Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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O meu pai ensinou-me a trabalhar; não me ensinou a amar o trabalho.

O homem ama, porque o amor é a essência da sua alma. Por isso não pode deixar de amar.

Amar? Para quê? Por um tempo, não vale a pena.
E, para sempre, é impossível.

O amor eterno é de muito breve duração; podemos odiar eternamente, porém, amar eternamente, não.

O homem que vive na indiferença, é aquele que ainda não viu a mulher que deve amar.

O seu trabalho não é a pena que paga por ser homem, mas um modo de amar e de ajudar o mundo a ser melhor.

É difícil amar aqueles que não estimamos, mas é mais difícil ainda amar aqueles que estimamos mais do que a nós mesmos.

Antes de se amar profundamente, não se viveu ainda; e, depois, começa-se a morrer.

Mulher fria é aquela que ainda não se encontrou com aquele a quem poderia amar.

Ninguém pode amar a liberdade sinceramente, senão pessoas boas; as demais amam não a liberdade, mas a licenciosidade.

Você tem que cantar como se não precisasse de dinheiro, amar como se nunca fosse se ferir. Você tem que dançar como se ninguém estivesse olhando. Isso tem que vir do coração, se você quer que dê certo.

Susanna Clark

Nota: Trecho da canção Come From The Heart, com composição de Richard Leigh e Susanna Clark.

O homem mais miserável, mesmo que julgue não mais amar, conserva ainda o poder de amar.

Aprendam a amar a arte em vocês mesmos, e não vocês mesmos na arte.

O homem pode amar o seu semelhante até ao ponto de morrer por ele; mas não o ama tanto que trabalhe em seu favor.

As mulheres não podem amar um homem em quem os olhares da mais afectuosa simpatia não insinuam calor ao coração.

A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.

Winston Churchill
CHURCHILL, W., ADLER, B., The Churchill wit, Editora Coward-McCann, 1965

Crônica de um amor anunciado

Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.

O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estará desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.

A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim. Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?

O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente a casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.

O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.

É impossível para um homem ser enganado por outra pessoa que não seja ele próprio.

É muito fácil viver com pouco desde que a pessoa não gaste muito para ocultar que tem pouco.

Não se pode formar bom conceito de quem não tem boa opinião de pessoa alguma.