Grito de Protesto
Só mais um grito
Ela grita por socorro
Para teu olhar eu corro,
Mas como não tenho,
Aos cortes recorro,
Nessa dor eu morro.
Junto dessa dor,
Sentimento esclarecedor,
Tudo que sente é tristeza
Incerteza.
A morte chegando,
Seu coração não mais palpitando.
Naquela dor, novamente calvagando.
Dores não citadas,
Poesias não pautadas,
Guardo essa dor que a mim foi dada.
Só mais um grito por socorro
Como eu disse, aos cortes recorro,
Nos braços da vida eu escorro.
ESTIAGEM NUM SONETO
Eu grito por chuva, intensa e forte
pra encharcar o cerrado ressequido
tão sofrido, que clama num alarido
por gota d'Água, num altivo porte
Eu vozeio pelo vento desmedido
soprando humidade num suporte
pra este chão carente e sem sorte
chovendo vida, e o vivo permitido
Também a natureza uiva de morte
aos céus, que acabe o sofrer infindo
tombando a chuva sem ter recorte
O sol regente do sertão, intervindo
se faz ufano, intenso, num aporte...
E a chuva, ah! Essa, não vai caindo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
A saudade nada mais é do que um grito do nosso próprio ser que nos chama para aquilo que somos, para um encontro pessoal conosco e, sobretudo, para entendermos que existe uma graça tão grande.
CORAÇÃO
Coração, por que te sangras
Ao ouvir um grito na madrugada?
Pode ser algo misterioso, ou também
pode não ser nada.
Os perigos da noite têm seus açoites.
E enfim, espera que chegue a madrugada
Para só então saber, não houve nada.
Foi apenas uma estrela que brilhou
Ou talvez tenha se espatifado,
São pedaços que juntou ou que tenha separado.
ilusões na alma e no espirito,
transgridem o grito do amor...
impera se o destino,
se fotografa na virtude da solidão...
flor do amor
Ah como eu queria que o universo entendesse a mensagem, interpretasse meu grito, meu choro, meu desespero da forma correta... E secasse minhas lágrimas devolvendo meu sorrisao largo novamente... Será q ele entende, ou sou eu quem não entende?
O grito da terra se expande por todo o Universo
No verso da mão calejada que afaga o rebento
O amor relampeja quebrando a semente da guerra
Sagrada é a força da Terra brilhando num só pensamento
E a incerteza de seguir
Me persegue como um cão faminto
Eu escrevo
Grito
Escancaro o peito
Por eu ser assim tão sentimental
Um grito de socorro pode desfazer um nó na garganta. Às vezes um pouco de coragem pode resolver muitas coisas.
Grito silencioso
Ama, mas ama em silêncio.
Não grites vossa felicidade
A céu aberto. Nem todo
Mundo nessa cidade
Comemora vossa felicidade.
Nem todo o mundo
Quer te ver bem no fundo.
Há por aí coração alheio que
Te quer ver bem, mas
Também há por aí coração
Maldoso e invejoso.
Leandro M. Cortes
“Ela têm olhos de infinito;
E é tão bonito ela olhando o nada.
Eu sou o nada, o grito, e minha dor estanco;
O nada é um livro em branco onde uma historia vai ser contada”.
Ah, se num grito fosse embora toda minha dor;
Ah, se num grito fosse embora todo meu desespero;
Ah, se num grito, daquele que rasga a garganta, todo o meu eu saísse de mim...
Este meu jeito leviano causa dano
Eu grito aqui nesse terreiro, também aprisionado no porão, muitas questões por dinheiro e por isso a escuridão.
De fato me vejo um sujeito perverso, jeito de retrocesso, romântico e amante da vaidade, um orgulho desenfreado, traduz um pobre coitado e de lá pra cá, de cá para acolá, fugindo do céu que me chama, ignorando a redenção que emana e aderindo um perigoso perfil, uma teia que dá calafrio.
Uma espiada na malícia, um mergulho no atrito, ferindo meu alheio, e de novo a repetição, que faz vã a oração, estou tentando acertar, é fato, mas continuo errando e este meu jeito leviano causa dano.
Giovane Silva Santos
Amor por todos eu tenho,
o que não tenho, o que eu prendo, o que eu escondo,
é o meu grito de explosão de amar
a minha espontaneidade;
Cada dia que passa retrai-se um pouquinho
esconde o meu belo ser:
o seu belo ser.
Meu grito foi assassinado a esperança ressuscitou
O que vou dizer nesta rima, poema e poesia.
Nessa prosa e nesse enredo de fantasia.
