Homem e Igual Lata uma Chuta a outra Cata
MINHA BUSCA
Corro os olhos por almas, na cata dum olhar,
ou talvez apenas aquele sorriso roubado.
Então vou num serelepe agreste caminhar,
pelos abraços, laços, dum algo desejado.
E no afã dum afago, um riso, outro chorar,
aqui, ali, lá, vou tentando ter um agrado.
O vazio que me devora, implora, põe a orar,
vem do coração, que quer amor denodado.
Corro os olhos no fado, vejo o tempo passar,
o peito sofredor, e já com o fim tão cansado.
Sem sequer ter uma estória pra poder poetar,
se acostumou com uma solidão, está calado.
Quer versejar a rima perfeita com o tal amar,
ainda busca, não consegui estar parado...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 11 de agosto
Cerrado goiano
- Stop ô cata-vento!
- I’m crazy!
- I need eat more fresca fruit. Banana, orange... Apples.
-GIVE ME, MAMA! Una porcion de caqui ou até mesmo de iangá colhido do pé que eu subi de amora, pra ver se estava melhor à Bela Vista lá de cima.
SEXTO HEXÁSTICO
eis-me aqui sujeito póstumo
zumbi de deambulações
aedo de poemas tortos
catando esmos corações
ditirâmbico sem o báquico
hino para minhas orgias
Cata-vento
Quando o vento sopra, vale a pena escuta-lo.
No assobio do vento, jogue as dores ao relento.
Sopra logo senhor vento, leva contigo meus problemas e me traga boas novas, que lhe dou meus argumentos.
Beija-flor que rodopia, faz ventos com suas asas, quem foi que disse; que o vento não fala?
_Ele fala, ele grita, sacuda a poeira menina!
Limpe logo essa casa, do seu coração, da sua alma.
Autora: #Andrea_Domingues ©
13/05/2019 às 17:00 horas
Manter créditos ao autor original #Andrea_Domingues
O grito
A angústia morde os lábios
Árido de tanta perturbação
A alma gretada cata os sábios
Fundamentos do terno coração
Ardendo o pedido de socorro
Sufocados no amorfo pulmão
Onde a erudição se faz forro
E manta das quedas do coração
O corpo chora as agonias
E o alarido estridente uivo aflito
Tentando cuspir arrelias
Das entranhas num seco grito
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/08/2012, 18’58”
Cerrado goiano
Cata-vento
Singelo e simples
No ar põe se a girar
Encanta a menina,
Que está a te segurar.
Movimento sem compromisso
Hipnotiza ao se olhar
Solta-se então um sorriso,
pois quer também bagunçar
Em um breve momento,
Curtindo o tempo passar,
Se vence no sono, da brisa que te faz ninar
Sonhando com o dia, assim como o vento, que podeŕas sair a voar.
Cata-vento
Cata-vento ao relento
Teu destino é girar
Cata-vento um pé de vento
Está chegando pra aumentar
Teu movimento giratório
Rodopia sem parar.
Vem daí a tua força
Teu poder transformador
De energia em trabalho
E não foges do labor.
Quero seguir teu exemplo
E jamais querer parar
Nos meus giros pela vida
Com o intuito de alcançar
Meu amado, pois cansada
As forças minhas exauridas
Estanquei a caminhada
E sangrei minhas feridas.
Vivo aos prantos, pura dor
Estou enferma de amor.
FADO DA AQUARELA
Dos subúrbios, avisto
O arranha céu, um cata-vento
Inspiro e assovio, transcende cor
De norte ao sul,
A forjar, o quão escuro, descende
O espelho de narciso
Os tufões de já não haver,
Anistia, de cada engenho
Cobrir-se a névoa, deprede o espelho
O absinto, sobre a mesa, que reluz
Do inspiro,
Um arco-íris!
De outrora jaz.
