Gente Mesquinha
A mesa de tábuas
envelhecida
as paredes condensadas
de vapor
a água quase fervendo
a magia de estender
a massa sobre a mesa
enrolar com esmero
fatiar
espalhar
enfarinhar
fervura breve
molho
queijo
alegria
a família reunida
falando alto
rindo feliz
― Tutti buona gente!
A gente tem tudo a ver
Você é a chave secreta,
Do quebra-cabeça
Da minha ilusão,
É uma porta entreaberta
Que se abre e se fecha,
Mas traz esperanças
De acabar com a solidão.
Então me abraça forte
E me faz sonhar,
Sussurra em meu ouvido
E me deixa te amar,
Seja meu cais,
Eu quero, em ti, aportar,
E nunca mais zarpar,
Para outras águas.
A gente tem tudo a ver
você sou eu e eu sou tal qual você.
E quando nos ataca a melancolia e a tristeza se apossa do nosso coração, quando aos sentimos lacerados e tristes, as recordações servem-nos de lenitivo e vivificam-nos, tal como o fresco orvalho que, após um dia de canícula, refrigera, na tarde húmida, as pobres flores murchas pelo ardor do sol, e lhes dá nova vida.
O conhecimento é superior ao sentimento, a consciência da vida é superior à vida. A ciência nos dará sabedoria, a sabedoria revelará as leis, e o conhecimento das leis da felicidade é maior do que a felicidade.
Para meus leitores imaginários, sim, eu sou hipócrita, como não seria sendo gente? Feliz ou infelizmente, as pessoas acabam por se contradizerem, mudarem de caminho, como muitos dizem "o mundo da volta" ou "a ocasião forma o ladrão". Mas, claro que eu sou hipócrita com limites, são hipocrisias sutis, eu diria, como mandar indiretas, julgo muito quem o faz, mas também o prático.
Título: Coração de gente.
Lógica de máquina, coração de gente
Homem que anda igual toda gente,
mas não sente, igual os outros sentem.
Circuitos frios, alma quente,
preso entre cálculo e sensação,
tenta prever, mas perde a razão.
Vive prevendo na tentativa de viver,
mas se machuca por não conseguir ser.
Não é profeta, nem visionário,
muito menos poderes tem.
É apenas um homem
que vê...
o que os outros não veem.
Gente buscando soluções e respostas prós seus devaneios, imaginando que o outro uma espécie de resolvedor, um gênio, até mesmo um deus de livramentos.
Se você ficar justificando as grosseirias do outro dizendo que é o jeito dele(a), você o(a) autoriza a te tratar mal. Você deve sinalizar que você não gostou de algo, isso é auto-respeito. Não naturalize grosserias. Você tem a responsabilidade de não aceitar isso.
Aos quadrúpedes relinchantes oferte-lhes feno ou capim.
Já ao bípede forneça diálogo abastecendo-o com informações!
É claro se estes por sua vez não detiverem em seu ãmago cerebral vestígios dos irracionais.
Onde o ego existe, o amor desiste.
Quando há amor, há respeito.
Quando uma pessoa desrespeita a vontade do outro, para receber elogios e se mostrar benquista, isso se chama ego inflado.
