Gente Sem Graça
Heresia: depende do ponto de vista do herético histérico que vê!
Quando eu era católica, os evangélicos diziam que eu era herege, me acusando de idolatria.
Quando eu era espírita, evangélicos e católicos diziam que eu era herege, me acusando de idolatria, ocultismo e feitiçaria.
Achando que eu virei evangélica, católicos e espíritas dizem que eu sou herege, me acusando de idolatria a mamom.
E os evangélicos que acham que eu sou evangélica, dizem que sou herege porque me identifico com a fé de pastor tal e tal, tidos como hereges.
Quando digo que sou apenas cristã, eles insistem dizendo que sou herege, pelo fato de eu não idolatrar nenhuma religião, assim como eles fazem, colocando doutrinas e instituições religiosas acima de Jesus.
Ou seja, de um jeito ou de outro, sou herege em algum momento para alguém.
Todos são muito bons em acusar os outros pela fé que professam. Os religiosos se preocupam em converter (religiosamente) os já convertidos (a Jesus), pois querem estar certos doutrinariamente falando. Não se apegam nas igualdades da fé, e sim nas diferenças interpretativas. Não são levados pelo amor e sim pela letra. Pregam a Graça quando são acusados, mas usam a Lei quando são os acusadores. Daí fica aquele embate teológico que só serve para inflar os egos em suas competições sagradas, deixando o capeta orgulhoso com o que de melhor ele opera nos sentimentos humano: a vaidade.
Vão pegar outro pra Cristo! Literalmente falando, e não ironicamente. Vão converter os ateus pra Cristo, os muçulmanos pra Cristo, os adoradores de mamom pra Cristo... Isto sim é evangelismo! Vão resgatar as almas perdidas, as almas carentes! Há lugares no mundo em que a bíblia ainda não chegou, assim como a eletricidade e o saneamento básico. Falta tudo nesses lugares, para essas pessoas, menos Deus. Enquanto que há lugares (e pessoas) que tem tudo, tem bíblia, tem teologia, mas não tem Deus.
As pessoas ficam curiosas sobre a minha fé (no sentido de religião)... Perguntam-se o que me fez mudar tanto de rumo, porque deixei de ser da religião tal e tal, blá blá blá... Afinal, que apito eu toco?
Como disse, sou cristã. Nada mais e simples assim!
Quando decidi não ser mais enganada ou enrolada, me tranquei em meu quarto e fui buscar respostas na bíblia.
Quando decidi conhecer verdadeiramente Deus, deixei de ler qualquer outro livro para ler somente a bíblia, o livro de Deus.
Leio outros livros, escuto e converso com outras pessoas, mas é na bíblia que encontro tudo o que me é suficiente saber, e mais especificamente no evangelho. E se não existissem outros livros, se não existissem religiões, a bíblia bastaria. Na verdade a bíblia basta, o evangelho basta, porque Jesus basta!
Não sou contra quem frequenta algum templo religioso, seja por temor, seja por amor. Não sou contra quem precisa de religião para se sentir e se dizer cristão. Minha contrariedade é para os que limitam Deus a religião, ou a uma religião. Colocam Deus dentro de um templo e acham que somente lá O encontramos. Especificam o relacionamento de Deus, como se Ele tratasse como fiéis somente os fiéis de cadeiras e de dízimos. Minimizam a onisciência de Deus, enfraquecem a onipotência de Deus, restringem a onipresença de Deus.
E eu que sou a herege! Eu e um bando de “coitados” que não se encaixam nos sistemas religiosos, em sua maioria, dogmáticos, sacerdotalistas e legalistas.
Os doutores da lei, da época de Jesus, disseram o mesmo sobre Ele, porque Ele não pregava em templos, repreendia os religiosos, curava aos sábados, reduziu os 10 mandamentos aos 2 primeiros, esteve mais rodeado de ímpios e gentios, criticou com veemência os ricos (e não enriqueceu), e por fim, porém não menos importante: morreu por nós, sendo o sacrifício definitivo da propiciação dos nossos pecados, já que pela lei nem um sequer teria a chance da graça e salvação. Esse mesmo Jesus não foi reconhecido como o Messias prometido por Deus, pelo povo que se dizia de Deus. O povo que se dizia de Deus acusou o próprio Deus de blasfêmia, porque Ele preferiu o amor a condenação. O povo que se dizia de Deus mandou soltar Barrabás, e coloca a culpa até hoje em Pilatos, porque o mesmo, tendo o poder de decisão, lavou as mãos passando a responsabilidade para o povo que se dizia de Deus.
É esse o meu Senhor! Deus de amor, misericórdia, perdão. Deus Pai, Deus criador, Deus único! É Ele, somente Ele que pode me julgar, salvar ou condenar. É Ele que me abençoa não com o que quero e nem da forma que quero, mas do que preciso e da maneira que só Ele sabe o motivo. É Ele a quem amo, seja no muito, seja no pouco. É o Deus da bíblia, do Torá e do Evangelho. O Deus de todos os que O querem como Deus, com ou sem religião, dentro ou fora de templos. Amor foi o mandamento maior, a lei acima da lei; e a fé (Nele) foi a condição.
Heresia: depende do ponto de vista do herético histérico que vê!
Vigiem na terra, irmãos! O véu rasgou... E as máscaras vão cair.
