Homenagem para meu Irmao de Sangue
EU
Não me aborreço facilmente,
mas a raiva que me alcança
eu domino fácil demais,
porque meu coração,
que é amor,
não abre precedentes
pro rancor.
Nara Minervino
DESISTIR OU SEGUIR EM FRENTE?
Que minha vontade de desistir
seja menor do que
o meu desejo de seguir em frente.
Nara Minervino
No meu love não tem game over
Eu quero você meu love
não quero um game over.
O amor não é um jogo,
na aposta em uma mesa de poker!
Pare de fazer jogo comigo;
Pare com isso;
Quero você meu love...
Quero você comigo.
Comigo não há vacilo não
Confia...tenho amor pra te dar
Meu love...quero te amar;
Não faço jogo...
No meu amor não tem game over.
Não estou fazendo aposta
numa mesa em um jogo de poker!
O meu love é sincero
É você que eu quero
Vem amor...
Vem no meu love,
Me surpreenda que me comove...
No meu love não tem game over!
A maior tempestade
Da minha vida
Apareceu inusitadamente
Num dia que eu precisava
Lavar meu pranto
Não veio de mansinho
Mas trouxe consigo o sol
Com que eu agora vejo outro caminho
Sempre tento viver um amor
Mesmo em tantas decepções
Toda vez acabo com meu coração partido
Sinto-me perdendo os meus sentimentos
A cada decepção meu peito se esvazia mais e mais
Acho que só resta um pouco de amor em mim
Está é a última vez que tento
Cansei de sofrer
Sinto-me sugado
Como se minha alma chorasse em desespero
Sinto que nada mais importa
Tenho vontade de sumir
E vou acabar sumindo mesmo
Me perdendo de mim mesmo
E descansar em paz.
Baile do coração
Girei o ombro
Abri o peito
Seu corpo colado no meu
O corpo tremeu, desceu até o chão...
E o meu coração bailou junto do seu!
Baile do coração é assim mesmo
Tem que ter par
Senão ele não dança
e fica a esmo!
Vem pra junto de mim,
Vem bailar com meu coração
Vem fazer tremer meu corpo e descer até o chão.
Se o ritmo for bom
dançaremos por todo o salão!
Eita...que tá bom...
Este baile do coração!
Nosso corpo treme que treme...
Dançando pelo salão!
Via Dolorosa
Sigo o trilho do meu ser,
Sem querer ser nem saber
O que me ha-de prover.
Munido de cobardia,
Arde em mim o adágio.
Propender que não agia,
Juiz pobre do ser,
Encostado à lombada
Julgava ter carácter
E menção para contender.
Certezas à chumbada,
Injustiças solver,
Casos vindos do nada,
Que o soldado na parada
Jurou não mais combater.
Sofrimento rio em que nado
Rumo à margem ansioso e crente.
Escapa-me da mão o tronco pendente,
De tanto nadar contra a corrente.
Rio que me lavas a vida,
Cada vez que engulo o vazio
E encharco meu pulmão doente.
Mas não desisto da braçada,
Escapa-me a margem à tangente,
Miro-a daqui enquanto trago água.
Miragem que é sinal de fumo,
Onde o apache escreveu resumo,
Da minha ofegante falta de coragem.
Padecem-me as forças,
Deste rio me inundo.
Sinto com a pontas dos dedos
Os seixo e lodo no fundo.
Dura pedra, vil mensagem,
Culminar esta viagem
No barranco da mesma margem.
Pois do profundo trouxe pedras.
Da peleja não mais miragens.
Das pedras o saber de aprendizagens.
Reconheço no vazio
Um sentir contra o sentido,
Pois não fora outrora um prodígio
E talvez nunca serei um ser bem entendido!
Diáfano Impreciso
Entre o meu ente e o teu ente,
Há uma colisão, um encontro de um só ser.
Acordo de duas almas qualitativamente
Que se encontram por prazer.
Do lado de um fado, há um lado!
Do fado ao lado, outro fado!
Do lado da fronteira, há uma asneira!
Ao lado da asneira, outra fronteira!
Uma reza,
Rotina
E rotineira!
Entre os entes há as mentes.
Há o sentido figurado,
Onde o meu coração,
Foi começado,
E o teu... foi destroçado!
A ambígua maneira de dizer,
Em suma o que acontece:
É que o teu ente quis viver;
O meu ente, ao que lhes parece,
Fez da curva, reta, não quis ser!
Um ente foi para o que veio!
Outro ente veio para o que foi... ser meio!
Ao lado do que padece, há um que se estabelece!
Do lado do um que se estabelece, o outro, de si... se esquece!
É uma escuridão.
Diáfano turvo,
Que enlouquece!
Entre o teu ente e o meu ente,
O que não colide passa ao lado.
Passa sem comum e repete concomitantemente
Que o prazer não foi encontrado!
Dois lados esburacados,
No meio da fronteira.
Dois soldados,
No meio, uma trincheira,
Onde as munições são fados!
O prazer... é a asneira,
E o ente,
Dois corações despedaçados!
O círculo é laranja.
