Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
Permita-se chorar!
Não há nada de errado em buscar a solidão quando necessário.
O coração foi feito para sentir e a tristeza é uma das emoções que nos ajuda a entender o quanto somos capazes de ser fonte de energia, fé e inspiração para aqueles que mesmo sem querer nos fizeram chorar!
Não existe neutralidade verdadeira quando há mentira, manipulação e dano real. Quando alguém foi: difamado, acusado injustamente e isolado por distorções... ficar neutro é pacturar com o agressor por omissão.
Não há estratégia de desenvolvimento mais benéfica para a sociedade como um todo, para mulheres e homens, do que aquela que inclui as mulheres como protagonistas.
Onde se Encontram
Há quem viva pela mente, com a lógica na mão,
traçando linhas retas, fugindo da paixão.
E há quem viva pelo peito, em maré de sentimento,
dançando com o vento, sem medir o pensamento.
Mas entre a razão e o sentir, existe um ponto de luz,
onde o saber se rende, e o amor conduz.
Não é ausência de dor, nem o fim da emoção,
mas o olhar maduro que acolhe a contradição.
É quando o coração aprende a pensar,
e a mente permite-se amar.
Quando a clareza não exclui, mas ilumina,
e a maturidade se faz ponte, não doutrina.
Nesse lugar, não há guerra entre partes,
há união de verdades em suas artes.
E o ser que ali mora, pleno e inteiro,
transforma o mundo...
com um gesto verdadeiro.
Cada pessoa no espectro autista é um universo único, com suas próprias forças e desafios. Não há dois iguais, e é justamente essa diversidade que enriquece a nossa sociedade. Vamos celebrar a individualidade e apoiar cada pessoa em sua jornada, reconhecendo seus potenciais e ajudando a superar os obstáculos.
Se você não olhar para si mesmo e pensar: 'Uau, como eu era estúpido há um ano', então você não deve ter aprendido muito no último ano.
"Quando o pôr do sol beija o mar"
Quando o pôr do sol beija o mar,
há um suspiro no universo inteiro,
como se Deus descansasse os olhos cansados
numa tela viva de luz e silêncio.
O céu se curva com humildade,
num gesto de ternura que só os puros entendem,
e o mar, velho confidente dos ventos,
abre os braços em ondas de encantamento.
Não há pressa.
O tempo se descalça para caminhar sobre as areias douradas,
e cada segundo parece uma eternidade
vestida de paz, cor e esperança.
É ali, nesse limiar entre dia e noite,
que os corações mais sensíveis se encontram consigo mesmos.
Alguns choram baixinho sem saber por quê.
Outros apenas respiram, gratos por existir.
Porque quando o pôr do sol beija o mar,
algo em nós se acalma.
As dúvidas dormem, os medos se recolhem,
e o amor — mesmo sem nome —
nos visita com os pés descalços e alma leve.
As lembranças antigas dançam na espuma,
e as promessas do futuro se pintam no céu
como se dissessem: “Vai ficar tudo bem…
a vida sabe o que faz, mesmo quando parece não saber.”
Há poesia em cada reflexo dourado,
em cada pássaro voltando ao ninho,
em cada barco que silencia no horizonte,
sabendo que não se chega a lugar algum
sem antes se perder um pouco na beleza.
E tu, que olhas o pôr do sol em silêncio,
carregas dentro de ti um mundo inteiro:
as dores que ninguém viu,
os sonhos que ainda não contaste,
as alegrias escondidas em pequenos detalhes.
Mas naquele momento, tudo cabe num só verso:
“Estou vivo. Sou parte disso tudo. E sou amado pelo céu.”
Quando o pôr do sol beija o mar,
há um recomeço disfarçado de fim,
uma luz que se despede só para voltar mais forte,
e uma certeza suave:
mesmo nas sombras, ainda há beleza.
E que belo é saber que, enquanto o sol beija o mar,
o amor também nos beija em silêncio,
nos convida à leveza,
e nos recorda — sem dizer palavra —
que viver é, sobretudo, saber contemplar.
Creio eu, lógico que não tenho certeza, que tudo que há no Planeta Terra serviu, serve ou servirá para outra(s) coisa(s), ou seja, na Terra não há nada em vão. Será que estou certo em pensar assim? Avisando que não sou o dono da verdade e nem o dono da razão. Respeito todas as opiniões, inclusive as contrárias das minhas.
[Fortaleza/Ce., 12/04/2025]
Como uma manteiga posta suavemente em uma frigideira que há tempo já estava quente, esperando-a.
Desliza escorregando da colher bem devagar e quase não se soltando. Até que se desprende da colher se despreguiçando.
E em uma perfeita transição da colher para a frigideira, toca seus pés na superfície dura e quente e se derrama alongando, se deitando, derretendo-se toda a molhar a frigideira por todos os lados.
Consegue ouvir o som da cena? O chiado da manteiga, se assentando a frigideira e escorregando devagar, é uma sinfonia de gemidos.
Um prazer mordiscado.
Te olhei e não senti
O coração palpitar
Percebi que o que há de vir
Eu poderia, evitar
Tinha amor e ainda assim pensei
Por que não te amar?
E se de ti assim pensei
Talvez eu decida tentar
Não por mim mas por você
Pois parece merecer
O que em outros ousa buscar
Só eu posso lhe oferecer
Afinal o que têm além
Daquilo que eu já não vi
Sua carinha de neném
E seus lábios de ofir
Os seus olhos eu ouvi
Isso eu não pude evitar
Mas terei que resumir
Há muito mais para expressar
Versos que sua boca não diz
Eles parecem cantar
Como explicar que isso condiz
Exatamente com o luar
Cantam em silêncio
Uma bela canção
De uma garota incrível
Solta nesse mundão
Como floco de neve ela paira
Mas como gota de vela ela pinga
Em minha pele, amor e raiva
O ardor da parafina
Parafina, parafraseando
Meu amor que por ti anseia
Calor que vai se solidificando
Consistente como a areia
Se dissipa em um punhado
Se com paixão não for regado
Porque não pode em um punhado
Um castelo ser criado
Se um punhado não é o bastante
Só te ver me é frustrante
Se em ti, tocar eu não puder
Te desejo mais a cada instante
Perceba sem mais tempo a perder
Tudo o que em silêncio podemos viver
Somos bons conhecidos
Mas bons amantes podemos ser
Doce e frágil parece ser
Penso até que vai quebrar
Torço para não acontecer
Pois não temos quem culpar
Se apaixonam sem querer
Quis, me apaixonar por você
Decidi assim fazer
E logo vou te convencer
Somos bons conhecidos
Mas bons amantes podemos ser
Enquanto o mundo corre, o sábio respira — pois até no silêncio da brisa há um impulso para seguir em frente.
Autismo é um espectro, portanto não há um "modelo" único. Cada pessoa com autismo tem sua própria personalidade, interesses e necessidades.
Não há nada mais cansado do que quem prega o que nunca pratica.
É ai que a verdade costuma estar, silenciosa e incômoda. A hipocrisia mora nesse contraste.
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