Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Desde que entrei na idade núbil, há sempre uma pergunta que me torna difícil de responder, Qual é o papel de uma mulher para a vida de um homem e qual é o papel de um homem para a vida de uma mulher? Furucuto,2024
Um adolescente encontra um novo caminho, e um sonho para se apegar,
Mas há sempre uma estrada direcionada para a hipocrisia, um caminho real que não se pode mais desviar.
DICOTOMIA
Autor: Marco Arawak
Há uma fronteira quase invisível entre aquilo que desejamos e aquilo que somos capazes de suportar. É ali que o amor começa a nos dividir.
De longe, parece simples. Gostar, querer, aproximar-se, sentir falta. Uma pequena gramática de presenças e ausências. Mas basta atravessar a superfície para descobrir que, por baixo do gesto mais banal, existe quase sempre uma pergunta que não sabemos responder.
Queremos companhia, mas também espaço. Queremos atenção, mas tememos a vigilância. Pedimos sinceridade e, quando ela chega sem delicadeza, desejamos que certas verdades permanecessem intocadas.
Queremos ser procurados, mas nem sempre queremos ser encontrados.
É assim que o contraditório se instala, primeiro nas pequenas coisas, depois em tudo.
Dizemos que queremos alguém que nos conheça profundamente, mas tememos ser conhecidos por inteiro. Desejamos transparência, embora preservemos dentro de nós regiões que nem sequer sabemos explicar. Procuramos segurança e, quando a encontramos, às vezes sentimos falta daquilo que nos fazia tremer.
O raso não é o oposto do profundo. É apenas aquilo que ainda não foi atravessado.
Por trás de um simples “fica” pode existir o medo de ser deixado. Por trás de um “preciso de espaço”, a necessidade de não desaparecer dentro de alguém. Por trás de um silêncio pode haver indiferença, medo, cansaço ou uma verdade que ainda não encontrou linguagem.
O amor promete encontro, mas devolve cada um à própria solidão.
Quanto mais nos aproximamos, mais percebemos a distância que permanece. Ninguém atravessa inteiramente o território de ninguém. Há sempre uma região inviolável, um lugar onde continuamos estrangeiros até para aqueles que mais amamos.
E talvez seja justamente isso que nos assuste.
Queremos ser compreendidos sem sermos completamente decifrados. Queremos pertencer sem deixar de existir por conta própria. Procuramos no outro uma morada, embora saibamos que nenhuma morada pode substituir aquilo que somos.
Queremos permanência, mas somos feitos de mudança.
Queremos certezas, mas muitas vezes é o imprevisível que nos desperta.
Queremos liberdade dentro do vínculo e vínculo dentro da liberdade.
Queremos que o outro permaneça, mas não queremos permanecer os mesmos.
E talvez nenhuma dessas contradições seja um erro.
Talvez sejam apenas sinais de que amar não é possuir uma resposta, mas sustentar perguntas que não cabem numa resposta.
Entregar-se é uma forma estranha de coragem. Não porque elimine o medo, mas porque decide não obedecer inteiramente a ele.
A razão calcula o risco.
O desejo ignora a conta.
E, entre os dois, existimos nós.
A razão não é inimiga do sentimento. É a consciência do preço. Sabe que toda entrega modifica quem entrega, que todo vínculo abre possibilidades de perda e que aquilo que nos transforma também pode nos desorganizar.
Ainda assim, avançamos.
Às vezes queremos alguém que nos liberte da solidão, mas tememos torná-lo indispensável. Queremos intensidade, mas recuamos diante do excesso. Pedimos profundidade e, quando ela finalmente nos alcança, descobrimos que ser visto é também perder alguns esconderijos.
Na superfície, queremos o abraço.
No fundo, queremos ser reconhecidos.
Na superfície, queremos companhia.
No fundo, queremos que alguém compreenda a nossa solidão sem tentar ocupá-la.
Na superfície, queremos alguém que fique.
No fundo, queremos continuar sendo nós mesmos enquanto esse alguém permanece.
É nessa passagem do raso ao profundo que a dicotomia deixa de ser contradição e se revela condição.
Não está entre o amor e o medo.
Está no próprio amor.
