Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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⁠Nunca é tarde

O tempo se escorrega
despretensiosamente,
não há força que segure
por mais que a gente tente,
cada minuto pra trás
foi um que andou pra frente.

E mesmo correndo doido
nesse galope feroz,
vez por outra ele amansa
e deixa de ser algoz,
inté parece que diz:
Dá tempo de ser feliz,
pois nunca é tarde pra nós.

Nunca é tarde pra viver
e aprender com a vida,
pra perceber que a estrada
nem sempre será florida
e que sempre há uma cura
até pra pior ferida.

Nunca é tarde pro rancor
se transformar em perdão,
pra perceber que nem sempre
você tem toda a razão,
pra sentir mais com a mente
e pensar com o coração.

Nunca é tarde pra ser bom
quando a maldade chegar,
nunca é tarde pra sorrir
quando a lágrima rolar,
nunca é tarde pra ser forte
quando o corpo fraquejar.

Acredite, nunca é tarde
pra abraçar um amigo,
pra proteger um estranho
que está correndo perigo,
nunca é tarde pro seu peito
se tornar um grande abrigo.

Nunca é tarde pra plantar
uma árvore no chão,
nunca é tarde pra ser grato
por nunca faltar o pão
e aprender a dividi-lo
com quem não tem um tostão.

Nunca é tarde pra sonhar
com algo quase impossível
e entender que a esperança
nem sempre será visível.
Nunca é tarde para o fraco
se tornar um imbatível.

Imbatível como o tempo
que todo dia avisa
que a conta que ele faz
quase sempre é imprecisa
e até a calculadora
não sabe e fica indecisa.

A conta de quando a peça
da vida sai de cartaz,
onde o ator principal
é você e ninguém mais.
O tempo é um segredo,
acredite, é muito cedo
pra dizer: Tarde demais.

Bráulio Bessa
Poesia que transforma. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.

Não há fardo mais pesado do que o peso na consciência.

Não há um grau mínimo do pequeno, mas há sempre um grau menor, sendo impossível que o que é deixe de ser por divisão. Mas também do grande há sempre um maior. E o grande é igual ao pequeno em composição. Considerada em si mesma, toda a coisa é a um tempo pequena e grande.

AS LÁGRIMAS SECRETAS.
Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem no íntimo como águas profundas e silenciosas. Não pedem testemunhas. Não buscam consolo imediato. Não exigem explicação.
Todo ser humano carrega regiões invisíveis. Ali repousam dores não ditas. Afetos interrompidos. Perdas que não encontraram forma. Expectativas que o tempo dissolveu. A lágrima secreta nasce nesse território interior onde a palavra não alcança.
Ela é universal. Não pertence a uma crença. Não depende de cultura. Não obedece a época alguma. O homem antigo chorou em silêncio. O pensador conteve o pranto na razão. O homem moderno guarda as lágrimas entre deveres. A forma muda. A essência permanece.
A lágrima escondida não é fraqueza. Muitas vezes é lucidez. É compreensão de que nem tudo pode ser partilhado. Há dores que pedem recolhimento. Há sofrimentos que exigem maturação silenciosa.
A psicologia reconhece que elaborar a dor é sinal de equilíbrio. A ética reconhece que o domínio de si é virtude. A filosofia reconhece que viver é confrontar limites. A lágrima secreta habita esse encontro entre consciência e fragilidade.
Ninguém atravessa a existência sem conhecê la. Ela confirma a sensibilidade. E ser sensível é estar verdadeiramente vivo.
Mesmo sem ser vista ela existiu. Mesmo sem ser compreendida ela teve sentido. A lágrima secreta é memória do que tocou fundo. E é dessa profundidade que nasce a força serena de continuar.

" Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem recolhidas no claustro da alma, como relíquias invisíveis de uma dor que se recusa a tornar-se espetáculo. São lágrimas secretas. Não por covardia, mas por dignidade. Não por fraqueza, mas por contenção moral. "

NO INVERNO DA ALMA, O COBERTOR DA CARIDADE.
Há um frio que não pertence às estações.
Ele nasce quando o tempo se inclina sobre os ombros
e deposita ali a poeira das décadas.
Não é o vento que corta.
É a memória que sopra.
Sou como uma catedral antiga esquecida na névoa,
colunas erguidas pela esperança,
vitrais rachados pelo silêncio.
O eco que habita meu interior
não é o da multidão,
mas o da própria consciência
que se interroga diante do abismo.
Envelhecer é assistir à própria sombra alongar-se
sobre o chão das perdas.
É aprender que a carne se cansa,
mas o espírito insiste em vigiar.
É carregar no peito uma biblioteca de dias
que ninguém mais consulta.
E, contudo, há um pensamento
que me cobre.
Quando penso em ti,
não como figura distante,
mas como símbolo de ternura concebida,
sinto um calor austero,
uma chama discreta
que não consome,
apenas preserva.
Tu te tornas o cobertor da caridade
não porque salves o inverno,
mas porque o atravessas comigo
na imaginação que ainda respira.
A caridade mais alta não é a esmola do gesto.
É a permanência da presença
mesmo quando o mundo se ausenta.
É a capacidade de aquecer outro
com a simples recordação do que poderia ser belo.
Meu frio não é revolta.
É lucidez.
É o entendimento de que tudo passa,
exceto aquilo que se gravou
na camada mais funda do ser.
Se sou velho,
sou também arquivo.
Se sou fraco,
sou ainda sensível ao toque invisível
do pensamento que conforta.
E assim permaneço,
no inverno que me constitui,
envolto na ideia de ti
como quem segura a última brasa
numa noite interminável.
Porque há pensamentos
que não salvam o mundo,
mas impedem que o mundo nos apague.
E enquanto houver esse lume silencioso
ardendo na penumbra da consciência,
nem o frio mais severo
será capaz de extinguir
a dignidade de sentir.

