Gente Mesquinha
A sexta-feira para muita
gente tem a sua magia
e sempre traz a sua poesia,
para perceber como
ela chega é só buscar
ter tranquilidade,
paz na cabeça e serenar
para enxergar o quê
faz bem para a alma,
e também ao coração
para nenhuma escolha
trazer nenhuma decepção.
O mundo em preto e branco
não é capaz de me capturar.
Tem gente que até vai à Igreja —
e não aprendeu a rezar.
E se um poderoso falar
que vai jogar uma bomba atômica,
há quem tenha a capacidade de
amenizar.
Eu, como sou poesia,
não posso me calar.
Vou até a multidão
ao coração falar.
Pelas mãos e fortaleza da gente
do campo do Rio Grande do Sul
e do Vale do Rio do Peixe foi erguida,
assim começa a história
da cidade que é toda a minha vida.
Depois da Guerra do Contestado
passou a pertencer à Santa Catarina,
fundou-se a história de Ouro Verde
plenamente no Oeste Catarinense,
e aqui vivo orgulhosamente.
Ouro Verde fascinante que leva
esse nome graças aos pinheirais
e a erva-mate em abundância,
que fascinaram este povo,
e o meu coração tem estância
cheia de beleza e romântica.
É nesta cidade que tenho a fé,
o encontro com ou sem festa,
os sabores que sempre animam,
tudo na vida o que interessa,
não me vejo fora deste lugar:
este é o meu recanto de morar.
Dinheiro não pode comprar esse luxo que vem da alma: gente afetivamente educada traz um império em si.
Um dia a gente vai se encontrar
para a Bahia vou te levar,
Tenho certeza que você vai amar.
Bem próximos, a gente vai dançar
um bom arrocha para nunca
mais em outro alguém na vida pensar.
A ventania traz o tempo
para dançar com a gente,
Fazendo o Araçá-grande
gentilmente balançar
as flores a desabrochar.
Ouço Cantar os Reis
vindo se aproximar,
Queiram ou não,
vamos todos sorrir,
se divertir e a paz total
haverá de prosperar.
Os Reis Magos
irão nos abençoar
sob a luz da querida
Estrela de Belém
que irá nos iluminar.
Tudo em nós é janeiro
para colocar do jeito
que a gente ama e quer,
Não vejo a hora de te ver,
aqui em Santa Catarina
O Angico jacaré está
em florescimento,
O meu coração derretido
forte está batendo,
Querendo viver de amor
o tempo todo com você.
Tem gente que não quer que o brasileiro não tenha memórias alegres ou tristes, ou seja, que simplesmente o brasileiro apenas só se lembre daquilo que aconteceu há cinco minutos atrás.
Tem momentos em que insistir deixa de ser força
e começa a virar desgaste.
A gente fixa o olhar em algo como se ali estivesse tudo
como se, alcançando aquilo,
o resto finalmente se organizasse por dentro.
Mas nem tudo que chama
é feito para permanecer.
E há um limite silencioso
entre persistir
e se perder de si tentando.Às vezes, o que falta não é mais tentativa.
É direção.
É entender que nem todo desejo precisa ser sustentado
até o esgotamento.
Que nem tudo que não veio
precisa ser esperado até cansar.
Existe um tipo de sabedoria
que não está em segurar,
mas em soltar o foco
antes que ele nos prenda.
Redirecionar também é escolha.
Também é cuidado.
Porque enquanto a gente insiste no que não responde,
outras possibilidades passam
discretas, vivas, possíveis.
E a vida não pede que a gente queira menos,
mas que a gente queira melhor.
Que a gente aprenda a mover o olhar,
a ajustar o caminho,
a trocar de direção sem sentir que falhou.
Às vezes, não é sobre abrir mão.
É sobre se devolver.
Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.
Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.
E tudo bem.
Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.
No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.
O tempo é uma serpente que leva a gente pro fim da vida, rastejando silenciosamente e devorando todos os nossos dias.
Os sonhos irão ficando e a gente chegando para despedida, não deixe que seus desejos morram antes de você.
No chicote das lembranças, a gente avança para o fim da estrada, impulsionado pela dor dos erros que não podemos mais corrigir.
