Gotas de Orvalho
As coisas simples da vida
Quem há de reparar numa gota de orvalho que cai numa manhã transbordante de primavera? Coisas assim passam despercebidas aos olhos comuns de quem vive ocupado com coisas supérfluas que não alteram de modo algum o meio onde vive. Contemplar a natureza e seus indivíduos tem sido banal atualmente, pois a tecnologia e a evolução tem tomado todo o tempo dos cidadãos reféns deles mesmos esquecendo-se de sua maior riqueza, as coisas simples que a vida oferece.
Comparo o amor de Deus como a Gota do orvalho, não se explica, percebe-se. Tal amor é como o vento, não vemos, mas sentimos. É como o cheiro de uma rosa perfumando nosso coração. É como o som de uma canção envolvente. Penetra até o profundo da alma e acalanta e liberta o coração preso num mundo de trevas e sem paz. Um amor puro e fiel
Eu sou
Eu sou o sereno da noite,escura que cai sobre você
Eu sou a gota do orvalho que,cai nos teus pés
Eu sou o que não se pode ver , mas o que se pode senti
Eu sou o amor.
Via-se em teu semblante um frescor puro como uma gota de orvalho. Tão radiante eras aos olhos meus o que me embelezava as vistas. Que de forma tão gloriosa afligia aquém a viste tão bela.
Você saberá que é amada
Vejo uma gota de orvalho cair sobre duas pétalas de rosa.
Lembro-me da mulher que era melodias tão glamurosas.
Ouço seus gritos tão formosos, desejando que não demore a aurora.
No deleito da noite desejo a formura do teu olhar,
Ainda sobre prantos, lágrimas de sangue a rolar.
Ainda ouço sua respiração ofegante,
Vejo seus cabelos loiros tão elegantes.
Quero seu amor pra acabar com a dor,
Que você me deixou quando disse, tudo acabou.
A que saudades dos teus lábios ardentes,
Lembro-me de quando éramos tão inconsequentes.
A que saudades do seu calor,
Daquele amor que por dentro tinha tanto valor.
No meu mundo agora só me resta sonhar,
Para que no futuro eu possa te encontrar.
Uma mulher que me fez descobrir o amor,
E agora só me restou chorar.
Inocência
Como a gota de orvalho que nos beija a face,
no limiar de cada amanhecer, a inocência nos remete
aos encantos de cada ser.
Na flor: os encantos, beleza e delicadeza,
que acompanha a vida em seus momentos de vibração e amor.
Nos pequenos animais: A proteção e calor como senso de carinho e amor
para sustentar os delicados membros, desajeitados, em seus primeiros movimentos de vida.
Na criança que nasce: é sempre indiscritível a visão do pequeno ser,
que movimenta a imaginação, em mil coisas a oferecer,
e outras tantas a desejar que o mundo se renda e lhe ofereça vênia.
A natureza pede delicadeza, toques suaves, amor incondicional.
"A inocência é a sugestão divina para que se mire no espelho da imaginação
e, se encontre com a própria pureza na intimidade da alma!"
SOU SOU
Sou uma pequena folha
Sou a erva fresca
Sou o som do vento
Sou a gota de orvalho
Que vive suspensa numa flôr
Sou a sombra da árvore
Sou a luz do sol
Sou uma núvem que passa
Sou a ave que canta
E voa até às estrelas
Sou um poema com o ritmo
Dos sons ao amanhecer
Sou uma raposa que vive na serra
Sou o lobo que uiva forte
No chamamento de cada poesia minha.
🌺 🌺2018
ÍNFIMO – Tão pequeno como gota de orvalho, como a imperceptível luz de vaga-lumes no jardim. Vago como o vento e sua asa que passa em sua casa e você não vê. Ínfimo. Como o canto do pássaro que você não escutou, como o beijo cálido do beija-flor na flor. Ínfimo. Como grão de areia no deserto do Saara; minúsculo peixinho azul invisível aos olhos humanos. (Escritor/jornalista Eugenio Santana)
Vida.
A vida requer cuidado, reparo...
Está na gota de orvalho, na planta que cresce e na que morre, está na água que corre...
No vento que sopra, na brisa que refresca...
Nos pássaros que cantam em dias ensolarados...
E na tristeza escondida de um dia nublado...
Está nos detalhes, na aurora...
No tempo...
Está onde olhamos e onde não vemos...
Está dentro de nós e não percebemos...
Depois que chega ao fim é só lamento...
De não termos aproveitado todos os momentos.
"Espero-te como a flor desfalecida espera o raio de sol que deve aquecê-la, a gota de
orvalho que pode animá-la, o hálito da brisa que vem bafejá-la. Porque para mim o único céu
que hoje me sorri, são teus olhos; o calor que pode me fazer viver, é o do teu seio.
Deitei uma gota de orvalho
e plantei uma semente no teu coração
cresceram raízes profundas e fortes na tua alma
deixei uma melodia a cantar dentro de ti
reguei o teu corpo de fé e esperança
não mais nada tão belo como a imortalidade da alma.!
Em cada gota de orvalho da manhã, em cada jato de ar que inspiramos, em cada som, em cada pensamento de amor mais profundo,
podemos sentir a presença da Fonte Universal permeando nossas vidas, e guiando-nos através dos jardins do infinito.
O AMOR
A gota de orvalho que pende da haste da rosa, onde os primeiros raios de sol expõem que apesar da secura do momento, da época estanha e cinza, a rosa do meu jardim sobrevive na privação, apesar do terreno não ser propício, mas pelo tempo empregado e o carinho dedicado tem mantido seu viço, a gota de orvalho a brilhar com os raios do sol dão conta disso.
Não colhida em teu habitat, livre de um jarro ou adorno o amor fez a diferença.
CONCEIÇÃO PEARCE
nada como o amanha...
solitude num breve momento...
desejo.
instante mediano,
numa gota de orvalho.
birra dos céus .
pois bem o sentido temporal...
ouro de tolo amargo momento.
seca entre os polimorfos...
o ar morto. na despedida...
o vento para mar morto de nossas vidas.
esclamo cada luar vivo e meus pensamentos.
Nós tais paradigmas somos parte da história.
Guardo nas lembranças tais visões.
Os frutos de vontade que escondi para sonhar um dia.
Mundo de longe ao horizonte outro sol.
Em outro universo que tive esperança.
uma borboleta colorida ergue as asas, e golpeia uma gota de orvalho, de súbito me sinto uma intrusa no sonho que própria criei, ao ver-me nesta festa da natureza onde sou como folha que a chuva humedeceu...caída dos ramos da saudade.
Prelúdio de Mim
Pequena gota, do orvalho da manhã. As folhas que caem com a brisa, tão fria, do primeiro sopro do dia. Eu abri meus olhos... O sol ainda não havia nascido, e tão belo era o horizonte avermelhado e as nuvens, pequenas e esparsas colorindo a atmosfera com os primeiros raios de sol.
Abro meus braços e me perco na imensidão do céu, sinto o calor do sol tocando minha pele e o suspiro das arvores que dançam ao sentir o vento forte e delicado vindo do oeste derrubando suas folhas secas e gritando em meu ouvido, “adormeça!”.
Os passarinhos sabem onde encontrarem água.
Os insetos bebem-a numa gota de orvalho...
E o homem polui-a e disperdiça-a!
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