Ha como eu Queria q ela Soubesse

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“Há vidas que não terminam; apenas mudam de tom. E em cada tom, a alma se reencontra com aquilo que já é amor.”


Livro "Sete Vidas: Quando a Alma se Recusa a Partir "


Roberto Ikeda

A Transparência da Alma


Há momentos em que a vida, com sua delicada brutalidade, nos oferece revelações que não pedimos, mas que precisamos. Uma palavra fora de lugar, um gesto não intencionado, um áudio deixado ligado — e então, como num rasgo súbito na cortina da convivência, vemos o que estava oculto: a ausência de verdade onde pensávamos haver afeto.


A amizade, esse pacto silencioso entre almas, não se sustenta na frequência dos encontros nem na doçura das palavras. Ela vive — ou morre — na integridade dos gestos, na coerência entre o que se diz e o que se faz quando ninguém está olhando. A decepção, por mais amarga, é uma espécie de claridade. Ela não destrói: revela. E o que revela, liberta.


Nietzsche dizia que “não é a falta de amor, mas a falta de amizade que torna os casamentos infelizes”. Podemos estender essa ideia a todas as relações humanas: é a ausência de autenticidade que corrompe os vínculos, que transforma o que era para ser abrigo em ameaça. Quando alguém nos mostra, mesmo sem querer, o que realmente habita seu coração, temos diante de nós uma oportunidade rara — a de escolher com mais sabedoria quem merece permanecer em nossa travessia.


Escrever sobre isso é mais do que desabafar: é eternizar o aprendizado. É transformar dor em linguagem, e linguagem em ponte para outros que também caminham feridos, mas desejam curar. A escrita, quando nasce da verdade, é sempre um ato de generosidade.


Que cada leitor que aqui chega encontre não apenas palavras, mas espelhos. Que se reconheça, se questione, se fortaleça. Porque a vida é breve, e o coração, sagrado. Que sejamos fiéis a ele — mesmo quando o mundo não for.


"A amizade verdadeira é como o silêncio da noite: não precisa provar sua existência, apenas permanece, fiel, mesmo quando todos os sons se vão."


Autor: Roberto Ikeda

“Há caminhos que não escolhemos percorrer. Apenas sentimos que, de algum modo, sempre fizeram parte de nós.”


Roberto Ikeda

Provocar a atenção alheia com o vestuário e depois posar de injustiçada quando há reações é apenas uma estratégia para manipular a situação e nunca admitir o próprio papel no conflito.

No Direito, todos os caminhos levam à justiça ou à injustiça. Não há porta que não possa ser aberta; no entanto, é preciso saber em qual bater e como fazê-la abrir. Escolhas erradas podem custar caro.

Na vida, evite pedir favores para não ser devedor de ninguém, porque há quem goste de fazer de quem pede um refém de seus caprichos.

Há pão para todas as ocasiões:
Uns com fermento, outros com centeio.
Alimento para todas as gerações
É o que Deus fez com Seu Cordeiro.

Nenhum proveito há para aqueles que acumulam gado,
terras e propriedades, porque nada têm para pagar
o preço do descanso da sua alma.

Há um rio abundante e cristalino para aquele que bebe da sua fonte, pois suas águas jorram para a vida eterna.

Há vários convites para todos os tipos de festas do mundo;
porém, os convidados especiais de Deus aguardam a maior festa nos Céus: as bodas do Cordeiro.

Quando pensamos nas coisas lá de cima, não há lugar
para as coisas aqui de baixo ocuparem a nossa mente.

Observe um homem que lê a Bíblia: maior esperança há
para ele do que para aqueles só assistem à televisão.

Ocupando Deus o nosso coração, não há espaço
para um segundo ídolo ocupá-lo.

Há construções e monumentos humanos, dedicados aos seus antepassados, que não passam de mera adoração a mortais.

Há lágrimas que tocam o coração de Deus, quando o entendimento do ser humano reconhece que Ele está acima de seus sofrimentos e propósitos de vida.

Há brilho nos olhos femininos quando se mostra caída por um rico, mas a pobreza espiritual do rico apagará o brilho dos seus olhos.

Há pessoas que não sabem reconhecer um aliado forte e preferem viver entre os ignorantes e alienados.🤝🏻

Há três coisas que nunca deves perder nem mudar por ninguém: o teu sorriso, a tua alegria e a tua maneira de ser.

ALGUMAS PESSOAS NÃO FICAM EM NOSSAS VIDAS. FICAM EM NÓS.