Porque amamos justamente aquilo que pode nos atingir. Abrimos a porta sabendo que o mesmo gesto que permite a entrada também torna possível a ferida.
Queremos o outro porque somos incompletos, mas precisamos permanecer inteiros para que o encontro não se transforme em desaparecimento.
Vivemos entre forças que não se anulam: permanecer e partir, aproximar-se e preservar-se, entregar-se e guardar-se, ser dois sem deixar de ser um.
Essa é a verdadeira dicotomia.
Não escolher entre extremos, mas descobrir que ambos podem ser verdadeiros ao mesmo tempo.
Toda escolha carrega aquilo que recusamos. Toda aproximação conserva alguma distância. Toda entrega guarda, em algum lugar, a possibilidade da retirada.
Talvez amadurecer seja abandonar a necessidade de resolver aquilo que a própria existência insiste em manter aberto.
Há conflitos que não pedem solução.
Pedem consciência.
O amor talvez seja isso: não abolir a distância, mas aprender a habitá-la. Não esperar que o outro nos complete, mas reconhecer que ninguém nos completa e, ainda assim, escolher compartilhar a incompletude.
Dois seres inteiros aproximando-se sem a pretensão de se tornarem um.
Duas solidões que se reconhecem.
Não para se possuir.
Não para se salvar.
Mas para testemunhar, ainda que por um instante, aquilo que existe de mais inacessível em cada um.
Porque intimidade não é atravessar completamente o outro.
É chegar suficientemente perto sem destruir o mistério.
Amar é permanecer diante desse mistério sem exigir que ele deixe de ser mistério.
É querer ficar e saber partir.
É entregar-se sem desaparecer.
É pertencer sem possuir.
É aproximar-se sem destruir a distância que torna possível o encontro.
Talvez essa seja a única eternidade possível entre seres finitos: não vencer o tempo, não impedir a perda, não garantir o amanhã, mas fazer com que duas existências se reconheçam profundamente sem jamais poderem possuir-se por inteiro.
E talvez seja aí que o amor deixe de ser promessa e se torne verdade.
Quando já não precisamos vencer a dicotomia para permanecer.
Quando compreendemos que a contradição não é a falha do amor.
É a sua forma mais humana de existir.
Porque somos assim também: rasos naquilo que dizemos, profundos naquilo que calamos; contraditórios no que desejamos, lúcidos apenas depois de sentir.
No fim, talvez amar não seja encontrar uma resposta.
Talvez seja ter coragem de permanecer inteiro diante da pergunta: Será?
POETA, SERÁ?
(...)
Se a rotina fez uma pausa,
se algum tempo há de sobra...
Poeta? Sim! Por que não tentar?
Sair da zona de conforto,
sempre é tempo de recomeçar.
Se a vida te convidar, não hesite.
Tome posse! Não deixe a chance passar.
Valéria R. F. Leão
Todo limite é uma experiência que se formula na relação com o outro. Entre mim e o outro há sempre um espaço imponderável. Neste vazio entre eu e tu, a melhor coisa a ser colocada é o respeito. Se o limite é a experiência que permite saber até onde se pode chegar e, com sorte, a protetora dor de saber aonde não se deve ir, o respeito é a única de todas as experiências que não pode ter limite.
Linda como uma flor
Tu és a mais bela e perfumada flor,
Que há muito tempo cultivo em meu jardim,
Com todo e especial carinho e amor,
Para que jamais se afaste de mim.
Seu rosto bonito e a pele sedosa,
Deixa-me muitíssimo encantado,
És muito linda e muito carinhosa,
Com essa cor morena de tom apaixonado.
Nunca imaginei que acontecessem,
Fato cruel que me maltratasse tanto assim,
Onde muitas das flores murcharam,
E por muito pouco perdia meu jardim.
Buscando ajudar aquela que sobrevive,
Mesmo estando muito maltratada,
Mas por ela muito carinho sempre tive,
Tenho a certeza que será recuperada.
Pretendo começar tudo e ver renascer,
Plantando rosa e jasmim,
Jamais quero ver morrer,
A mais linda flor do meu jardim.
Du’Art 04 / 04 / 2014
Há duas coisas que afastam o homem de Deus e uma que afasta Deus do homem: a mentira, o rancor e a idolatria.
