Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Minha vida é igual
A uma folha de papel
Voando ao vento
Há momentos
Que chega bem perto do Céu
E outros
Em que é varrida
de outras vidas
Qual fosse uma folha morta
Que caiu da casa vizinha
Minha alma
É como uma pena de ave
E flutua suave
Chegando pertinho da Lua
Aquela Lua bonita
Que enfeita e ilumina
As noites quentes e tranquilas
Aquelas noites que parece
Terem existido só na infância
Folha ou Pluma
Vida ou Alma
Pouca gente se importa
Com sua importância
Hoje em dia
Ninguém mais tem tempo
Pra olhar estrelas,
Atentar para o brilho da Lua,
Pensar nas coisas do Céu
Ou algo assim.
Enfim
Vou seguindo sozinho
Livre e feliz
Contente com as coisas que fiz
Satisfeito
Com o jeito que eu as quis
Tenho a Paz de consciência
E sou uma daquelas pessoas
Que olha as Estrelas
Escreve Poemas pra Lua
Enxerga as coisa boas
Que há no mundo
Tomara que a minha alma
Flutuando
Passe um dia pela sua.
Há silêncios
Que são preces verdadeiras
Mas que devem ser apenas
Uma breve comunhão
Conosco mesmos
Um leve abalo sísmico
Ridículo de pequeno
E minúsculo de breve
Que sejamos simples
Em silêncio
Juntos
Não passamos de pergunta
Difícil de ser respondida
Perdidos num pequeno espaço
Assentados numa rocha
Olhando estrelas
Em silêncio no Universo
Sua graça
Seus quasares
Nebulosas
Pilares de fumaça
Nós, seres efêmeros
Vivo estardalhaço
À Lua, prantos
Silvos
Uivos
Enquanto a caravana passa.
Edson Ricardo Paiva.
Há momentos
Que valem uma vida
Como andar na chuva
Olhar pra cima e perceber
Um raio de Sol que a invadiu
Chove dentro de você
É preciso uma miragem
Uma fagulha frágil
Um sonho em forma de mensagem
Num milagre, a lucidez
Era preciso uma visão
Que talvez não te venha jamais
Não dessa forma sucinta
Veja, chove no papel
E o presente é uma tinta que o borra mais
É querer ouvir a própria mente
Enquanto a mente, propriamente, não se cala
Há momentos
Que podem valer uma vida
Um pensamento que te aguarda há muito
Paciente, lá no fundo do quintal
Até que a mente se aquiete
E pense até ser ouvida
Por enquanto é tudo que lhe resta
No entanto
Esse momento vale uma vida.
Edson Ricardo Paiva.
Por trás dos meus olhos cristalizado há uma esplêndida luz que carrega uma visão profunda do mundo, e um filtrador de sombras a dissipar toda forma de trevas que permei ao meu redor, por trás do peito um coração humano demais que pusa ritmicamente ao ponto de arremessar qualquer ato desumano a ano-luz de mim. No corpo escondo a sete chaves à alma de um anjo por uma busca incansável por sentidos e propósitos. Infelizmente por onde andei alguns não me compreenderam, e EU nunca compreenderei determinadas atitudes de alguns. Sei que alguns querem cortar minhas asas e, até mesmo me prender em gaiola, outras querem me barrar, muitas que eu desapareça, e EU continuo seguindo minha caminhada não como às ondas limitada de um mar, mas como as correntes d'água de um rio que não aceita obstáculos
ESTOICISMO - VIGILÂNCIA INTERIOR NA MARCHA DA VIDA.
Há uma dignidade silenciosa naquele que sabe esperar. Esperar não por fraqueza, mas por ética. Esperar não por medo, mas por consciência. Contudo, a vida não caminha no mesmo compasso da cortesia humana. Ela avança. Galopa. Ultrapassa. Não porque desconsidere, mas porque exige atenção. Quem vive precisa estar desperto. Quem deseja permanecer íntegro precisa estar vigilante.
