Ha como eu Queria q ela Soubesse
“Há sofrimentos que não fazem barulho; apenas mudam o jeito de uma pessoa olhar para aquilo que um dia lhe trouxe paz.”
Há textos que tocam o coração de muitas pessoas, trazendo luz, empatia e uma compreensão profunda sobre a evolução espiritual e o respeito pela individualidade de cada alma e que são muito importantes para crescimento pessoal.
Um novo ano já começou.
Ha apenas algumas horas
E assim os dias passarão
Um a um
Minuto a minuto
Dia após dia...
Novos dias, novas oportunidades.
São mais 365 dias
365 oportunidades para fazer melhor
Fazer diferente
Novas tentativas, propositos de mudanças
Que ao final desse tempo
Possamos contabilizar
Quantas estrelas
Fizemos brilhar
"Há dias em que acordamos muito motivados, e outros não. Dias em que queremos ver a luz do sol e a beleza da vida; outros em que preferimos ficar mais a sós, calados e pensativos. Não sei como está sendo o seu dia hoje, mas confie: vai dar tudo certo. Coisas boas acontecem para aqueles que não desistem de lutar."
Afinal, que felicidade podemos ter se não pudermos amar? pois, o amor pode curar tudo. Mas há feridas que são curadas apenas com o bem-querer, sem ela morremos.
Posfácio Filosófico
O ponto em que o ser basta
Há um instante em que o caminhar cessa,
não por desistência,
mas por compreensão.
O buscador compreende que o caminho não leva a lugar algum,
porque o caminho é ele mesmo.
A ascensão, tão almejada, não é um lugar acima —
é o desvelar de um estado interior onde nada mais é necessário.
O filósofo desperto não se ocupa em provar verdades,
nem em convencer consciências.
Ele sabe que a verdade não precisa de defensores,
apenas de presença.
Quando o ser alcança a quietude que outrora buscava no mundo,
tudo se aquieta em torno dele.
Não há mais pressa, nem promessa.
O tempo perde o domínio sobre o que é pleno.
E se, em algum momento, suas palavras tocarem outros corações,
que assim seja —
mas mesmo que não toquem,
a semente já cumpriu seu propósito,
pois floresceu dentro de quem a trazia.
O verdadeiro mestre é aquele que não ensina —
é aquele que é.
E a filosofia, enfim, revela-se não como um campo de estudo,
mas como o estado natural de um espírito que reconheceu sua própria origem.
Assim, o ser se basta.
E o silêncio se faz verbo.
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe
Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.
Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.
Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.
Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.
---
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível
Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.
O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.
Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.
Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.
Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.
Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.
E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.
“Há pensamentos que não pedem uma resposta; pedem apenas que alguém tenha coragem de permanecer dentro deles até que deixem de doer.”
“Há uma espécie de solidão que acontece mesmo quando estamos cercados, quando ninguém percebe que estamos presentes apenas pela metade.”
Há muitos de mim escondidos em meu ser,
tantos caminhos que ainda quero viver.
Sou força e ternura, sou noite e sou dia,
sou medo, coragem, desejo e poesia.
Tenho um que se esconde, outro quer se mostrar,
um fecha os seus olhos, outro prefere encarar.
Um carrega mistérios, outro busca a verdade,
mas ambos caminham na mesma vontade.
Às vezes sou homem, às vezes sou flor,
às vezes sou fogo, às vezes amor.
Não cabe em palavras aquilo que sou,
sou muitos caminhos dentro de um só.
Tenho tantas faces, mas uma só essência,
tantas diferenças na mesma existência.
E quanto mais busco saber quem eu sou,
mais vejo quantos vivem dentro de um só.
Não quero escolher o que devo parecer,
nem qual das versões o mundo vai conhecer.
Quero ser inteiro, sem medo ou prisão,
mistura de alma, desejo e razão.
E se alguém perguntar: “Afinal, quem você é?”
Eu sorrio e respondo: “Sou tudo o que eu puder ser.”
Sou ontem, sou hoje, sou sonho e sou pó,
sou muitos, muitos mesmo,
vivendo dentro de um só.