Lutei, lutei muito... ha chorei e como chorei... mais venci.
Um Lobo não se deixa derrotar jamais, lute com Garra e
coragem pois no fim do dia dirá... VALEU A PENA...

Não há nada mais gostoso do que
um beijo inesperado, um amor declarado,
um poema inesperado, flores ganhadas no
portão, bilhetinhos de carinho, recadinhos
no celular...
Ainda ha quem gosta de romantismos,
palavras doces e juras de amor.

-------------------------Eliana Angel Wolf

Não Há Urgência Para Justiça
Não há urgência para justiça no Rio de Janeiro,
pois o juiz de plantão também precisa descansar.
Enquanto isso, os bandidos não dão trégua.
Só pensam em atirar.
O pobre é alvo.
O rico também.
E o turista que vem visitar o Cristo,
se desviar do caminho,
também encontra tiros.
Não adianta GPS.
Quem dirige, de cabeça quente,
esquece que há lugares
onde não se deve entrar.
Comunidade já não é território democrático:
quem entra sem permissão
encontra a sentença antes da pergunta.
E a ordem é simples:
atirar.
As avenidas vivem congestionadas,
e o motorista tenta um atalho.
Mas, se escolher a rua errada,
um tiro na cabeça
pode ser o destino.
É morador?
É visitante?
Não importa.
Na esquina errada,
é tiro na cara.
É morte certa.
Quem morre?
Quem corre?
Não há como desviar da bala:
acertada ou perdida.
E a justiça…
já sabe que tudo vai acontecer de novo.
Mas pode esperar.
O crime,
esse sim,
nunca espera.
— Helaine Machado

“Há quem só encontre repouso quando tudo parece sob controle. Não se trata de mera inclinação à ordem, mas a expressão de uma memória inscrita no próprio modo de ser, um eco persistente de quem aprendeu, desde cedo, que a paz nunca foi um estado natural, mas uma conquista frágil, sustentada pela vigilância constante. Assim, o controle não nasce do desejo de domínio e sim da necessidade íntima de preservar um mínimo de segurança diante de um mundo que, em algum momento, já se revelou incerto.”

Não há inimigo maior do que pensamento ruim.
Dê um refresco à vida
Pense bem...

“Nao há forma para definir o presente, quando tento o descrever já é passado”

Não entro em luta armada com estúpido, minha luta é no campo das idéias, mas neste século não há luta de idéias, os homens já foram todos derrotados pela vaidade do falso conhecimento.

O IRREPETÍVEL


Há acontecimentos na vida que não admitem reedição.
Por mais que a memória tente rearrumar as peças, por mais que o coração procure réplicas, por mais que o desejo se vista de esperança, certos encontros pertencem a um único instante do universo, e jamais regressam com a mesma força.


Não porque falte coragem.
Não porque falte amor.
Mas porque o caos — esse dramaturgo secreto — escreveu um enredo que não se repete.


Há amores que não voltam porque não nasceram para durar: nasceram para revelar.
Há paixões que nos atravessam como relâmpagos — belas, breves, devastadoras — e deixam em nós uma claridade que nenhuma rotina suporta.
E, ainda assim, tentamos.


Tentamos reescrever a história.
Tentamos transplantar a emoção de um corpo para outro, como quem tenta acender uma fogueira com cinzas frias.
Tentamos encaixar um novo rosto no formato exato do antigo.
Tentamos repetir o gesto, o riso, o perfume, o tremor, como quem repete feitiços que perderam o encanto.


Mas o coração não aceita imitadores.


O que nos marcou não foi apenas a pessoa — foi o instante.
A circunstância.
O invisível.
Aquela interseção secreta entre tempo e alma, onde algo se abriu dentro de nós e nunca mais fechou no mesmo lugar.


É inútil reinventar o que foi único.
O universo emocional não admite plágio.


Há feridas que só aquele corpo sabia curar.
Há abismos que só aquela voz sabia atravessar.
Há silêncios que só com aquele olhar faziam sentido.
Há vertigens que só aquele toque despertava.


