Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Sem você na minha vida
Sou como um barquinho a deriva
Buscando um destino
Você, o amor da minha vida
Indo para lá e vindo pra cá
Na esperança de um dia te encontrar
Para poder dizer que te amo
E logo depois de te beijar
(Versão: Minha Terra tem Castanheiras)
Minha terra tem castanheiras
Onde o velho Coelho aportou,
Trouxe consigo a poesia
Que Gonçalves Dias lhe proporcionou
Legado este, que a “lenda” nos deixou
E com o nome de Marabá
A cidade ficou,
Poucos sabem a “história”
Deste nome tão singelo
Por isso, somos filhos
De tantos mistérios...
Mate o velho homem
Veja minha vida, veja a condição.
Eu sozinho com a força do braço.
Me tomo em embaraço.
Fico sem direção.
Caminha junto comigo senhor.
Eu sozinho me perco na encruzilhada.
Sou um vazio, sou um nada.
Sou um rebento de dor.
Tome meu pensar e meu sentimento.
Eu sozinho não aguento.
Sou uma prisão isolada.
Sou escuridão.
Uma larva vulcânica descontrolada.
É do teu Espírito senhor que necessito.
Clamando, orando tenho dito.
Que tanto o pecado me consome.
Aviva tua água e mata minha sede.
Mata o velho homem.
Perdoe pela minha palavra de ambição.
Não me atentando a hipocrisia abro meu coração.
Meu fracasso e minha incapacidade.
Sozinho um pranto da maldade.
Foi uma vida de enganação.
Muitos tropeços e agonias.
Faça em mim renovo dias.
Alimenta a transformação.
Creio no único possível de fazer.
Um Deus que tudo pode, onde este o meu crer.
O mundo pecaminoso é um prazer perigoso.
Cansado estou do devaneio passageiro.
Perdido fico como um abandonado estrangeiro.
Quando sozinho tentei.
Fui um errante passageiro.
Nem mesmo sei por que fui assim.
Sem compreender o que passou em mim.
Pela luz, na fé, na esperança e certeza do seu nome.
Oh altíssimo, a misericórdia de Jesus.
Faça me adorador da cruz.
Mate o velho e aviva um novo homem.
Giovane Silva Santos
Não posso abraçar, não posso festejar, mas posso ligar para minha melhor amiga e relembrar os abraços que recebi quando eu estava na pior.
Minha escolha.
Agora é assim que eu estou,
Isto é ´tudo que sobrou.
Uma tristeza provocada
Por uma escolha egoista
Que eu fiz, e me deixou infeliz.
Más não foiisso que eu quis,
Infelizmente eu tive que escolher
Entre eu e te perder
Pena que tudo acabou,
Pena que a chama do nosso amor
Se apagou, e o nosso prédio
De sonhos desmoronou,
E tudo só se complicou
Porque o nosso amor acabou.
Más não foi erro meu,
Você em meu lugar,
Faria exactamente igual.
Só espero que um dia possas me perdoar
Porque a minha intenção
Nunca foi magoar o teu coração.
Quarteto.
Um quarteto sonhado...
Pelo tempo foi engenhado...
Eu...
Minha inspiração...
O poema...
E a poesia...
Ansioso não...
De alma decente...
Sedenta como um dromedário....
Fui buscar uma fonte...
Dentro da minha imaginação....
Sem saber esperar...
Atrelei meu instinto de poeta...
Cujo é ele que me faz chorar....
Intenso é...
O rio que jorra em meu olhar...
A cada segundo eu grito alto...
Digo a ele em murmúrios....
Lava-me oh Rio...
Lava-me oh águas mansas com teu querer...
Eu tenho sede....
Mata a vontade desse poeta...
Minha respiração é ofegante....
Desejando-te em minha inspiração...
Sou eu que te peço....
Mata minhas vontades....
Refresca minh'alma...
Dos meus segredos...
Você sabe de tudo...
Sou possuído por uma força tamanha....
Cala-me então...
Quero te contemplar até chegar ao oceano...
Seguir seu curso até você despejar no mar....
No vagar dos meus olhos...
Te busco em versos...
De ti...
Invento poesias e estrofes...
Tu...
Me conheces bem...
Oh Rio de água doce...
Água que brota nas montanhas....
Sou eu que te quero...
Minha pele e fria...
Mas sou de cabeça quente....
Sou sedento sim....
Estou aqui...
Ao seu dispor...
Estou a deriva...
Eis aqui...
Uma prova do que te escrevo....
O poema é inspirado por mim...
Mas ele e seu....
Pela pureza de ti que cai do céu...
São Águas que sobem e tornam voltar....
Registro esse poema....
De tudo que tu me dás....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Palavras ecoam na minha mente...
Lidar com a vida como um barco a vela deixando o mar te levar...
Sendo sincero vivemos apenas no reflexo de um espelho...
Nas sombras do espelho pode se ver o amanhã e suas brechas deixadas por nossas almas...
A verdade que guarda a luz de tuas facetas...
Ilusão que surgem quando terminar a esperança.
Tudo que importava era a felicidade.
Eu me sinto insatisfeito com a minha satisfação, e por isso, corro atrás daquilo que ainda não conquistei...
Cai em minha pele umagota d'água, que vem lá de cima, se senti, ou se molhou?
não percebi, apenas vi.
Jan Bernardo
Agigantou
.
O que eu diria a minha amada
No silencio do meu coração
Quando tudo que se fala
É um breve e único olhar...
.
Pra além das ondas
Que se lançam mar adentro
Vão distantes os pensamentos
Onde possamos nos amar...
.
Ah!!! Essa distância...