Deus...você está em qualquer época da minha vida,
o senhor me levanta e me mantém de pé
Abrigo seguro és para minha alma
faz a esperança em mim permanecer
e quando eu não aguentar você está lá
Onde o pecado é profundo, sua graça é mais
Onde a graça é encontrada é onde você está
E onde você está, senhor, eu sou livre.
Quando falamos dos benefícios de Deus para as nossas vidas, inevitavelmente caminhamos por uma linha tênue e perigosa entre ser servo do Senhor desfrutando de todas as Suas bênçãos, mas O adorando independente das circunstâncias, ou ser um servo inconstante, que vive de momentos restritos e passageiros, usando a adoração a Deus como uma forma de barganha.
Dar graças por algo é diferente de pagar. Agradecer nada mais é que reconhecer que você é recebedor de um benefício. Você reconhece que a pessoa que lhe beneficiou, não é obrigada a lhe fazer tamanho favor.
Para que você tenha uma experiência com Deus não é preciso grandes sujeições que ultrapassem sua capacidade de condição humana, não é preciso necessariamente que você se adéque a uma instituição religiosa, e nem se sujeite a esforços desnecessários no campo espiritual (dogmático ou doutrinário), muito menos que você comercialize sua fé, a experiência com Deus é gratuita, é alcançável a todos, é operante e democrática, no sentido mais amplo dessa palavra.
Sobre o verdadeiro conceito do evangelho e a Intertextualidade de não Julgar.
Quem sou eu para avaliar superficialmente uma vida e julgar ou excluir alguma pessoa do Reino do Céus; eu sou a prova viva, que a graça de Deus pode resgatar o(a) mais vil pecador(a) das trevas para Sua inesgotável Luz.
Não foi por ser uma pessoa boa, nem merecedora ou perfeita que Deus quis me resgatar, visto que, sou miserável, imperfeito e depravado, foi unicamente à sua graça e sua graça unicamente.
Nosso amor está plantado junto a ribeiros de águas, pois voluntariamente decidimos viver firmados no solo do amor de Deus e na dependência dos rios da sua maravilhosa graça.
Se você tem um amigo advogado, engenheiro, massagista, psicologo, esoterico, ou com qualquer outra especialidade da qual você venha precisar, pague por isso. Se este for o trabalho que sustenta a vida dessas pessoas, não incorra na grave falha de pedir favores de graça. Além de desonrar o trabalho de quem estudou e investiu para saber o que sabe, você está infringindo um aspecto da lei da prosperidade, e consequentemente, ela não te bafejará como você espera.
Seremos cristãos melhores quando pararmos de ficar olhando para os outros e de invejar os que oram, os que buscam ter mais intimidade, os que buscam se santificar, os que estudam as escrituras, os que procuram fazer o melhor pra Deus dizendo que eles "se acham" e começarmos a buscar obter também essa mesma graça e esse mesmo conhecimento.
Quando levamos a vida com simplicidade, aprendemos a valorizar as pequenas coisas da vida, assim, passamos a ser gratos pelas pessoas que amamos, pelo ar que respiramos, pelas oportunidades que temos, e até as belezas da natureza.
Aprendemos a ter contentamento por cada momento que o Senhor nos proporciona com sua infinita misericórdia e graça.
Os momentos mais simples são os mais inesquecíveis.
É na simplicidade e no essencial que encontramos a paz. E no fim nos damos conta de que não precisamos de muito para ser feliz.
A saudade nada mais é do que um grito do nosso próprio ser que nos chama para aquilo que somos, para um encontro pessoal conosco e, sobretudo, para entendermos que existe uma graça tão grande.
Pai Santo, em tuas mãos entrego minha vida para que em mim se faça a tua vontade. Teu amor é perfeito e a tua vontade é santa. Sei que queres para mim o que há de melhor. Faze de mim o que quizeres mas não te esqueças Pai de que minha vontade é cheia de amor próprio. Por isto antes de tudo fortalece-me com teu espírito e alegra-me com tua paz, para que em tudo o teu nome seja glorificado.
Eu voltaria atrás
Pra tentar me avisar
Que o caminho será escuro
Mas que Cristo é a luz do mundo
Deixe Ele te falar quem você é
Que a Palavra te desfaça
Que te afogue em Sua graça
Só a cruz esconderá quem você não é
Difícil falar de amigos
Sempre nos falta as palavras.
Amigos não se fala, se vive.
Não se comenta sobre eles, a gente os abraça.
Amigos não tem preço, a vida nos deu de graça.
Entre o preconceito e o pecado
Há mais de 2000 anos, quando o ego dos escribas e fariseus preconceituosos queria o apedrejamento de uma mulher adúltera, o Mestre da Sabedoria disse assim:
“Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire a pedra contra ela” (Jo 8.7).
Depois dessa perfeita argumentação, nenhum acusador conseguiu permanecer naquele lugar. Somente ficaram Jesus e a mulher. E o Mestre da Sensibilidade continuou perguntando:
“Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.” (Jo 8.10-11).
Por fim, o Mestre do Amor ofereceu misericórdia sem, no entanto, endossar o pecado daquela mulher. O Mestre da vida ofereceu perdão, mostrando um novo caminho a seguir debaixo da sua maravilhosa graça e livre do poder do pecado.