Parece ser mesmo um manifesto delirante.
Mas é parte de um conto oculto.
É fato, é ato, é a verdade um predominante.
Quando a loucura surgiu.
O grito bipolar emergiu.
A mente acelerou.
O coração pulsou.
Uma vontade existiu.
Pelo povo e Brasil.
Mas o grito foi assassinado.
Pela sociedade que oprime.
No próprio lar se ganha de presente dilemas.
Um par de algemas.
Um cadeado que reside.
Um ato de depressão.
Uma agulhada de injeção.
Pronto, o doido dorme.
A loucura não fala.
A sociedade nos conforme.
Oh silêncio que fala, pelo que a poesia ditou.
Meu grito assassinado, a esperança ressuscitou.
Giovane Silva Santos
O grito, o choro, o silêncio a canção
Queria traduzir a poesia.
Cada canetada de fantasia.
Lamento.
Encanto.
Conto.
Pranto.
É o beijo mais ardente.
Sentimento mais profundo.
São os loucos do mundo.
Poetas e regentes.
É nada.
São apenas roteiros de sonhos.
Delírios exagerados.
Loucura dos desesperados.
É nada.
É ouro raro.
Prato caro.
Mulher virtuosa.
Onde andarás.
Na trilha da poesia está as raridades.
Diamantes de sangue.
Repito.
Mulher virtuosos onde andarás meu rubí.
Varão valoroso estão por aí.
Que dentro da poesia cada Deus possa existir.
Onde estarás a poesia?
No cotidiano do lamento, nessa perca de lamento.
No coração que pulsa na pluma e relento.
O mundo gira na poesia da balada.
Os escombros, o relento, o lamento.
A poesia, o sonho o contentamento.
Giovane Silva Santos
GRITO DOS AFOGADOS
Já foram despidos os dias...
As Horas...
Minutos...
Segundos...
Já se foram os sonhos...
Quimeras...
Desejos...
Paixões...
Já se despediram...
Do amor...
Do beijo...
Do hímen...
A abiose humana vestiu-se...
De desilusões...
Afagas fracassadas...
Pensamentos em torturas...
O eu lírico se afogou...
No cururu...
No tapajós...
Nas próprias lágrimas...
Willas Gavronsk (...)
APELO em forma de GRITO, À boa IMPRENSA, por ver NELA, a ÚNICA fonte para PACÍFICAMENTE se ver justiça neste meu pobre (por tão pobres reis) país, que é Portugal
EMPRESÁRIOS em nome individual, com seus PEQUENOS estabelecimentos comerciais, ENCERRADOS obrigatoriamente pelo estado, mas SEM qualquer direito ou apoio social, por parte desse mesmo, para suportarem as despesas que todos temos nomeadamente de: saúde alimentação, arrendamento, prestações das casas, água, luz, gás, electricidade e outras!!!!!!!!
Para vós, senhores políticos: Presidente selfie, Primeiro ministro e deputados desta nação que é Portugal…
Sei que de mim, não gostais, mas que um sou;
E que como eu, há em nós: várias centenas;
Com cafés, salões e lojas PEQUENAS;
Sem DIREITO: a um cêntimo, como eu estou!
A vós, estado eu devo, nem centavo;
Daí, vos perguntar, ó deputados;
Parados, com chorudos ordenados;
Porque tão roubais vós, a tanto ESCRAVO?
Por isso analisai, com que critérios;
Num ROUBAR inconstitucional;
Nos prejudicais, porque somos sérios!...
RESPEITAI: presidente e ministérios;
Que sabeis a nós poder tratar mal;
Por tão conhecerdes: nossos mistérios. *
*Através do controlo do fisco, da segurança social e do registo criminal, por não SERMOS marginais, mas tão só: SIMPLES trabalhadores com os negócios FECHADOS e com a tal SEM qualquer AJUDA por parte de a quem sempre [ e aqui falo por mim e minha Família] pagamos os nossos impostos.
Com fé, num ALERTAR por parte da nossa COMPETENTE e JUSTA imprensa, pois por tais medidas [que considero NECESSÁRIAS, como tão tenho alertado em meus poemas que cá só pecaram por TARDIAS] por tomadas, por um INJUSTO desGOVERNO, encontro-me na situação de desempregado (sem um cêntimo de rendimento). A nossa “unida” Europa, está a mandar os governos ajudarem os seus povos, mas o nosso [o do meu PORTUGAL] … ENFIM!!!!!!!!!! de fome, não hei-de morrer, porque ainda estou (mas à minha custa) “bastante” gordinho.