O que almejas não repousa no que ficou. O passado não é morada, é alicerce. Respeita-se. Honra-se. Aprende-se com ele. Mas não se habita ali. O que verdadeiramente te aguarda encontra-se no que ainda não se revelou. No que pode vir. No que exige maturidade crescente e uma consciência cada vez mais lapidada. A sabedoria não se oferece pronta. Ela se constrói na marcha, no tropeço contido, no passo firme retomado.
A vida não é egoísta. Ela é exigente. Cobra presença. Cobra coragem sem covardia. Cobra que não terceirizes a vigília da própria alma. Ninguém guarda teus passos. Ninguém sustenta teu fôlego quando a solidão se impõe. E é justamente nesse desamparo aparente que se forma o caráter. É aí que a existência te molda para um dom supremo que ainda não compreendes por inteiro, mas que já se move em tua direção.
Descansar é permitido. Parar definitivamente não. O repouso deve ser consciente, jamais distraído. Mesmo quando o corpo pede pausa, o espírito deve permanecer atento. Não para temer, mas para reconhecer o instante certo de seguir. A caminhada é solitária, sim, mas não é vazia. Ela é plena de sentido para quem não se entrega à lamentação.
Não lastimes o que passou. Respeita-o. Não te angusties excessivamente pelo que virá. Espera-o com esperança lúcida. Sê grato antes do resultado, pois a gratidão é sinal de quem compreendeu que o processo é tão valioso quanto o desfecho. Tudo aguarda aquele que não abandona o próprio passo. Absolutamente tudo se inclina diante de quem segue adiante com coragem, sobriedade e vigilância interior.
Há uma confusão de uma coisa com a outra;
Uma coisa é você receber de Deus a GLÓRIA e a outra é você querer do mundo a FAMA!
"Há um clamor na terra,de uma grande voz"
Deus ordenou socorrer
pobres, miseráveis, necessitados e os marginalizados.
O Hoje é invariavelmente o fruto de uma semente lançada há pelo menos cinco anos. O diferente disso é exceção e não a regra. Plante certo e tenha paciência, pois a árvore crescerá e na estação correta haverá flores e frutos.
Há uma necessidade instintiva por soberanos, zigurates, torres, castelos e pirâmides, fruto, de um lado, da sede por explicar angústias, e do outro, da vaidade em poder suprir essa sede.
No intricado labirinto do meu ser, há uma teia de caminhos que se entrelaçam como anastomoses, conectando os fragmentos da minha alma. E no centro desse emaranhado, encontro-te, minha alma gêmea, o ponto de convergência onde nossos destinos se fundem em um só. Como artesãos do destino, nossos corações se uniram em uma anastomosis perfeita, onde cada batida ecoa em sincronia, cada suspiro é compartilhado e cada sorriso encontra seu reflexo no outro. Somos a manifestação de uma conexão transcendental, onde o amor flui livremente como o sangue em nossas veias, nutrindo nossa essência e fortalecendo o laço indissolúvel que une nossas almas. Em ti, encontrei não apenas minha outra metade, mas a fonte inesgotável de inspiração, a razão pela qual cada dia é uma jornada de descoberta e crescimento. E assim, nessa dança eterna de almas entrelaçadas, celebramos a anastomosis do meu coração, onde o amor floresce em sua forma mais pura e sublime.
O que há de mais belo em uma mulher curada? O modo como ela se levanta, se reinventa e caminha com confiança, sem medo de ser quem realmente é em Cristo.
Dizem que somos um só corpo,
Um só povo, uma só luz,
Mas por que entre nós há trevas,
Se seguimos a mesma cruz?
Mesmo que a noite esteja longa,
E o frio toque a alma em silêncio,
Ainda há uma canção guardada
No lugar onde habita o
Espírito Santo.
Há uma fé que voa com o vento,
Que vive só do sentimento.
É chama que arde só na emoção,
Mas logo se apaga sem convicção.
Máscaras do apresentável
Há sempre uma oportunidade, um convite à observância do nosso homem interior, pois se o deixarmos ao tempo, o tempo o tornará estranho até mesmo para nós.
Quem não molda seu interior acaba se acostumando às máscaras do apresentável, passando a viver em uma constante emulação do subjetivo, ou seja, uma intimidade oportunista e concomitantemente contraditória.