Há duas coisas das quais o homem deveria ter vergonha e uma da qual ele deveria ficar longe: do fingimento, da inveja e da mulher adúltera.
Há duas coisas das quais o homem deve se envergonhar — o fingimento e a inveja — e uma da qual deve se afastar: a mulher adúltera.
Há uma coisa que aprisiona
a mente em relacionamentos
que Deus reprova:
E há duas que transformam
o homem em alcoólico social:
A música popular brasileira.
O samba e o pancadão.
#ReflexãoCristã #FujaDisso
O teu universo é muito desafiante,
assim, facilmente interessa,
há uma atmosfera de inquietação
que te envolve, razão e amor estão
em constante confronto,
em raros momentos ficam em trégua,
por outro lado, a tua mente é muito falante, quase nunca sossega
devido a aglomeração de próprias cobranças, de pensamentos
incessantes sobre vários assuntos
ao mesmo tempo,
além do mais, existe uma paixão ardente, uma evidente gratidão,
um amor grandioso e uma felicidade que se percebe que fluem por todo
o teu corpo, esquenta a tua pele, teus sentimentos,
irradia a tua beleza, acende semblantes
semelhante a uma arte acalorada, expressiva, preciosa, que inspira,
assim, és uma mulher instigante,
que possui transparência e enigma
no seu íntimo, nas suas atitudes,
onde nem tudo é o que parece, aparências que confundem,
portanto, conhecer-te não é nada monótono, pelo contrário, é uma viagem emocionante que está longe
de ser desagradável.
Há uma sonoridade impetuosa
e bastente envolvente ,
oriunda da impulsividade do teu coração e da inquietação da tua mente
num fluxo de um pensar incessante
e de uma constante emoção,
assim, és uma mulher fascinante
que com maestria atrai atenção.
Há uma sagacidade no teu olhar,
lindos são os contornos da tua face,
o teu íntimo é sublime,
possui um amor ardente,
consegues expressá-lo no teu jeito
de ser, na veemência do teu sentir,
tanto alegria quanto sofrimento,
és uma mulher que faz mais
do que existir,
o teu espírito é como um pássaro livre que costuma voar pela tanquilidade
da noite
conduzido pelos bons ventos,
assim, o teu tempo é muito precioso
pra ser desperdiçado com algo
que não te faz feliz, que não é recíproco,
deve ser usado com cuidado,
senão, amar não será verídico.
A tua singularidade é inquietante,
há uma profundez no teu olhar,
discreto e ao mesmo tempo audacioso,
teus traços são elegantes,
é provável que haja no teu âmago
um ardor abundante que reflete
na tua maneira de sentir,
na expressividade da tua mente,
no jeito de agir,
assim, és uma mulher atraente
que faz minha inspiração fluir.
A magnitude do teu ser é tão notável
quanto um aglomerado de estrelas,
há uma linda galáxia através dos teus olhos, uma veemência na tua alma,
e um amor cósmico, sendo assim,
uma mulher bela de muitas camadas.
Estar na tua atmosfera é algo esplêndido
que deixa emocionante a jornada.
Há uma complexidade presente
que vai muito além da nossa limitada compreensão, que por mais cheguemos ao máximo de entendimento a respeito, conseguiremos somente uma pequena parcela de um complexo de muitos fragmentos, pois não saberemos ao certo por qual razão acontece, isso resulta numa busca incansável por conhecimento e aceitação, onde nem todas as respostas serão alcançadas, talvez, uma das formas que Deus usa para não ficarmos acomodados e para lembrarmos de que muitas coisas estão fora do nosso campo de atuação, pois somos limitados, mas sem esquecermos de que nenhum esforço será em vão se trouxer algum aprendizado.
Iluminas facilmente com a tua existência,
és uma mulher muito notável,
há resplandecência na lucidez dos teus olhos,
percebo um fulgor ardente vindo dos teus sentimentos,
a complacência do teu riso luminoso
irradia simples e preciosos momentos,
até os pesadelos perdem o espaço
e os sonhos tornam-se mais presentes,
portanto, o meu viver está mais iluminado por estares presente
com este teu jeito tão admirável.
