Grito
Às vezes eu me envergonho do sono omisso que adere ao comodismo e à indiferença perante o grito dos excluídos!
"Eu preciso me jogar. Soltar o cabelo e dar um grito estridente. Sou dessas que não se contenta com a quantidade, com jóias e nem presentes caros. Não preciso de roupas de marca, ou popularidade. Preciso é de um lugar calmo, com aquele vento no cabelo. Risadas, besteira e amigos sinceros. Loucuras, aventuras e romances que fazem história. Preciso daquela chacoalhada para voltar para o mundo, me perco fácil. Não sigo caminho, nem rota... faço tudo ao contrário, não sigo receita para ser feliz. Adiciono aqui, retiro ali, e....ah, essa mistura é única!"
Grito em grande desispero
Eu preciso de alguém como você,
Pois eu so queria ser feliz
Pra saber que gosto tem.
Luto das pedras
Grito no sonho.
E ainda no escuro protetor,
Grito de novo acordando.
Tantas idades em reações.
O Passado. Dias seguindo contrários.
A vida é mais do quanto já se foi e pouco do que se quer ser,
Que deixo as palavras nos dentes.
Na teia do presente,
Tece ainda a falta, a saudade
Entre as ações acontecidas,
Entre o silêncio, o imóvel.
O invisível luto das pedras.
Desde quando imperceptível,
Até quando eu deixar de ser o mesmo.
Grito de liberdade
Ninguém quer viver com medo
Ninguém quer ter que caminhar
Viver sob uma falsa democracia
Que só beneficia quem pode pagar
O que queremos é liberdade
para agir, pensar e falar
O que queremos é liberdade
Ter o direito de nos expressar.
Queremos liberdade já!
"As vezes grito calado, para que todos ao meu redor não me escultem e sim para quem me senti, sinta-me.."
O GRITO
Ouvia-se o grito.
Na noite do vendaval,
Duma garganta, saía aflito
O ronco de algum mortal.
Terrífico
Horrífico,
Que entrava pela janela
Fechada pelo medo
De entrar nela,
Mau credo ou até bruxedo.
O vendaval amainou.
O grito parou.
Aberta a janela,
Ao perto, à luz da vela:
Era uma voz de fome,
Um homem sem nome,
Sem idade de vida ou ser,
Que só pedia a esmola do comer.
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 03-04-2023)
Meu grito era cego;
Surdo e mudo.
Um grito sufocado de receio.
Um socorro disfarçado de sorrisos.
Medo do medo
Você entende?
Até o grito, se moldar em nós.
Um grito com grito.
Um grito com voz.
O amor é a loucura do divino, um grito apavorado, uma oração, o silêncio, a honradez sacerdotal e profana do homem...
III. Quando o grito se disfarça de silêncio
Há gritos que ninguém ouve porque se disfarçam de silêncio. E há silêncios tão densos que carregam em si o estrondo de mil tempestades internas. A mente, quando já não suporta traduzir a dor em linguagem, recua. Fecha as janelas. Apaga as luzes. Cria mundos paralelos onde, mesmo distorcida, a realidade se torna suportável.
Nem sempre a loucura é ruído. Muitas vezes, é ausência. Ausência de conexão, de resposta, de chão. É o exílio interior de quem ainda está presente no corpo, mas já não habita a lógica comum. E nesse exílio, o tempo não segue sua ordem. As palavras não obedecem significados. O real se dissolve em fragmentos que só fazem sentido para quem ali está.
A sanidade, do lado de fora, observa, mede, intervém. Mas nem sempre compreende. Porque compreender exige mais do que escuta técnica, exige atravessamento. E poucos suportam atravessar a dor do outro sem se perder de si mesmos.
Talvez a maior ponte entre a lucidez e a ruptura esteja na empatia profunda, que não tenta apagar o delírio, mas se ajoelha diante dele como quem respeita um altar de sobrevivência. Porque ali, naquilo que chamamos loucura, ainda pulsa a centelha de quem resiste, não por desordem, mas por excesso de verdade que o mundo não conseguiu conter.
O grito
Só tu podes colocar a mão na massa para alcançar os seus objetivos, aprecie o tempo ela é tão valiosa. Contemple cada jornada como se fosse uma obra de arte o tempo que ela contém é vasto, mas tu és mortal, seja o tal escritor de sua história, tu és o única que dita o guião da história eles avaliam o processo,sucesso para si nesta vida em todas as esferás da vida.