Há pessoas que o tempo leva, mas não consegue retirar. Elas deixam de ocupar a cadeira, de atravessar a porta, de telefonar no fim do dia, de perguntar se chegamos bem. Um dia percebemos que já não fazem parte da rotina e, no entanto, estranhamente, continuam fazendo parte de nós. É uma das contradições mais bonitas e dolorosas da existência: alguém pode deixar nossa vida sem conseguir deixar aquilo que somos.
Talvez porque presença e permanência sejam coisas diferentes.
Presença é corpo, voz, abraço, convivência. Permanência é aquilo que sobrevive quando tudo isso já não está.
Há pessoas que permanecem durante décadas ao nosso lado e quase não modificam nossa essência. Outras passam por um pequeno trecho de nossa história e deixam marcas tão profundas que, muitos anos depois, ainda encontramos seus vestígios em nossos pensamentos.
Elas ficam numa palavra que aprendemos.
Num conselho que finalmente compreendemos tarde demais.
Numa música que evitamos ouvir porque conhecemos o caminho que ela percorre até chegar ao coração.
Num prato cujo cheiro devolve uma cozinha inteira à memória.
Num jeito de sorrir que, sem perceber, herdamos.
Num gesto que repetimos e de repente pensamos: “Era exatamente assim que aquela pessoa fazia.”
É então que compreendemos:
ninguém permanece apenas nas fotografias.
As pessoas permanecem também naquilo que modificaram em nós.
Talvez seja essa a forma mais misteriosa de continuidade humana.
Somos feitos não apenas de nós mesmos, mas também dos encontros que tivemos.
Carregamos pedaços daqueles que nos ensinaram alguma coisa, daqueles que nos amaram, daqueles que ferimos, daqueles que nos feriram, daqueles que seguraram nossa mão quando o mundo parecia grande demais.
Até algumas despedidas acabam participando da nossa construção.
Porque há pessoas que nos ensinaram pela presença.
E outras que somente conseguimos compreender depois da ausência.
O tempo passa e faz seu trabalho inevitável. Os rostos envelhecem nas fotografias enquanto permanecem jovens em determinadas lembranças. As vozes começam a perder detalhes. Algumas datas escapam. Certas conversas já não conseguimos reconstruir completamente.
E isso assusta.
Tememos esquecer.
Como se esquecer um detalhe significasse perder novamente aquela pessoa.
Mas talvez a memória mais profunda não esteja na capacidade de recordar exatamente o som de uma voz ou a roupa usada numa determinada tarde.
Talvez esteja naquilo que essa pessoa deixou incorporado em nossa maneira de existir.
Se alguém nos ensinou bondade e continuamos sendo bondosos, alguma coisa dela permanece.
Se alguém nos ensinou coragem e um dia encontramos força justamente quando pensávamos não possuir nenhuma, talvez aquela pessoa ainda esteja ali.
Se fomos profundamente amados e, por causa disso, aprendemos a amar melhor, então aquele amor não terminou quando a presença terminou.
Ele mudou de endereço.
Passou a morar em nós.
E talvez seja por isso que algumas ausências doem tanto.
Não choramos apenas porque alguém foi embora.
Choramos porque alguma parte da nossa própria história caminhava naquela pessoa.
Quando ela parte, parece levar consigo uma língua que somente nós dois falávamos, determinadas piadas que ninguém mais compreenderá da mesma maneira, pequenos rituais, apelidos, olhares e silêncios que nunca precisaram de tradução.
Há universos inteiros que existem somente entre duas pessoas.
Quando uma delas parte, a outra torna-se a última guardiã daquele mundo.
Isso é saudade.
Não apenas desejar alguém de volta.
Mas continuar carregando sozinho um lugar que antes era habitado por dois.
Por isso talvez não devamos lutar tanto contra a saudade.
Ela dói, mas também testemunha.
Diz silenciosamente: “Aqui existiu alguém importante.”
E existe dignidade nisso.
Ter amado alguém suficientemente para sentir sua ausência significa que, por algum tempo, duas existências deixaram de ser completamente separadas.
Uma entrou na história da outra.
E depois disso nenhuma despedida consegue desfazer totalmente o encontro.
A vida continuará.
Novas pessoas chegarão.
Outras também partirão.
Nós mesmos um dia seremos ausência na vida de alguém.
E talvez essa seja uma das perguntas mais profundas que podemos fazer enquanto ainda estamos aqui:
o que ficará de nós dentro daqueles que amamos?
Talvez não sejam nossas conquistas.
Talvez ninguém se lembre de quanto trabalhamos, do que possuímos ou de quantas vezes estivemos certos.
Mas alguém poderá lembrar que fomos gentis quando poderia ter sido diferente.
Que ouvimos quando aquela pessoa precisava falar.
Que oferecemos um abraço numa tarde difícil.
Que fizemos alguém rir quando a vida estava pesada.
Que dissemos “eu te amo” enquanto ainda havia tempo.
E então talvez compreendamos que permanecer nunca significou impedir uma despedida.
Permanecer é deixar alguma coisa boa de nós vivendo no outro.
Porque algumas pessoas realmente não ficam em nossas vidas.
O tempo, a distância, as escolhas e a própria morte podem levá-las para lugares onde nossos braços já não conseguem alcançar.
Mas existem lugares aos quais nem o tempo tem acesso.
E quando alguém conseguiu chegar até lá, quando alguém participou profundamente daquilo que nos tornamos, já não importa apenas quanto tempo permaneceu ao nosso lado.
Porque algumas pessoas vão embora da nossa história cotidiana…
mas continuam escrevendo, silenciosamente, dentro de nós.

With you, o passado se dissolveu em cinzas insignificantes. Não há cicatriz antiga que me alcance, nem sombra de histórias que vieram antes que consiga projetar qualquer dúvida sobre o que sinto. Aquilo que vivi antes de te encontrar parece agora uma rascunho borrado, uma introdução o sem importância escrita por alguém que ainda não sabia ler a vida de verdade. O ontem perdeu o peso, a voz e o sentido foi varrido pela força irrevogável da sua chegada, que reescreveu o meu mapa e tornou obsoleta qualquer memória que não te inclua. E se o passado virou silêncio, o futuro se transformou em uma urgência magnética. Ele deixou de ser uma promessa abstrata ou um território a ser temido para se tornar um sinônimo exato do seu nome. Planejar os dias que virão já não é um exercício de imaginação, mas uma necessidade , como respirar. A única direção que meus olhos reconhecem é aquela para onde você aponta, e qualquer amanhã que não traga o eco da sua risada ou a segurança do seu abraço perdeu completamente a razão . _Enzo Ruchell_