O traço é eufemismo.
O polígono é o que se arranja,
E o dormir,
É o que da vida...
Se esbanja!
"O meu coração agradece a Nossa Senhora das Dores, mãe dolorosa que transpassada de dor acompanhou a paixão e a morte de seu filho Jesus".
Mãe Zuza (1914-1990)
Maria da Saúde de Araújo, devota de Nossa Senhora das Dores e padre Cícero Romão Batista.
Nada mais importa agora
Você foi embora e eu fiquei tão só
Sigo, sem saber meu rumo
Eu não me acostumo sem você aqui
De que vale ter tudo na vida
De que vale a beleza da flor
Se eu não tenho mais teu carinho
Se eu não sinto mais teu calor
Hoje, eu estou tão livre
Posso amar a quem quiser
Mas nada me interessa
Mesmo que ofereça
O mundo aos meus pés
De que vale ter tudo na vida
De que vale a beleza da flor
Se eu não tenho mais teu carinho
Se eu não sinto mais teu calor
Sei, outro alguém te ama
Pensa que você já me esqueceu
Mas ao senti-lo perto
Tudo é tão deserto
Você pensa em mim
Confesso que meu pensamento já me fez viajar em ideias quase loucas,tenho vontade de pegar uma mochila, pôr nas costas e sair pelo mundo sem rumo.
Há momentos na vida pessoal ou profissional que é melhor seguir meu conselho: esteja como se não estivesse.
"
"Esses olhos que leem, acalmam o meu coração, lembrando das situações que viveram e das emoções que sentiram. São minhas luzes, minhas palavras e minha direção”.
Nen Araújo (1920-2015)
"Meditação"
Meu mundo é vasto;
E as vezes nesta vastidão toda eu escapo um pouquinho, me deixo me perder, consciente do caminho, pra na hora que desejar, saber como voltar.
O que seria de mim se não fossem as curvas sinuosas que percorro no meu íntimo?
Toda a vastidão daria lugar a um profundo vazio, e a toda superficialidade que ele é capaz de carregar.
Mente silenciosa em meio a todo o barulho que teima em continuar.
E é deste silêncio barulhento, que consigo me conhecer por dentro, compreendendo que esse barulho aqui dentro, é uma outra parte de mim tentando me enganar.
Enxergo, sinto, acolho, agradeço e deixo partir.
Sem receio de onde cada curva vai me levar.
Apreciando cada fagulha, deste meu universo tão íntimo, fragmentos distorcidos, sombras e luzes vão emergindo, deste momento divino, até a hora de equilibrar e retornar.
E é neste mergulho profundo onde devo sempre estar!
Gratidão ao TODO
Namastê
Poetizando-me
E se eu ficar sentimental?
Eu te dou meu colo.
Se eu me perder nos pensamentos?
Prometo ir te buscar.
E se eu não estiver com vontade de conversar?
Fico em silêncio ao teu lado.
Mas se quiser e precisar chorar?
Faço chover para te ajudar.
E qdo eu tiver crise de riso?
Te faço cossegas pra você não mais parar.
E se der vontade de andar por aí?
Seguro na sua mão e caminho ao teu lado.
Se eu não conseguir parar de falar?
Meus ouvidos sempre estarão prontos pra te escutar.
Se o medo me rondar?
Canto pra você até ele te deixar.
Se me sentir meio perdida?
Te abraço até fazer se lembrar quem tu és.
Se o sono me abandonar?
Mantenho meus olhos abertos até os seus se fechar.
E se eu resolver ir embora?
Vou ficar triste, mas compreenderei que te prender não vai te fazer plena e feliz.
Se eu decidir voltar?
Se decidir voltar, saberei que em todos os instantes que vivemos, fui importante pelo menos um pouco pra me tornar seu porto seguro.
Em meu silêncio "externo", vou me encontrando, me reencontrando, me redescobrindo, cada dia partes que achei que havia perdido pelos caminhos são juntadas e coladas, pouco a pouco elas ressurgem em mim, em meio a quietude que sempre me acompanhou.
E é assim que eu vou!
Meu hino minha oração
Às vezes, na chuva me perco
Deixo molhar o meu rosto
Vou caminhando pelo vento
E num abraço me encontro
Em cada passo que dou
Mais a vida me encanta
Nos olhos me reflete a esperança
E com Deus sempre estou
O sol é muito amigo
E a lua um retrospecto
Onde encontro abrigo
Onde encontro amor
Sempre hei de ter esperança
Que dias melhores virão
Tudo guardarei como lembrança
E farei como hino...minha oração
Às vezes, a tristeza me invade
Deixo molhar o meu rosto
As lágrimas vão pelo vento
Mas num abraço me encontro
Em cada pessoa que vejo
Mais fé encontro em Deus
O vento me sopra um beijo
E nele os carinhos seus
Deus é minha verdade
E a fé faz-me liberdade
Cada passo que dou
Com Deus caminhando vou
Sempre hei de ter esperança
Que dias melhores virão
Tudo guardarei como lembrança
E farei como hino...minha oração
Maria Lu T. S. Nishimura
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