Sandro Paschoal Nogueira
Há ideias e sentidos notáveis em um caminho que flui mais forte que a própria vida.
Depois que a órbita elíptica sugeriu o fluxo abrangente dos desenhos nas cavernas, as horas passaram a ser parte da história. Os segundos são meros atributos da defasagem do tempo — uma pausa necessária para que tudo faça sentido. É o tempo gerado pelo sistema operacional do planeta, ainda que ele fosse apenas uma engrenagem desse mecanismo, e a verdade, algo bem mais complexo de apreender.
As memórias são frágeis e superficiais: fragmentos de sensações das fases pelas quais passamos. Ainda assim, essas experiências ajudam a preencher a defasagem do tempo. A cada pôr do sol, somos exatamente iguais — até que a escuridão se dissipe em um novo dia. Estranhamente, o dia começa na madrugada, quando tudo ainda é escuridão.
Compreender os mistérios do tempo, as estações e as temperaturas é um desafio constante. Mesmo em um pesadelo, sentimos frio ou calor; no frio extremo, passamos a encarar o extraordinário como algo comum. Nas ondas dos mares, em verdes sintonias, encontramos o horizonte como se olhássemos para um holograma, celebrando o fluxo temporal que envolve o nosso planeta. Os ventos gelados do Ártico revelam a aurora boreal e as pareidolias mentais do gelo — as mesmas que surgem no calor seco do Saara. A luz e a escuridão se encontram em um ponto qualquer: ao redor da fogueira, observamos as luzes dos céus em uma dança cósmica infinita.
Olhos atentos esperam que o fluxo do tempo seja apenas um ponto no firmamento, enquanto lágrimas dão origem a vozes que ecoam no espaço contínuo, expressando um sentimento pragmático. Na velocidade do ônibus ou do metrô, o tempo parece ansioso, somado a cada parada até o destino final. No vidro, o reflexo do passageiro é consumido e reconstruído — uma natureza devastada por várias versões do mesmo ser, copiado pela imagem refletida.
O vento da tempestade e as chuvas parecem flutuar de repente sobre a realidade. Às vezes a terra treme, mas é apenas o movimento da crosta. A percepção cotidiana do amanhecer contrasta com o peso do meio-dia no ambiente de trabalho; a paz serena se envolve em calor, frio ou na sensação de um tempo fechado. Essa ilusão se revela quando olhamos para as nuvens ou sentimos as distorções temporais.
As corredeiras da cachoeira trazem uma sensação de calma em sua corrente bruta e absurda. Nelas, o fluxo temporal passa depressa, pois a mente relaxa e se contenta ao fazer parte da natureza. A vida aquática e a noção do ser transcende a própria sensatez: o que existe sempre existiu, mas continua a nos encantar. É o encantamento das sombras projetadas pelo cérebro, que busca incansavelmente sentido em pareidolias, paradigmas e paradoxos.
O calor sufocante transforma a mente, deixando o homem mais desperto e ligado, como em um horário de verão. O deslizamento das regras que usamos para entender a compaixão inata torna-se o pano de fundo que evoca processos psicológicos internos. No fim das contas, o reflexo psicológico nos últimos parâmetros do dia nada mais é do que a mudança climática da nossa própria percepção intelectual.
CICATRIZES
Valéria Leão
Em meu coração há cicatrizes,
feridas e ausências.
Há lembranças de momentos de dor.
Nem tudo foi sempre alegria.
Nem tudo é sempre alegria!
Não seria normal que fosse.
Em meu coração,
por vezes, triste,
há, também, recordações que o aquecem
Lembranças repletas de amor.
Alguns daqueles com quem me importei, hoje pouco ou nada se importam comigo.
Mesmo assim, eu fiz valer a pena.
É, é isso que me importa.
Quando o Vidro Trinca.
