha e sua tradição
Orgulho do pampa que acalanta.
Monta à cavalo com desenvoltura
Galopa pelos campos sem temor
Revela a essência de uma cultura
Que perpetua no tempo, com fervor.
Gaúcha farroupilha é seu coração
Orgulho de uma terra sem igual
Teus versos, tua história, tua tradição
Enchem corações de um amor inigual.
As manhãs vão e vem no horizonte da vida, que leva e traz muitos choros ou sorrisos dos eventos alheios as nossas vontades, lutamos nas dificuldades que não para de vir até o ultimo dia.
navegando nessas águas sombrias
escondem o horizonte das estrelas
não diferencio a noite mais dos dias
imenso oceano em busca de poemas
estive buscando o horizonte de seus pensamentos
pois a luz que vi em seus olhos nunca se apagou
depois de muitas tempestades continuo escrevendo
pois escrevo que o que perdura sempre é o amor
meu coração vai escrever versos que vão trazer luz aos sonhos
vou escrever no horizonte mais uma chance de te ver de novo
olhos com lágrimas
veem o passado distante
mais um pôr-do-sol
terminou meu horizonte
Livro de poesia Novos Ventos
quando o sol se põe no horizonte
penso em você que está tão longe
navego esse oceano que nos separa
acho o caminho no mar entre lágrimas
tudo que me sobra, uma lembrança distante
dias que se foram, seu sorriso no horizonte
sonhos dão força para caminhar mais um dia
amor escreve cada verso que se torna poesia
como um eco no fundo do mar
para alguém disposto a escutar
ouvi seu coração no horizonte de tudo
eu busquei sua mão no fim do mundo
Riz de Ferelas
Providência
Empunhem arcos, ergam as espadas,
Contem as luzes no horizonte — a cavalaria.
Sob a lua cheia, os vampiros se preparam,
Ouvindo o trotar dos demônios no ventre da terra.
Os poderosos tomam dos pobres sua determinação,
E a providência vem, a nos salvar —
Cintilando como luar suave de outono,
Bendito seja o fogo que se alastra sobre o inferno.
Os espanhóis trepidam suas mãos sob o violão,
A noite ecoa em acordes belos e dissonantes,
Bendita seja a liberdade, que toca os despreocupados.
Vampiros andando pela avenida do condado,
E eu me pergunto — eles vivem e adoram a boêmia?
Minha alma se preocupa, sempre em vão,
Pelo que será desta terra ao amanhecer.
Talvez eu me junte aos vampiros, componha versos,
Viva de sangue e poesia — a providência divina.
E escreverei sobre vocês, em minhas epístolas, meus poemas velhos.
Pequenos Detalhes
Pulsar envolvente
Quase a unidades de ecos
No horizonte singular
Demasia das estações
Tendência da amplitude solar.
Olhar
Horizonte lindo
Onde há traços para viajar
De Parar o tempo
Levo todas as palavras da contemplação.
Kaike Machado
