História
História Perdida -
Tantas voltas dá a Vida,
tantas Vidas dão a volta,
nossa História está perdida
como um filho que se aborta.
Esperei por ti todas as horas
sem saber onde procurar,
mais triste que as demoras
é não saber onde t'encontrar!
Talvez te encontre pela Vida,
minh'Alma, meu amante,
minha calma fugidia ...
Resta em mim a solidão,
vazio-de-ti, memória-errante
que me escorre do Coração ...
História dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora*
Segundo o escritor Padre Demerval Alves Botelho, escvendo a história dos missionários sacramentinos de Nossa Senhora, todo povo, toda instituição, toda família tem a sua história, tecida de fatos e tradições. enriquecida pelo seu patrimônio cultural, afetivo e mesmo espiritual. Esses valores é que constituem aquela mística forte que leva à união, à luta, à conquista, ao trabalho.
O povo , como a família e uma instituição, que não tem história ou a des-
conhece, acaba perdendo sua memória, suas raízes, suas tradições e, consequentemente, a mística. Deixando desaparecer esses suportes, desaparecem, juntamente suas características próprias, sua identidade e a unidade, e caminha a esmo ou perde a direção da caminhada e se desintegra.
Com essa perda, lá se vai o amor à terra, como berço e herança que lhe legarem os seus antepassados. Povo, sem esses predicados, é povo que não vibra, que não se orgulha de sua gente, que vê esvair-se o sentido de ser povo e se esfacela. Pe Demerval Alves Botelho SDN
Assim será a sua "HISTÓRIA"
Nas mãos de Deus a sua história
Ela não tem ponto final, tem vírgulas!
Pois quando o desânimo e as frustrações chegarem, ouvir vozes que não diz a seu respeito ou pensar em desistir...
vire a página e lá estará escrito:
- Não pare, prossiga, Eu renovo suas forças!
Se caiu, levante! Sou eu que te sustento!
Não tenha medo, pois Eu estou Contigo!
Confie Naquele que escreve seus dias! salmos :139
E, sobre a campa, na alva lápide marmórea,
uma história inteira em frase resumida:
tinha alma, coração e olhos de poeta.
Se bem viveu? A ela bastou sonhar a vida.
Para os que ainda não se deram conta: o Apocalipse é uma história de terror onde todos morrem no final.
É a minha história, que, em alguns momentos, se cruza com outras, formando apenas o capítulo na história de outro alguém, e não importa se esse capítulo seja extenso ou curto, mas quero que seja único, verdadeiro e especial, e para isso, a cada frase que eu viver sou o verbo, sigo no meu tempo, e vou com toda a minha (c)alma.
O que os livros de história nos contaram, gerações a fio, sobre os índios?
Para um texto bem resumido, trago uma reflexão em dois aspectos.
Dentro do olhar capitalista, que os índios são preguiçosos, não gostam de trabalhar. Dormem o dia inteiro e tem uma vida sem responsabilidades.
Dentro do olhar religioso, um povo pagão, que não conhecia a Deus e não rezava a doutrina católica. E precisava ser catequizado.
Isso ainda perdura pelo Brasil afora.
Reforçado ainda mais por falas excludentes e escrotas a que ouvimos nos últimos tempos.
Mas, quem são os índios?
Debruçar-se sobre eles é debruçar-se sobre o aprendizado da contemplação e do respeito à natureza em todas as suas formas e manifestações.
Onde os índios colocaram os pés, vemos o uso da terra com responsabilidade porque sabem que todo contexto natureza tem interligações de seres em equilíbrio.
A contaminação se dá quando os povos que por aqui atracaram, carregados de seus apetrechos consumistas, diminuíram os povos que aqui já estavam numa referência de posses, considerando os índios como primitivos, de valores insignificantes.
O que vemos, hoje, é a continua tentativa de diminuição da cultura, dos conhecimentos práticos e da religiosidade concreta desses povos pelos direitos à terra e à vida que lhes foi roubada.
Os índios sabem que a vida tem uma curta duração e que não adianta acumular bens e riquezas, porque tudo fica aqui quando partem.
E que é mais rico quem faz a passagem integrado numa mística de reencontro com a divindade que tudo criou e confiou, à criatura, a responsabilidade de cuidar e proteger.
Os índios preservam a natureza.
O homem branco,
e branco no sentido de pensamento e não cor de pele, ganancioso que é,
destrói tudo por onde passa.
É isso!
Se tem uma história que não gostou comigo, diz de uma vez, não fica colocando indiretas do que você "acha" que eu sou. Coragem, fala tudo e mais um pouco. Pra isso eu garanto, posso ouvir ou posso te colocar no chão para nunca mais se levantar. A vida é uma questão de escolhas, e se escolheu indiretas para me atacar, escolheu errado, pois cada versão sempre tem três lados: a de um, a de outro e a verdade. Eu fico com a última, não tenho versões, tenho fatos. Se enxerga, se é que pela idade ainda consegue fazer isso.
Ridicularizar a mulher é o modo que o machismo tem de invisibiliza-la na história.
Maria Madalena, que seria uma personagem incrível foi reduzida a pecadora. De lá pra cá, eles querem reduzir toda mulher empoderada à uma Madalena arrependida.
TRANSITORIEDADE
O VALOR DA RARIDADE DO TEMPO
Essa história nos faz refletir sobre a finitude das coisas... Uma flor que dura só por uma noite não perde a sua raridade por ser finita. Assim também é a sua vida, seus vínculos afetivos e seus sentimentos.
A história recorda apenas as pessoas intensas, extraordinárias, impactantes, incomuns. O normal está disponível em grande quantidade, sendo rapidamente esquecido.
Chegamos a esse ponto da nossa história sobre liberdade e cultura. Chegamos ao auge da hipocrisia, onde a massa patriota defende os valores de uma democracia unilateral. Sem embasamento seu hino, repleto de injúrias, desrespeita as verdadeiras lutas já vencidas pela nação, algumas delas com dor e sangue. Soldadinhos de cera marchando em direção ao fogo, que indubitavelmente consideram pura luz. Eles levantam uma bandeira verde e amarela, parecida com a nossa, mas seu brandir dissimina desordem e clama por retrocesso. Será esse o nosso legado? Ser uma nação homogênea? Uma sociedade esquecida da sua honra? Um povo que assola os caminhos que deveria semear? Flagelos, sentinelas, abram os olhos antes que percam a própria terra.
