Hora
Boa noite,
Hora da morte, dura e pesarosa reflexão
Por Adílson César de Paula Alonso do Carmo.
Hoje, acordamos com a triste notícia de que dois conterrâneos de Corinto faleceram. Aliás, nesses últimos meses muitas pessoas de variadas idades faleceram. A princípio, normal - sem menosprezar a dor e o sofrimento dos familiares - pois somos finitos e partiremos um dia. Isso me remeteu a um pensamento: antes, víamos os amigos de nossos avós falecerem e, posteriormente, os amigos de nossos pais. Agora, estamos presenciando os nossos amigos contemporâneos. A ordem natural das coisas, dos seres e da vida, dirão muitos. Nascer, crescer, envelhecer e morrer. Contudo, percebo que alguns têm furado a fila e partido fora do combinado, como dizia Rolando Boldrin. Há razão para isso, pergunto-me sem expectativa de resposta. Talvez estejamos nos descuidando em muitos sentidos de nossa existência, descuidando psíquica e afetivamente. Talvez, só talvez, estejamos desatentos com nossa alimentação, com atividades físicas, exames médicos periódicos, etc, etc, etc.
Tenho tentado descobrir em qual desse fatores estamos falhando porque não fiz o curso nem o treinamento para morrer agora, minha tia Nelma me perguntou esses dias se eu tinha medo de morrer, respondi a ela que medo eu tenho. O que eu não tenho é pressa e nem vontade.
Minha intenção nesse breve texto é chamar a atenção para alguns cuidados essenciais para longevidade, como: cuidar de sua saúde, ter uma vida social ativa, ser otimista, evitar os vícios perniciosos a saúde, tomar as vacinas, ter sempre um propósito, controlar o estresse, se alimentar de forma saudável e em quantidade saudável, não espere ficar cheio para parar de comer. Por fim, seja positivo, isso talvez eleve sua imunidade e prolongue sua vida.
Sabemos que vamos morrer um dia, Noé começou a fazer a arca com mais de cem anos, eu nem comecei a juntar a madeira ainda. Quero morrer jovem o mais velho possível, com saúde, disposição e principalmente com lucidez, porque quando chegar do outro lado tenho algumas considerações para fazer com Deus.
Teu sorriso é bom pra mim
Só eu sei te alegrar
Tá na hora da gente com jeito reconciliar
Tá na hora da gente com jeito reconciliar
Tá na hora da gente com jeito reconciliar
Os meus melhores amigos são o vazio e o silêncio, a qualquer hora,dia e tempo eles sempre estão comigo
Querer
Uma hora eu quero
Depois, deixo de querer
Então, não sei porque quis
Não sei porque deixei de querer
Acabo querendo outra coisa
E tudo começa de novo
Mas agora, eu quero mesmo
Quero tanto que até dói
Quero você
Te querer, me dá medo
Com ou sem medo
Te quero todos os segundos até morrer
Vou te querer até quando não te quiser por perto
Ainda vou te querer quando disser que te odeio
Espero que ainda me queira
Torna-se quem eu não queira deixar de querer nunca mais
Não deixe de me querer
Porque não pretendo querer mais ninguém, senão você.
Hora de quietinho
De se cobrir
Com a noite lá fora
E de deixar-se ir
Monstros sob a cama
Também vocês
Hora de dormir
Nunca dizer nunca
Cair, levantar
Ver com olhos novos
Se maravilhar
Nunca dizer nunca
Cair, levantar
Gostar do presente
Gostar de gostar
Também vocês
Hora de dormir
Saber definir palavras, tais como: medo e prudência, faz toda diferença na hora do autoanálise, enquanto uma desencadeia a autossabotagem e afeta o inconsciente, a outra é essencial para que o indivíduo evite cometer loucuras e se prejudique.
Quase toda noite
A hora do nosso encontro
Em nossa hora não marcada
As horas passa...
E o tempo parece que para
Amanhece o dia
O tempo passa, a nossa espera
E chega o momento por hora
Minha euforia aflora
O momento de nossa prosa sem hora
O momento em cada hora
A chama de um amor que aflora
Que queima por dias e horas
A chama que acalma
E traz a alegria em minutos
E os segundos mostra
O quanto tudo isso e profundo...
A Vida tem simplicidade em tudo.
Na verdade a única parte que muitos tem medo é não saber a hora que você vai partir.
Eu vivo a minha com se não houvesse amanhã, tem dias que acordo e penso “Me dá forças porque hoje o dia não vai ser fácil’.
Sou estudante e tenho uma rotina bem cansativa, chegar super cansada e ainda ter diversas coisas para fazer. Tento ao máximo tirar um tempinho para mim quando preciso.