Livro: 1.205 Folha: 251
A algum tempo atrás, estava eu com algumas pessoas da minha família, viajando de cata louco (trem de Morato a Sampa) e de repente as pessoas a minha frente, passageiros desse mesmo trem, mudaram completamente de fisionomia e de traje. Estavam ali diante de mim, pessoas completamente diferentes daquelas que eu havia visto ao entrar e o trem não havia parado em nenhuma estação. Comentei com minha mulher da época, e ela disse nada ter percebido e eis que no0 mesmo instante, as pessoa que estavam ali por primeiro reapareceram em seus devidos lugares! De outra feita, ao descer na estação da Lapa, deparei-me com uma cidade toda iluminada no lugar onde deveriam estar os muros que cercam aquela estação! Durou alguns segundos, diante dos meus olhos e simplesmente sumiu!
A Justiça que o povo espera parece está morando além do Além, por aqui a menina que cata flores, cata lixo também.
Chuva dançando ao ritmo do vento
Fazendo cirandar o cata-vento
Vento que leva a semente, como alimento
Água que sacia a terra, e o sedento
obras de Deus, eu comento...
Letras Em Versos de Edna
Cata-vento
Ah o amor, um sentimento tão complexo
confuso, difícil de lidar quando se é pego de surpresa
Por alguém tão inesperado, mas que te faz bem.
Imagine que você foi pego de surpresa por esse sentimento,
e que precisa de uma simples resposta, para concretizá-lo,
torná-lo recíproco.
Assim são como os cata-ventos em parques eólicos
são pegos pelo vento de surpresa e precisam reagir
sua reação, cai logo na reciprocidade de onde pode ser sair uma resposta
e essa resposta é a energia.
Farei como o cata-vento que sem questionar muito
se deixa ser embalada pelo vento e dali, fluem ações,
sentimentos.
Não mais hesitarei, mas me permitirei ser embalada
pela segurança e pela paz que você me traz!
CATA-VENTOS
Ah! Os cata-ventos...
Alegres, coloridos, giravam muito rápido,
embalados pelo vento, nas belas tardes
de minha infância. E o tempo girava bem
devagar, nas tardes mornas de domingo.
Hoje, não vejo mais cata-ventos nas praças.
Hoje, o tempo gira muito depressa!
Todos tem muita pressa!
- Que pena!
®Verluci Almeida
050211
Catar os cacos do caos, como quem cata no deserto
o cacto - como se fosse flor.
Catar os restos e ossos da utopia, como de porta em porta
o lixeiro apanha detritos da festa fria e pobre no crepúsculo se aquece na fogueira erguida com os destroços do dia.
Catar a verdade contida em cada concha de mão,
como o mendigo cata as pulgas, no pêlo - do dia cão.
Recortar o sentido, como o alfaiate-artista,
costurá-lo pelo avesso com a inconsútil emenda
à vista.
Como o arqueólogo
reunir os fragmentos,
como se ao vento
se pudessem pedir as flores
despetaladas no tempo.
Catar os cacos de Dionisio e Baco, no mosaico antigo
e no copo seco erguido beber o vinho, ou sangue vertido.
Catar os cacos de Orfeu partido, pela paixão das bacantes
e com Prometeu refazer o fígado - como era antes.
Catar palavras cortantes no rio do escuro instante
e descobrir nessas pedras o brilho do diamante.
É um quebra-cabeça? Então de cabeça quebrada vamos
sobre a parede do nada deixar gravada a emoção
Cacos de mim, Cacos do não, Cacos do sim, Cacos do antes
Cacos do fim
Não é dentro nem fora, embora seja dentro e fora
no nunca e a toda hora, que violento o sentido nos deflora.
Catar os cacos do presente e outrora e enfrentar a noite
com o vitral da aurora
O cata-vento jamais atrai o mesmo evento. Devemos refletir observando os sinais de um novo advento.
Depois de tantos, de todos, de tudo, você cata seus pedacinhos e se remonta. Disfarça os remendos, mas eles são como cicatrizes, e servem para te lembrar que a dor já esteve ali, mas agora já passou.
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