⁠Os Fortes impõem limites e são... Alessandro Teodoro

⁠Os Fortes impõem limites e são respeitados; os Fracos bajulam e são usados. Há uma diferença muito profunda entre conquistar o respeito de alguém e esforçar-se... Frase de Alessandro Teodoro.

⁠Os Fortes
impõem limites e são respeitados;
os Fracos bajulam e são usados.


Há uma diferença muito profunda entre conquistar o respeito de alguém e esforçar-se desesperadamente para conquistar sua aprovação.


O respeito nasce do reconhecimento de quem somos; a bajulação, muitas vezes, nasce do medo de não sermos aceitos.


E é justamente quando o medo de desagradar se torna maior do que o compromisso com a própria dignidade que começamos a negociar aquilo que jamais deveria estar à venda: nossos princípios, nossa liberdade e nosso amor-próprio.


Os Fortes não são necessariamente aqueles que levantam a voz, enfrentam tudo ou precisam provar sua superioridade.


São aqueles que sabem dizer não sem se sentirem culpados, que se retiram de onde sua presença é tratada como conveniência e que não confundem gentileza com submissão.


Entendem que estabelecer limites não é arrogância, mas uma forma de ensinar aos outros até onde podem chegar sem ultrapassar a fronteira do respeito.


Os Fracos, por outro lado, nem sempre são aqueles que demonstram fragilidade, mas aqueles que, por necessidade de aceitação, transformam a própria essência em instrumento de agrado.


Concordam quando deveriam discordar, sorriem quando se sentem humilhados, oferecem mais do que podem e permanecem onde já deveriam ter partido.


Na esperança de se tornarem indispensáveis, acabam se tornando disponíveis demais.


E há quem confunda essa disponibilidade com uma autorização silenciosa para explorar.


A verdade é que quem precisa agradar a todos corre o risco de desagradar a si mesmo.


A bajulação pode até abrir portas, conquistar favores e garantir um lugar temporário à mesa dos poderosos, mas muito raramente constrói relações verdadeiras.


Quem permanece ao nosso lado apenas porque lhe somos úteis não está necessariamente conosco; está apenas aproveitando aquilo que podemos oferecer.


Isso não significa que impor limites garanta respeito de todos, nem que toda gentileza seja fraqueza.


Há pessoas que respeitam justamente quem não merece seu respeito, assim como existem aquelas que desprezam qualquer limite que contrarie seus interesses.


A diferença está em não permitir que a reação alheia determine o valor da nossa postura.


A maturidade começa quando compreendemos que não precisamos ser duros para sermos fortes, nem submissos para sermos amados.


Podemos ser educados sem aceitar desrespeito, generosos sem nos tornarmos reféns da ingratidão e humildes sem nos diminuirmos para que alguém se sinta superior.


No fim, a vida nos ensina uma lição bastante incômoda: algumas pessoas só nos tratam como merecemos quando percebem que já não podem nos tratar como querem.


Por isso, não tenha medo de estabelecer limites.


Quem realmente reconhece o seu valor não exigirá que você se desvalorize para permanecer por perto.


E quem só lhe oferece consideração enquanto você diz sim talvez nunca tenha respeitado você — apenas a facilidade de conseguir o que deseja.


Porque respeito não se implora, dignidade não se negocia e caráter não se molda para caber na conveniência de ninguém.


Quem reconhece o próprio valor não precisa se colocar acima dos outros; simplesmente deixa de se colocar abaixo de si mesmo.