Que te me afasta no teu corpo
E me translada pra esse amor,
E por inteiro, nos põe num só coração.
.
Faz de mim tão pequenino
No teu sonho de menina
Que se entrega a um grande amor
Que só em mim se agigantou...
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Quem somos nós? Essa pergunta tem martelado em minha cabeça em tempos de pandemia.
Somos caracterizados pelo o que fazemos na sociedade; se nos perguntam quem somos, falamos sobre a profissão que nos formamos e exercemos, mas será que isso realmente nos define?
Quando nos formamos em uma faculdade, ou terminamos um processo de aprendizagem,o momento de êxtase é inevitável,pois esse momento vem carregado com o sentimento de esperança, de que um futuro melhor está por vir; contudo surge uma incógnita: temos a preocupação com o nosso futuro,ou isso é apenas um processo de ansiedade, para definirmos as outras pessoas quem realmente somos?
Buscamos sempre a aceitação de outras pessoas,gostamos do status social e do sentimento de nos sentir "visíveis" perante a sociedade; porém é através da busca de "aceitação",que percebemos a nossa falta de identidade; essa foi uma lição que aprendi.
A pandemia nos mostrou que enquanto corremos atrás do que é incerto, esquecemos do que é visível aos nossos olhos todos os dias,que é a morte; ela é um personagem não sazonal,que pode sim,chegar em tempos de festas, aniversários e feriados, mas a especialidade dela sempre foi os dias comuns,pois são esses que não damos a devida atenção.
Ela é uma figura poderosa, que pode se envolver em dias bons,ou impulsionar os dias maus;Quando percebermos o peso que a morte tem,saberemos o real valor da vida,essa é uma lição que aprendi.
Na teoria de Maslow, o psicólogo classifica a sociedade em um esquema de pirâmide,onde sempre iremos almejar o topo,mas através dessa busca insaciável,não damos conta que temos o necessário,que é a base para se viver, como a alimentação, educação e principalmente a saúde.
Por isso sempre me aconselho a viver um dia de cada vez; o futuro? é uma dúvida.
O passado? é uma lição.
Mas o presente é uma dádiva,pois através dele,não conseguimos definir quem seremos,mas conseguimos ver quem realmente somos.
Seria Imaturo demais querer que o mundo acabe, querer que essa voz que existe na minha mente suma, querer parar de sentir minha alma gritar, querer que tudo isso acabe. E seja lá oque vier depois não deve ser tão perturbador como e agora.
Se eu pudesse voltar ao passado, pra alterar minha profissão, deixaria de ser conta(dor) e me tornaria um confeiteiro.
Faria um sonho de manhã, a tarde e outro a noite, iria adoçar sua vida com intuito que pelo menos um, virasse realidade.
Fiz da minha travessia
Um verso que não ria;
Entre soluço e resistência
Guiado pela mão da Inconsciência.
Quando penso na minha infância, pergunto a mim mesmo como consegui sobreviver. É claro que foi uma infância infeliz: se tivesse sido feliz, dificilmente teria valido a pena.
Vida no campo.
Na Selva de minha alma...
O limite é desconhecido...
Mata bruta...
Campos de frutas e arvoredo florido...
Vida no campo...
Minha vida lá foi prometida...
Açudes de peixes...
Lagos e cachoeiras...
Oh prazer...
Não deixei nada na cidadezinha...
Voltar lá...?
Só se for pra comprar sal e farinha...
Não quero reviver...
O que a cidade me deu...
Foi só desprazer...
Sentimento matuto é o meu...
As pessoas no campo são batutas...
Trabalham muito...
É suor que não derramam prantos...
Esta vontade de está no sítio...
As vezes foge até de mim...
Aqui eu planto...
Aqui eu semeio...
Aqui eu cultivo...
Aqui eu colho e como....
Aqui eu pesco...
E em falar tudo isso...
Não sou desonesto...
Acreditei na alvenaria...
Paredes blindadas e gradiadas...
Será mesmo que só assim..?
Poderemos viver em paz...?
Não...!
Minha casa de sapê...
Ou de madeira serrada...
O soalho é avermelhado...
Madeira de lei que peguei lá no serrado...
A árvore foi cortada...
Mas as sementes foram brotadas...
O tempo trará outras..
Enquanto isso...
As galheiras é para a fogueira...
A panela é de barro...
E o quintal tem galinha aos bocados...
Porco no chiqueiro...
Gado no curral e são tudo leiteiros...
Aqui eu me encontro...
Sem precisar me humilhar...
E pedir descontos...
Aos domingos...
Vou na igreja...
E quando volto...
Arreio o meu alazão...
E passeio no grotão...
Armo a arapuca....
Esperando a saracura....
Franguinho do mato para remediar...
E depois eu volto pra cozinhar...
Sou assim....
Sensível com os pássaros na floresta...
A coruja pia e a noite faz sua festa...
Na mistura do barulho...
Faço canção e poesia...
E ouço o gado berrar la no pasto...
E também chia a cutia......
Sou caboclo do mato...
Tenho uma inspiração e é nela que me regalo...
Tudo aqui é verde e amarelo...
O ar é puro é singelo...
O azul caí do céu...
E o vermelho é o sangue de minhas veias...
Uma mistura de cores que não são alcalinas...
Minha parceira é gente fina...
Minha flor nega menina...
Lava roupa no Ribeirão....
E estende debaixo da mangueira...
Cascavilhei esse tema...
Porquê sou apaixonado pela Natureza...
Não chamem isso de poesia....
Chamem de iguaria...
Na pradaria do lajeado que piso...
Falo e repito...
Não há nada que possa...
Substituir tudo isso....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
