Ha como eu Queria q ela Soubesse
A bondade é como a luz, simplesmente flui: não há necessidade de prová-la o tempo todo, assim como não há como escondê-la.
CIDADE DA POESIA
A cidade da poesia devia existir,
Como Deus na terra um dia há de vir.
Que a felicidade tenha o seu porvir e
A tristeza antecipe o seu partir...
Viajarei terras e mares bravios,
De automóveis, aviões, trens ou navios.
Realizarei um sonho, ainda que tardia,
Conhecer, in loco, a Cidade da Poesia...
Lá, tudo cheira fluidos poéticos,
Um povo festivo, feliz e eclético...
A felicidade estampada na face singular,
De um ser humano acolhedor, aquele que sabe amar...
Terra da serra dos Morros Uivantes,
Dos Deuses Astronautas e Estrelas Cadentes,
Dos Sertões Veredas deslumbrantes e
Da primavera florida inebriante...
Conhecer o Lar da Juventude Acumulada,
A Creche da esperança de uma Nação próspera e amada.
Conhecer a Praça da Liberdade, quanta alegria,
Andar pelas veredas de paisagens, consumindo filosofia....
Conhecer, também, o cemitério da Boa saudade,
Da terra que guarda a lembrança e valores ancestrais.
Um momento de profunda reflexão quando se cruza os seus portais,
Ali todos são iguais, não há status, nem dinheiro e nem classes sociais...
Visitar a Igreja de todos os Santos e de todos mais,
Orar para que Deus não nos abandone, jamais!
Pedir que cuide da natureza, dos homens, da água e de seus mananciais,
Levando a poesia aos corações e orações de seus fiéis...
Andar pela Alameda da Juventude,
Das baladas, barzinhos, encontros, paixões e solicitudes.
Desfilar na Passarela do Samba debochadamente apaixonado,
Abusar do vazio momentâneo de razões, preconceitos e tudo que for pecado...
Até na política teria algo diferente,
Editais, cartas, ofícios e decretos, escritos em versos e rimas,
Um texto alegre, livre e de valor contente,
Nada que impeça que as Leis e os Direitos estejam acima...
Nadar no Rio da Felicidade,
Com trajes livres, sem medo e contrariedade,
Jovens, crianças, homens e mulheres, de qualquer idade,
Ali a liberdade contagia, é a magia da simplicidade...
Por fim, no Recanto dos Monges, o Seminário,
Instalado na Praça das Poesias e dos Poemas libertários,
Ouvir românticas canções, melodias dos apaixonados,
Sentado no velho banco de carvalho pintado na cor do canário
Que canta e encanta, bem lá no alto do campanário!...
Assim, acaba esse delicioso sonho!....
ÉLCIO JOSÉ MARTINS
O vento pode ser sempre o mesmo e há passar por várias direções, mas nunca mais me encontrará como da última vez que passou...
A vida não é um vídeo game, nela não há vida extra ou continue. Suas ações são únicas e não há como voltar atrás.
Tudo acontece como tem que acontecer,
O destino está chamando, não há necessidade de relaxar,
A cada reviravolta, encontraremos nosso caminho,
Quem tem que ficar fica, quem tem que ir, vai.
Há o amor sempre me persegui, e sou como uma criança sorrindo para ele alegre e esse amor que me envolve e me cerca e abraça sou teu por igual, sou um romancista, sou um escritor e também um menino que gosta de você. Um italiano um homem de fé eu sou tudo e mais um pouco eu sou seu sou seu por igual.
Não há nada que canse tanto, como se torturar com preocupações.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 10 de março de 1948.
...MaisHá muitos enganos anunciados como verdade. Alguns de origem conscientes, outros não. A grande questão é que, não é só de verdade que vive a sociedade. Se eliminar todo o engano, a sociedade entra em colapso - físico, social, econômico, psicológico e espiritual. O mal jamais será totalmente erradicado, apenas administrado.
Há mais amor como verbo do que como pronome possessivo. Como verbo o amor é livre, como pronome o amor se torna escravo, logo se transforma em outra coisa que o amor desconhece.
Nenhum ótimo momento vivido será revivido com a mesma intensidade como outrora fora, mas melhores hão de vir, é o que se deseja.
Roubaste a mim
Apossou-se de aquilo que não há como tocar
Que não há como expressar
Levaste consigo aquilo que tampouco eu sabia que possuía
Acho que não há como reaver
És único
Destilou e deleitou-se até não haver mais
Sim! Nada sobrou
És egoísta e ficaste com tudo
É difícil negar
É vergonhoso admitir
É amargo lembrar
É doloroso guardar
É complicado viver
É necessário fingir
É solução desistir
O lindo sorrir de um mendigo…
Pra mim, há poucos sorrires tão lindos;
Como os que encontro, em seus lindos olhares;
Por serem das suas Almas tão vindos;
Como o são, Da minha a tais, meus doares!
Que tristeza em mim sinto, quando ajudo;
Um desses pobrezinhos, nesta vida;
Por nesse meu doar, não ver o tudo;
Que eles, tão precisavam, em tal tida!
Oxalá que o sorriso que provoco;
Sempre que a tais dou minha esmola, pobre;
Se propague por todo este universo!
Porque eu, minha Almita em tais tão coloco;
Que nem o meu fazer, por cá mais nobre;
Me contenta tanto, como esse verso.
Com a alegria sentida no meu humilde doar;
O porquê, entendo que reflete as mudanças, os desafios e os obstáculos, mas como a natureza presa há sempre uma resposta para as terríveis perguntas da vida!
AMOR DEBUTO
Trova o teu olhar esplendida cantata
E há, no teu beijo, desejos encantados
Como que o terno tilintar em serenata
D’almas em suspiros tão compassados...
Bendito o amor assim que se desata
Toada suave dos ditos enrabichados
Coração sonorizado dos apaixonados
Pulsando sempre em poética volata...
Alvor amado dos dias meus sonhados
Despertando os sonhos em ressábios
Ó doces lábios, de sabores molhados...
Que me invade numa ventura furiosa
Vai-se a minha paixão em um cortejo
Repleto de sensação e sede amorosa!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/06/2021, 09’10” – Araguari, MG
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