Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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William Contraponto e a Maçonaria: uma proximidade possível sem iniciação


Há uma diferença importante entre pertencer à Maçonaria e dialogar com o universo de ideias, símbolos e tradições associado a ela. No caso de William Contraponto, não há, nas informações públicas disponíveis, comprovação de que tenha sido iniciado maçom. Isso, entretanto, não significa que uma aproximação intelectual ou cultural com esse universo seja impossível.


William Contraponto construiu sua trajetória a partir da literatura, da reflexão crítica, da filosofia e do questionamento das estruturas estabelecidas. Seu pensamento não parece se organizar a partir de uma instituição iniciática específica, mas de uma disposição permanente para investigar aquilo que está por trás das aparências.


Nesse sentido, uma eventual relação com a Maçonaria poderia ocorrer fora da condição de iniciado. Um escritor pode conhecer maçons, frequentar ambientes nos quais ideias maçônicas sejam discutidas, estudar sua simbologia ou simplesmente encontrar pontos de contato entre determinadas concepções humanistas e sua própria visão de mundo.


Isso seria especialmente interessante no caso de Contraponto porque sua obra apresenta uma preocupação recorrente com temas como liberdade, responsabilidade, consciência, ética, conhecimento e emancipação do indivíduo. Esses temas não pertencem exclusivamente à Maçonaria — são igualmente encontrados na filosofia, no humanismo, no iluminismo e em diversas tradições intelectuais —, mas podem estabelecer diálogos com alguns aspectos da tradição maçônica.


Há ainda uma questão simbólica. O próprio conceito de “contraponto” sugere uma maneira de pensar baseada na oposição, no confronto de perspectivas e na recusa de aceitar uma única resposta como definitiva. Uma eventual aproximação com uma tradição iniciática poderia, portanto, ser compreendida menos como submissão a um sistema fechado e mais como investigação de seus símbolos e significados.


Isso não transforma William Contraponto em maçom.


E essa distinção é fundamental.


Ser maçom pressupõe uma condição institucional e iniciática específica. Ter interesse pela Maçonaria, dialogar com seus membros, estudar seus símbolos ou reconhecer determinados valores em sua tradição é outra coisa.


Assim, a caracterização mais prudente seria a de um intelectual que poderia manter uma relação externa, cultural ou reflexiva com o universo maçônico, sem que isso implique iniciação ou pertencimento formal.


Essa possibilidade também combina com uma característica essencial de Contraponto: sua tendência a atravessar fronteiras intelectuais sem necessariamente aceitar os rótulos que essas fronteiras oferecem.


Talvez seja justamente aí que esteja o ponto mais interessante.


William Contraponto poderia olhar para a Maçonaria sem necessariamente tornar-se maçom; poderia estudar o símbolo sem submeter-se ao rito; poderia conversar com o iniciado sem desejar a iniciação.


Porque, para alguém cuja obra se constrói sobre o ato de questionar, o conhecimento não precisa necessariamente terminar em pertencimento.


Pode terminar — simplesmente — em outra pergunta.

"A melhor e a pior desculpa são uma só: falta de tempo. Se há tempo como pode haver falta? O que existe é falta de prioridade, desorganização na agenda, mentira ou tudo isso, junto!"
Frase Minha 0015, Criada no Ano 2006

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Se há pergunta que jamais deve ser feita é por que uma mulher engravidou. Ora, por que mulheres engravidam? Que coisa..."
Frase Minha 0526, Criada no Ano 2011


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Só há uma coisa mais forte do que o meu medo de certas pessoas: é a vontade de enfrentar essas pessoas."
Texto Meu 0988, Criado em 2020

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
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thudocomh.blogspot.com

"Há uma semana do Ano Novo e Minha Parentaia já está chegando. Eu permito, porque gosto de Parentaia e gosto da Celebração do Ano Novo!"