Há dias in que a armadura falha e a sensação de estar quebrada se espalha por dentro. Olhamos para os lados e só enxergamos os cacos das nossas expectativas, dos nossos planos e da nossa energia. Sentir-se partida ao meio assusta porque dá a falsa impressão de que fomos destruídas para sempre. No entanto, o vidro que trinca ou a vasilha que se parte não deixam de existir; eles apenas mudam de forma. Estar quebrada é o estágio inicial da reconstrução mais bonita da sua vida, onde cada rachadura será preenchida com a sabedoria de quem soube sobreviver ao pior.Post: Sentir-se em pedaços assusta, mas lembre-se de que os cacos de hoje são a base da sua reconstrução de amanhã. Suas rachaduras vão contar a história de como você soube ser forte.
A Dor da Nova Rasteira.
Não há nada mais exaustivo do que a sensação de levar uma nova rasteira exatamente no momento em que estamos tentando nos levantar. Você respira fundo, junta o que sobrou da sua coragem, apoia as mãos no chão e, antes mesmo de ficar de pé, a vida te golpeia novamente. Parece um ciclo sem fim, um teste cruel que nos faz questionar se algum dia essa tempestade vai passar. É legítimo sentir raiva, chorar e se sentir impotente diante desses ventos contrários. O que não podemos esquecer é que, embora a rasteira mude o tempo da nossa subida, ela não anula a nossa capacidade de tentar outra vez.Post: Dói levar uma nova rasteira quando a gente mal conseguiu se apoiar no chão. Mas saiba que esse vento contrário pode atrasar a sua subida, mas nunca vai apagar a sua capacidade de tentar de novo.
Carta ao Leitor (e ao Mundo Invisível)
Se você chegou até aqui, talvez também sinta que há lugares dentro de si onde nunca esteve —
mas que, de alguma forma, sempre lhe pertenceram.
Lugares que sussurram com a voz do vento,
que sonham em línguas que você não aprendeu,
mas que o seu coração reconhece como lar.
Talvez você também tenha olhado para o céu
e sentido que era um espelho de dentro.
Que não somos apenas corpo, nome ou tempo —
mas fragmentos do Todo, carregando memórias que não lembramos,
e futuros que já nos habitam em silêncio.
Eu não pretendendo te guiar.
Eu apenas seguro tua mão por um instante no escuro,
Apenas digo: "Você não está só. Nem perdido."
Porque mesmo se o espelho que nos reflete cair,
ele não se quebrará em dor —
ele se multiplicará.
Seremos milhares de espelhos menores,
cada um revelando uma parte do que fomos, do que seremos,
do que ainda arde, e do que já floresce.
Pois somos um só ser em muitos —
e muitos sendo um só suspiro no universo.
Antes de ir, te deixo perguntas
não para serem respondidas,
mas para ecoarem em ti como constelações antigas:
Quantas vidas moram em você que ainda não despertaram?
Se você se permitisse lembrar… de onde você realmente veio?
E se quebrar não for o fim, mas o começo de se ver inteiro, em todas as direções?
Vá.
Mas leve o espelho.
Mesmo em cacos, ele ainda é sagrado.
Com luz e sombra,
Dominique, uma Existência de Caos
Há quem veja nas tuas escolhas motivo para julgamento, mas não encontra em si a capacidade de amar o teu ser. (Furucuto, 2025)
Não encontro razão alguma para não comparar a política ao que há de mais ignóbil, pois nela mesma já transborda a imundície que a define. (Furucuto, 2025)
“Há quem veja na tua companhia o seu maior fracasso. Ora para se libertar de ti, esquecendo-se de que sempre foi livre para partir. Ficar foi uma escolha.”
Furucuto, 2026.
"Há quem conheça todos os deveres da fé, mas se esqueça dos deveres do lar. Quando a devoção nos leva a tratar melhor os líderes religiosos do que quem partilha connosco o pão, o silêncio e a cama, talvez não seja a fé que esteja a falhar, mas a nossa compreensão do amor e da responsabilidade."
(FURUCUTO, 2026).
"Há amores que não precisam vencer a distância para provar a sua força; basta-lhes transformar a saudade na mais fiel companhia do coração."
(FURUCUTO, P. D., 2026).
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