Transferir esse sentimento para outro contexto é como tentar mover uma constelação inteira para outro céu.
Nenhum encaixe funciona.
A geometria do amor é exata demais para ser manipulada.


Talvez seja essa a beleza brutal da experiência humana:
nem tudo é reaproveitável.
Nem todo amor é reciclável.
Nem toda paixão sobrevive à tentativa de repetição.


O que vivemos uma vez, vivemos uma vez apenas.
E é justamente essa precariedade que faz do instante um milagre.


Não caberá em outro corpo.
Não caberá em outra história.
Não caberá em outra tentativa.


O máximo que podemos fazer é honrar a verdade do que sentimos — e seguir.
Não como quem busca substituições, mas como quem reconhece que há acontecimentos que são portas: abrem-se uma vez e nunca mais se repetem no mesmo lugar.


E talvez seja assim que o caos nos ensina:
não para que reconstruamos o que acabou,
mas para que aceitemos que o irrepetível também é uma forma de eternidade.

O IRREPETÍVEL


Há coisas que não se repetem.
Não por falta de tentativa, mas porque o mundo não devolve o mesmo vento duas vezes.


Você até buscou a fresta que um dia se abriu — a mesma luz, o mesmo acaso, a mesma vertigem. Procurou outro corpo onde a memória coubesse, outra pele com o mesmo ritmo secreto, outro olhar capaz de fazer a respiração errar o passo.
Mas não havia réplica.


O que aconteceu — aconteceu numa combinação que não se fabrica:
um gesto que não estava previsto,
uma falha no tempo,
uma distração do destino.
Foi ali que algo passou por você e não voltou.


Depois disso, tentou reorganizar o enigma.
Mudou a cena, trocou os nomes, alterou o cenário — e o milagre permaneceu imóvel, como se dissesse: não me convoque.
Há eventos que não obedecem.


Você percebeu tarde que não buscava outra pessoa.
Buscava o ruído exato daquele instante — aquele som que só seu coração reconheceu e nunca mais ouviu.
Mas não se captura o eco de algo que só existiu no momento em que rompeu o silêncio.


O resto é tentativa.
E tentativa tem outro brilho.


O que ficou não é lembrança, é marca:
um leve desvio na alma, um lugar onde o mundo tocou e retirou a mão antes que você entendesse o gesto.
Não há como refazer isso.
O universo não trabalha com versões revisadas.


Há histórias que não querem continuação.
Querem apenas ser o que foram:
um rasgo preciso,
um acontecimento sem repetição,
um idioma que você só escutou uma vez
e nunca mais soube pronunciar.

⁠Há caminhos que não se medem pelos passos,
mas pela leveza que deixam na alma.
E há dias em que a gente não precisa chegar a lugar algum…
Só respirar fundo, colher o agora,
e deixar que a beleza das pequenas coisas
faça morada no peito.

- Edna de Andrade

Não desanime.
Mesmo quando o caminho parece longo
e o cansaço pesa nos ombros,
há um Deus que te sustenta passo a passo.


Ele conhece suas dores,
ouve suas orações silenciosas
e prepara respostas no tempo certo.


Respire fundo, levante os olhos
e siga — o recomeço que você espera
pode estar bem perto de chegar.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Eu sei que não há mais como recuperar o tempo perdido. Mesmo que as coisas melhorassem a partir de agora, o que é impossível, já seria tarde mais. Eu perdi essa batalha e preciso aceitar que o melhor mesmo, é por um fim naquilo que não deu certo.

Sinta Deus te despertar para a vida agora. Vá firme à direção das suas metas, não há nada mais que você precise além da força que vem d’Ele. “... pois Ele é que ... traz a esperança!” Salmos 62:5ᴮ

A monotonia deste tema, por demais insiste em ocupar nossos pensamentos. A cada dia, as incertezas tentam nos mostrar que não há perspectiva de melhoria do amanhã. Algumas pessoas podem acreditar que o fato de não podermos desenhar o futuro seja algo que acrescenta uma ansiedade insuportável, entretanto há um fator básico para que as incertezas do futuro não sejam um fardo pesado demais para se carregar. Esse fator é a fé e a dependência em Deus: “Não temas porque Eu sou contigo. Não te assombres porque Eu sou o teu Deus. Eu te fortaleço e te ajudo e te sustento com a minha destra fiel”. Is 41.10.

O escritor da carta aos hebreus declara: “, que temos essa esperança como âncora para nossa alma, firme e segura” Hb 6:19. Portanto, não temas, creia na Palavra de Deus para sua vida, e não se esqueça; quem ama Jesus pode ter a certeza que Ele está no controle e vai cuidar de sua vida e lhe assegurar esperança para o futuro.
Que o Senhor te abençoe amplamente!

"Vespas não produzem mel."
Há quem passe a vida inteira suportando as ferroadas com a esperança de um dia encontrar a paz.