Você cuida de você quando precisa? Talvez essa seja uma pergunta bem frequente, porém muito importante ser feita. Sou o tipo de pessoa que se importa muito com as pessoas ao meu redor e esqueço do principal que sou eu.
Quando escrevo sobre essas coisas eu me sinto mais aliviada, nunca sei quantas pessoas de verdade param para ler isso. Nunca publiquei quem sou para me sentir mais livre, escrever me trás uma sensação tão incrível.
Já parei milhares de vezes em dias ruins abri meu bloco de nota e simplesmente desabafei lá, percebi que eu estava péssima depois de ler todos os desabafos que fiz ali, percebi que eu nunca me importei e olhei para meu interior, percebi que me importava demais com quem nem ligava para mim, percebi que nem tudo é como a gente quer.
É necessário passar por essas coisas para enxergar o lado bom da vida, tudo faz parte do processo! Aprendi com aquela frase que muitos se referem ao amor “nem tudo é flores”, que na vida existem espinhos que é necessário combate-los no dia a dia, e depois tudo vai FLORESCER.
Quanto mais demorar, maior a conquista. Quando desmoronar, tenta novamente. Quando parecer que vai dar errado, vai dar certo. Quando não tiver forças, lembre-se você é capaz de lutar contra isso.
Acorde o dragão que tem ai dentro e LUTE para conquistar todas as suas coisas. Não tenha medo da vida, ela é lindaa. A caminhada é sua faça dela um jardim.
Dada a hora final, um suspiro mental
ou mesmo um sonho fatal.
Dadas as circunstâncias, as lembranças ou mesmo desesperanças, é o momento onde dessata-se o laço carnal.
Aos demais o sonho de viver serão por um tempo solene, mas logo cantaram a melodia da paixão.
Paixão que perdi de mim, dos meus, dos seus, dos nossos. No mar desolado, me náufrago... Afundo-me no mar sem fim do vazio estrelado.
Victor Martinez Amaro Santos
1992 🕊️ 2023 ✝️
Sabios & tolos
Hora sábios de ensinamentos,
hora tolos sem respostas
Diz coisas com coisas
que não fazem setidos.
Ou não tem alguém pra escutar?
Palavras desordenadas, desesperadas,
são só palavras.
Meus conselhos e seus atos
Antes eu tinha a resposta certa,
Mas agora estou perdido
- Pegue as palavras! junte elas,
se conseguir formular,
de palavras tolas,
Construirás sábias frases.
Amanheceu, olhei para o relógio e já era hora de levantar. O céu azul lá fora, mas por dentro o dia estava nublado. Uma saudade doída. Hoje, vinte e oito de julho, seria aniversário do papai, que voou nessa pandemia. Respirei fundo e segui para o trabalho. Ao chegar, organizo as coisas, finjo está tudo bem, seguro firme as lágrimas. De repente, entra na sala Dona “Carolina de Jesus”, meu primeiro atendimento. Ela senta, e com um olhar sereno começa a contar um pouco da sua história. Em junho, sua residência foi incendiada, perdeu tudo. O esposo sofreu queimadura de último grau, faleceu dois dias depois. Todos os seus documentos foram queimados, o seguro-desemprego que estava para receber na boca do caixa, foi adiado até resolver as pendências. Os móveis viraram cinzas, não sobrou nada. Sem dinheiro e trabalho, a família está sobrevivendo através de doação. O filho mais velho encontra-se em privação de liberdade. “Carolina de Jesus”, até tenta assim como eu segurar as lágrimas, mas não consegue, e chora, chora, chora. Embora as nossas histórias sejam diferentes, as nossas dores e tristezas são tão parecidas. Nós, mulheres negras, carregamos o mundo nas costas, e muitas vezes, o choro não nos é permitido. Historicamente somos ditas como fortes e guerreiras. As que suportam tudo. Hoje, Carolina de Jesus veio me lembrar que ser forte todo dia é desumano demais. Principalmente nessa pandemia, com esse desgoverno da morte, com esse Brasil com tanta dor, luto, injustiça e fome. Ainda bem, Carolina de Jesus, que nós temos nós. Seguimos, às vezes longe, mas sempre juntas. Obrigada por me fazer reconhecer a minha humanidade, fragilidade. Obrigada, muito obrigada.
Quando todo o cansaço arrumou as malas e foi embora, eu vi, naquela hora, que não era o fim que eu queria.
Senti que o peso da vida já não me atormentava mais, baixei a cabeça em reverência aos passos vividos e descansei.
Nildinha Freitas