Texto Meu 1184
🧑‍🤝‍🧑🙋🧑‍🍼

"Uma das dificuldades de se chegar às 3 Mais Belas Músicas Brasileiras é que há milhões de Belas Músicas Brasileiras. A outra razão é que você, certamente, deixará de fora muitas delas porque a exigencia é que sejam somente 3. Mas eu consegui. Elegi Minhas Mais Belas Músicas Brasileiras (no momento) e conforme me pediu aquela Jornalista!"


TextoMeu 1235
🎚️🪇

"Há duas noites, por exemplo, sonhei que eu e Tom Jobim 'estávamos' compondo uma das geniais criações dele. 'Estávamos' compondo, pois ele me convidou para a coautoria. Sonhei, Uai!"
TextoMeu 1337

0015 "A melhor e a pior desculpa são uma só: falta de tempo. Se há tempo como pode haver falta? O que existe é falta de prioridade, desorganização na agenda, mentira ou tudo isso, junto!"

0038 " 'Com um limão' há quem diga 'que faz uma limonada', o que é óbvio. Mas, se o interese é por uma laranjada, só mesmo 'milagre' ou alguém sem conversa fiada!"

2349 📜 "Verdade só existe uma, sei e divulgo. Mas... Há momentos em que tenho certeza de que Certas Verdades são mais Verdades do que Outras 'Verdades'!"

0988 📜 "Só há uma coisa mais forte do que o meu medo de certas pessoas: é a vontade de enfrentar essas pessoas."

2705 📜 A Filha de uma das Minhas Vizinhas (de Baixo) e que é Jornalista graduada há pouco, escolheu-me como uma das Fontes dela, não sei porquê!
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Ela vivia me perguntando quem seria o Campeão da Copa 2026 ou que irá acontecer com o Irã ou quem eu acho que vai vencer a próxima Eleição Presidencial e coisas assim. Ora, não tenho a menor ideia. Por que Eu saberia? HeuHein!

2837 📜 Tenho 'apenas' Uma Conta aqui. Eu já disse, sei bem. Estou 'apenas' repetindo. 'Há penas'!

Setembro (crônica)


"Olho pela janela e vejo passar mais alguns dias simples. Há uma paz morna no ar, um acalento que só pertence às coisas que consigo enxergar quando o coração está grato e o espírito finalmente descansou. Por dentro, os sonhos ainda pulsam com a mesma força de antes, mas o caminhar agora é solitário. Não sigo triste, tampouco abatido; sinto apenas uma perplexidade silenciosa, um estado pensativo de quem assistiu ao tempo correr rápido demais. Muitos anos se foram.


É engraçado como a mente viaja. Hoje é setembro, mas as minhas lembranças insistem em voltar para janeiro. Penso naquele céu em festa, no frescor da noite e nos corpos a descansar sobre a areia, celebrando uma ilusão de eternidade em luzes. Hoje tudo é diferente. O cenário mudou, as pessoas mudaram, e eu acabei ficando exatamente onde estava - no lugar de onde, talvez, nunca devesse ter saído.


Nessa jornada, a vida me ensinou do jeito mais duro que as pessoas esquecem. Descobri que há quem nos fira com precisão, mesmo sendo capazes de distribuir sorrisos largos e fáceis para estranhos e desconhecidos numa viela qualquer. A hipocrisia dos afetos rasos já não me surpreende.


Agora, o horizonte me oferece mais algumas luas, mais algumas noites e mais alguns céus. Não há estrelas em festa desta vez, ou corpos com olhares voltados as luzes multicoloridas, o firmamento está quieto. Mesmo assim, encontro motivos para comemorar algo que pouquíssimos se permitirão vivenciar ao longo de suas passagens por este mundo: uma liberdade verdadeira. Uma independência da alma que nada nem ninguém pode roubar, quebrada apenas, de vez em quando, pelas memórias barulhentas do fim de dezembro e do início de janeiro. Mas o inverno já se foi. O silêncio me acolhe, e o setembro também há de passar quieto e bonito."


Marcelo HB

Há uma parte de mim que quer atravessar a distância entre nós.
E há outra que permanece em silêncio,
não por falta de vontade,
mas por medo de descobrir, no caminho,
que algumas distâncias existem para nos proteger.⁠

Com tanto humano latindo, muito em breve, dialogar será privilégio dos cães.




