Gente Mesquinha
Tem coisas que a gente guarda em silêncio por muito tempo.
Pequenas expectativas,
daquelas simples…
mas cheias de significado.
Imaginar o primeiro instante,
o primeiro olhar,
o primeiro sentir.
Como se alguns momentos
merecessem ser vividos
com calma,
com presença,
com verdade.
Mas nem sempre é assim.
Às vezes,
quando a gente chega,
o instante já aconteceu.
E fica uma sensação difícil de explicar,
de ter esperado tanto por algo…
e encontrar ele já vivido,
já ocupado,
já passado.
Não muda o que é.
Mas muda o que foi sentido.
E o mais estranho
é que por fora, nada falta.
Mas por dentro,
fica um pequeno vazio,
de algo que a gente só queria ter vivido
desde o começo.
Às vezes, a gente só queria viver o primeiro momento de algo que esperou tanto — não por quem viveu, mas pelo significado de realizar um sonho.
Às vezes, o que a gente mais espera não é o momento em si…
é o significado que ele carrega.
Tem coisas que não são sobre pressa, nem sobre quem chega primeiro.
São sobre sentir, viver por inteiro, dar valor ao caminho até ali.
Porque existem instantes que, pra muita gente, podem parecer simples —
mas pra quem viveu cada etapa, representam a realização de um sonho.
E quando esse instante passa de um jeito diferente do que o coração imaginou,
fica uma sensação difícil de explicar…
Não de perda,
mas de algo que tinha um significado único.
No fim, a vida ensina:
nem sempre a gente controla o “quando” ou o “como”,
mas o que sentimos… sempre revela o que realmente importa.
É um amor sem fim, desses que a gente sonha encontrar uma vez na vida e nunca mais soltar. Um amor que é abrigo e caminho, parceria em cada passo, cumplicidade até nos silêncios. É sobre olhar pro mundo e, antes de qualquer coisa, pensar: “preciso contar isso pra você”.
É quando o riso fica mais leve, o dia mais bonito, e até os dias difíceis parecem menores porque você está ali. É não saber mais onde você termina e o outro começa, porque tudo já se misturou em cuidado, carinho e presença.
É um amor que não sufoca, mas transborda. Que não prende, mas escolhe ficar todos os dias. E, sem perceber, você já não consegue imaginar a vida sem essa pessoa — porque ela virou lar dentro de você.
Tem sentimentos que a gente não consegue guardar.
Eles não fazem barulho,
mas também não passam despercebidos.
Ficam ali, apertando devagar,
pedindo espaço, pedindo saída.
Às vezes, não é sobre o que aconteceu,
mas sobre o que aquilo significava pra gente.
Sobre expectativas silenciosas,
momentos que a gente imaginou viver de um jeito…
e vieram de outro.
E quando isso acontece,
a gente entende que não dá pra fingir que não sentiu.
Porque colocar pra fora não é fraqueza —
é respeito com o que existe dentro.
E no meio disso tudo, a vida ensina:
seguir, mesmo frustrado,
sem perder a capacidade de sentir,
de valorizar,
e principalmente… de continuar com gratidão e amor.
Às vezes, a gente só precisa colocar pra fora — não pelo que aconteceu, mas pelo significado que aquilo tinha dentro da gente.
Entre dores e sorrisos é que a gente se constrói.
A dor ensina, molda, faz crescer…
E o sorriso lembra que ainda vale a pena continuar.
No fim, somos isso: resistência com esperança no olha
Entre o longe e o perto, a gente aprende a sentir.
Tem presença que mora na distância,
e ausência que se instala mesmo ao lado.
No fim, não é o espaço que define,
é o que o coração decide guardar.
Ao toque do amor, o vento é suave o frio vira calor...
Nesse sopro de amor, a gente vai se tocando e vai cada vez mais amando...
Há uma coisa que arrepia a pele e traz ao coração...
Sentimento inexplicável.
Às vezes a gente acha que ajudar é ter tudo resolvido, mas não é.
Ajuda de verdade vem de quem atravessou e continuou humano.
A pandemia passou pelo corpo, mas ficou no coração.
A gente aprendeu a se proteger tanto — do toque, do outro, da perda — que muitos não conseguiram voltar.
Não é que as pessoas ficaram más.
Elas ficaram cansadas, desconfiadas, com medo de sentir de novo.
Antes:
a conversa era ponte
o café era desculpa
a visita era afeto
Depois:
o silêncio virou hábito
o celular virou escudo
a distância virou conforto
O coração não esfriou de repente.
Ele foi se fechando devagar, para sobreviver.
Mas ainda tem algo bonito nisso tudo:
quem percebe essa frieza… ainda sente.
Quem se incomoda com a falta de conversa… ainda tem calor por dentro.
Talvez agora a gentileza precise ser reaprendida.
Como quem volta a falar depois de muito tempo em silêncio.
Observar com carinho,
entender sem julgar,
cada gesto é um caminho
que a gente pode escutar.
Passo a passo, bem de perto,
com cuidado e atenção,
o comportamento fala…
mesmo sem explicação.
Com ciência e com afeto,
vamos juntos aprender:
todo avanço, por menor,
já é um lindo crescer.
Na estrada da vida, a gente anda tão só. Sofrer é algo opcional, mas nem sempre a oportunidade e as escolhas são favoráveis a nós mesmos. Eu já me lamentei, já chorei, mas a vida me ensina a dar passos que eu não posso parar.
Há Tempo para o Tempo
Por Danilo Souza Santos
Há tempo para o tempo…
mesmo quando a gente acha
que tudo já passou.
Há tempo no silêncio,
no coração que espera,
no amor que não voltou.
O tempo não se perde,
ele ensina, ele molda,
ele cala e faz crescer.
Às vezes dói por dentro,
mas é no sofrimento
que aprendemos a viver.
Há tempo pra saudade,
pra lembrar de quem partiu,
pra sentir o que ficou.
Mas também há tempo novo,
pra um recomeço leve,
pra outro amor que ainda não chegou.
Não apresse os ponteiros,
nem force o destino a acontecer,
o que é seu vem no momento certo,
sem você precisar correr.
Porque há tempo pra tudo…
até pra se encontrar de novo,
depois de se perder.
Se tiver que ser assim,“viver”
que ao menos seja satisfatório
Porque por obrigação a gente
Já faz tanta coisa!
