Gente Mimada
Me tirem dos seus padrões, a gente pode até melhorar em algo, ser um pouco em algo. Mas a nossa verdadeira essência de quem somos, e como somos, ela jamais poderá ser alterada. A gente não gosta realmente de algo que queremos alterar, queremos alterar pra poder gostar.
Às vezes, tudo que a gente precisa é dar colo para o próprio coração, se permitir doer inteiro e chorar até as lágrimas esgotarem.
O amor é um caminho que a gente só conhece caminhando. Algumas vezes nos leva para o céu e outras vezes para o inferno.
A gente sabe quem torce pela gente.
A gente sente, a empolgação em saber das nossas conquistas é diferente, a energia também!!
Edelzia Oliveira.
O caminho de uma pessoa com transtorno mental é bem solitário. A gente segue em frente sem saber como. Se arrastando como se tivesse o Monte Everest nas costas.
A decepção é gerada na surpresa e mistura frustração com tristeza. A gente fica sem entender porque certos absurdos acontecem.
Se o senhor soubesse quanta gente usa meu nome em vão... De vez em quando, eu fico pensando que as pessoas tinham de ler mais a Bíblia para não usar tanto meu nome em vão.
Naturalmente
Naturalmente, a gente se entende
O teu olhar a me olhar me compreende
E nesse desatino,
O destino nos une e a gente se preenche.
O teu jeito de amar me surpreende,
Me enlouquece incrivelmente
E nesse vai e volta,
Perco o caminho da rota
E te beijo loucamente.
Você ganha o meu coração,
Tipo o Sol, você ilumina meu dia
Você é o fogo que faz aquecer a alma,
Me faz manter a calma
Com essa sua euforia.
Naturalmente, a gente vai se encontrar,
E nesse naturalmente,
O nosso amor nascerá,
E pra sempre o Sol da paixão brilhará!!!
Tem gente que gosta de mim e tem gente que não gosta, mas tudo bem. Nem o Lula desagradou a todos. Infelizmente!
Ás vezes, inexplicavelmente, a gente acorda com vontade de acabar com o mundo, e acaba desconstruindo relações.
Ditadura branca
no Brasil, a ditadura
nunca se extinguiu
para gente de pele escura:
a antilei
o falso indício
o sumiço
a tortura.
CONVERSA
– Eita negro!
quem foi que disse
que a gente não é gente?
quem foi esse demente,
se tem olhos não vê...
– Que foi que fizeste mano
pra tanto falar assim?
– Plantei os canaviais do nordeste
– E tu, mano, o que fizeste?
Eu plantei algodão
nos campos do sul
pros homens de sangue azul
que pagavam o meu trabalho
com surra de cipó-pau.
– Basta, mano,
pra eu não chorar,
E tu, Ana,
Conta-me tua vida,
Na senzala, no terreiro
– Eu...
cantei embolada,
pra sinhá dormir,
fiz tranças nela,
pra sinhá sair,
tomando cachaça,
servi de amor,
dancei no terreiro,
pra sinhozinho,
apanhei surras grandes,
sem mal eu fazer.
Eita! quanta coisa
tu tens pra contar...
não conta mais nada,
pra eu não chorar –
E tu, Manoel,
que andaste a fazer
– Eu sempre fui malandro
Ó tia Maria,
gostava de terreiro,
como ninguém,
subi para o morro,
fiz sambas bonitos,
conquistei as mulatas
bonitas de lá...
Eita negro!
– Quem foi que disse
que a gente não é gente?
Quem foi esse demente,
se tem olhos não vê.
Se o mundo soubesse o que nós fizemos hoje, ele ia querer que a gente se divertisse até cansar!
Em algum momento, acho que eu percebi que, se a gente quer que as coisas sejam de um jeito, não dá pra depender do destino ou da sorte. A gente tem que agir e fazer acontecer.
A magia das palavras num poeta deve ser tão sutil que a gente esqueça que ele está usando palavras.
A vida é o que a gente faz dela.
Boa, ruim, agitada.
Mansa, serena, tumultuada.
Com motor potente ou à manivela.
A vida é o que experimentamos.
Um reflexo do que buscamos.
É a soma de cada instante.
Viver é tarefa constante.
A gente sempre se acha o suprassumo do bom mocismo e da boa consciência.