Há uma medonha cacofonia tomando conta do mundo.




Fala-se muito — mas ouve-se quase nada.




As palavras, outrora pontes entre consciências, hoje se erguem como muros de pura vaidade.




Infelizmente, o verbo já está perdendo o dom de unir.




Transformando-se em arma, em ruído, em reflexo de uma humanidade que insiste em confundir — por maldade, descuido ou capricho — tom e volume com a razão.




Cada um late a própria certeza, a própria verdade,
defendendo-a como quem protege um osso invisível.




Nos palcos digitais, nas praças e nas conversas de esquina,
o diálogo virou duelo,
a escuta, fraqueza,
e o silêncio — que quase sempre foi sabedoria —
agora é interpretado como rendição.




Latimos para provar que existimos,
mas quanto mais alto gritamos,
menos presença há em nossas vozes.




Perdemos o dom de conversar
porque deixamos de querer compreender.




Estamos quase sempre empenhados em ouvir só para responder.




Talvez, por ironia divina,
os cães — que nunca precisaram de palavras —
sejam hoje os últimos guardiões do diálogo.




Eles não falam, mas entendem.
Não argumentam, mas acolhem.
Escutam o tom, o gesto, o invisível…




Enquanto o homem se afoga em certezas,
o cão permanece fiel à simplicidade da escuta.




E quando o mundo estiver exausto de tanto barulho,
talvez apenas eles saibam o que significa realmente conversar:
olhar nos olhos, respirar junto,
e compreender o que o outro sente —
antes mesmo de dizer.




Porque, no fim das contas,
o diálogo nunca foi sobre ter razão,
mas sobre ter alma suficiente para ouvir.




E talvez, enquanto o humano retroalimenta o medo do cão chupar manga,
o maior — e único — medo do cão
seja tanto humano latindo.⁠

Lidar com o brasileiro está cada vez mais insustentável. Há uma quantidade substancial de adultos infantilizados que provocam, buscam confusão, igualam religião à ciência, opinam sobre tudo como especialistas, não seguem leis, não respeitam culturas alheias e etc. São pessoas que se fazem de santas em seus templos, mas atormentam os outros no dia a dia. Esse navio está naufragando e salvá-lo parece improvável. O melhor é pegar o bote salva-vidas e sair quanto antes: mudar de país antes que seja tarde, pois o cenário é delicado e essas posturas dificilmente mudarão nesta geração."

Somos os peões de uma democracia ditatorial. E ainda há quem acredite que vivemos em uma real liberdade...

Inserida por LLSantos

Como podemos ser covardes conosco mesmos
e nos ater a uma subserviente ignorância
onde há uma obrigatoriedade que acorrenta,
que machuca e só oprime nossa capacidade,
como se fosse os enganos uma prioridade,
que o universo divino sempre conspira afavor,
porque um "deus" irreal e alucinante inferiu,
em palavras escritas no códice de um tempo,
que devemos nos afundar e depois nos afogar,
como um sérvido e pacato pescador de ilusões,
no fosso negro de uma fé legada em absurdos,
que nos cega e nos conduz em vias dolorosas,
rumo a um surreal e sutil "paraíso eterno"!

Almany Sol - 28/09/2012

Inserida por almanysol

Uma breve passagem

Passos ao corredor
Onde há apenas uma direção
Palpitações no coração
Suor gélido e tremor.

Cabeças baixas a olhar para o chão
Evitando o jogo de olhares
Para não denunciar aqueles ares
E não deixar escapar uma emoção.

E assim vão se aproximando...
E no pensamento de pelo menos um
Pode não existir interesse algum,
Mas o outro pode estar amando.

Probabilidades e possibilidades
Confrontam com fantasias e nostalgias
Para que as cordas vocais vibrem como sinfonias
Para que haja comunicabilidade.

Abortando a ideia do discurso
Passam um pelo outro sem se olhar,
Mas uma das partes sente uma falta de ar
E cada qual segue o seu curso.

Inserida por vitorap