Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Não espere encontrar em mim um exemplo pra você (deixei de ser isso há um tempo).
Mas não vá achando que vou olhar para você e encontrar um exemplo pra mim.
Meu exemplo já morreu à muito tempo.
E meu vigor de fazer oque parece correto, já não é o mesmo...
Não há importância significativa se teus olhos não aprovam o que vêem.
O real e denso fundamento estão diante de meu espelho.
Se me desejas, me tome.
Se me queres faça jus a sua fome.
Não há meios termos.
Não há mais tempo para se esperar para viver.
Quero tudo e agora.
"Somos prisioneiros de nós mesmos, não adestramos nosso tempo, dia após dia há um furto letal de instantes, segundos, minutos e deste jeito, levando uma vida regrada de constantes desagrados, uma virtualidade que de tão presente, torna o nosso presente um fluido futuro de um passado completamente já esquecido".
"Não há juiz mais implacável, mais inflexível, mais intransigente e impiedoso comigo do que a minha consciência e, por isso, não preciso de um estranho para julgar meu comportamento..."
Jamais queira saber, se pra mim, você é a melhor. Não há comparação, pois para mim, você é a única.
Há quem chame de vício.
Eu chamo de fuga.
Fuga de si, dos abismos internos que não tiveram coragem de atravessar.
Vícios não são só substâncias — são pactos silenciosos com a autossabotagem, com personagens frágeis que fingem força, com sombras que cresceram demais porque receberam atenção demais.
Eu sei o que é isso.
Eu já estive ali: no precipício da compulsão, no limite entre o alívio momentâneo e a destruição silenciosa.
Mas um dia — e esse dia sempre chega para quem decide — eu olhei no espelho e entendi: ninguém virá me salvar.
Ou eu me levanto, ou viro pó.
Troquei minha compulsão pela escrita.
Pelas palavras que curam, pelas ideias que constroem, pelo trabalho que transforma.
Troquei o vazio pelo propósito.
E entendi, com a brutalidade da vida vivida, que ninguém me deve nada.
Quem me ama, fica.
Quem escolhe partir, que vá em paz.
Eu não imploro, não suplico, não me diminuo.
Aprendi que o outro só pode me ferir uma vez.
Depois disso, se continuo sangrando, o punhal já é meu.
Quem se agarra ao passado arrasta correntes.
Quem se liberta, voa.
E eu escolhi voar.
Deixo as pessoas livres para serem quem quiserem ser — mesmo que isso signifique escolherem não ser comigo.
Porque o amor verdadeiro não suplica: oferece.
E se não for recebido, segue inteiro.
No fim, quem mais precisa do meu amor sou eu mesma.
E esse amor, hoje, é inegociável.
Não carrego mais monstros — só cicatrizes que me lembram do quanto fui forte.
A vida não é sobre vencer todos os medos, mas sobre não deixar que eles decidam quem você vai ser.
E eu decidi:
Vou ser farol.
Não âncora.
Ilumino.
Mas não prendo.
Diane Leite
No amor não há sabedoria
No amor não há o acaso
No amor não há sobriedade
No amor não há tempo
No amor não há opções
No amor não há justificativa
No amor não há palavras...
... palavras... nenhuma palavra...
No amor há e em abundância...
... a entrega!
Não há um princípio de caminhada sem o primeiro passo, procrastinar tal ação é abster-se do caminho.
Não sou o melhor em tudo.
Não sou especialista em todos os aspectos.
Saiba que há pessoas com idéias melhores que as minhas em determinados assuntos.
