Futebol
_colorados_
rivalidade tem história e tem o pq
me falaram que colorados são
frios e falsos
eu fui tola e me aproximei de um
foi uma paixão de cabeça
tínhamos tudo para dar certo
mas todo grenal é complicado
aquele colorado me mostrou ser diferente
fez me apegar e me entregar
e no final aquele colorado é tudo aquilo que me disseram
Como você, eu vim de longe, de muito longe, e tive de tomar muita pancada para ser jogador de futebol e conquistar o que conquistei.
Brasileiro precisa aprender a ser patriota também pelo país, e não só em Copa. Falo isso não é de agora, mas há anos!
O Brasil precisa aprender a ganhar o jogo em outros campos que não só estes de gramado verde... Pra quando perdermos uma Copa, não chorarmos de desgosto como alguém que perdeu a única esperança.
Precisamos ser respeitados e admirados lá fora não só pela bola no pé, como também pela força de um povo que luta por sua nação.
O dia em que nosso país evoluir como nação (se é que isso vai acontecer um dia), o futebol não mais será a única alegria do povo, nem tampouco parâmetro de patriotismo... Será apenas o que de fato é para os países de primeiro mundo: nada mais que um entretenimento. Onde eles participam, ganhando ou perdendo agradecem, e vão embora de cabeça erguida; porque o melhor eles fazem dentro do país deles e para o benefício real de todo seu povo.
"Futebol é a coisa mais importante das menos importantes".
O técnico Tite, com sua saída do campo após a derrota e consequentemente a eliminação, teve a exata atitude de quem quis se eximir da responsabilidade. O lamentável abandono foi uma clara transferência de culpa! Não precisa ser do esporte para entender essa linguagem corporal.
Ficou claro que o descontentamento dele não foi com ele próprio, mas sim com seus liderados. No entanto, um verdadeiro líder jamais agiria de tal modo! Sua decepção pessoal não poderia ter sobreposto - tão evidentemente - a chateação de toda equipe e dos torcedores, pois ele não foi o único que perdeu. Porém, nitidamente, foi o que mais fracassou!
Tal postura só demonstrou toda a vaidade, egoísmo e soberba de alguém que não tem preparo, nem tampouco a personalidade ideal, para ocupar um cargo de comando.
Copa do mundo não é só futebol, assim como não é só sobre vitória.
Copa do Mundo não é e não deve ser ringue ou campo de batalha para as seleções dos países participantes resolverem suas questões pessoais e mal resolvidas de um passado recente ou centenário e rixas de Copas anteriores. Deve, sim, ser palco para se conhecer, apreciar e admirar as culturas que são televisionadas ao passarem pelo campo e pelas arquibancadas dos estádios onde ocorrem os jogos, entre outras coisas e lições boas a serem tiradas desse grande evento mundial.
Não gosto de perder nada e trato de ser mais um a ajudar a chegar ao triunfo. Entro em campo com o pensamento na vitória e não em marcar muitos gols.
Tentamos não deixar a pressão entrar nas nossas cabeças e jogar da maneira que costumamos fazer.
Nada melhor do que defender a Seleção. O jogador tem de se orgulhar disso. E é disso que sinto saudade.
Tem gente que não pode falar o que pensa. Eu posso. Minha contribuição, agora que não jogo mais futebol, é a seguinte: falar, falar, sem ter medo de nada.
Não há nada mais alegre na vida do que uma bola quicando na área. Nem nada mais triste do que uma bola vazia.
Nem todo Reinado acaba com a morte de um Rei, pois nem todo Rei pode ser sucedido. Assim será com sua majestade Pelé.
Que o céu tenha o mais perfeito dos campos de futebol, com toda a grama sentindo-se orgulhosa e pouco merecedora de receber a pisada dos pés mais famosos do planeta.
Vai Pelé, faça seu gol enquanto vê a trave, naturalmente, se curvando a você, um Rei, "nosso" Rei.
(Renata Fraia - 29/12/2022)
“Um pé até pode bater em outro pé
E a bola pode bater em outra bola
Mas quando é o pé que bate na bola
Ou a bola que bate no pé
Brilha um astro-rei
No país do Futebol:
Pelé.”
Eu me sento e vejo vídeos. Faço anotações. É aí que a inspiração surge – o momento que dá sentido à minha profissão. O instante em que tenho certeza de que consegui. De que sei como vencer. É o momento em que meu trabalho se torna verdadeiramente significativo.
Essa é a beleza do esporte: às vezes você sorri, às vezes você chora.
Se seu time é Botafogo, não posso perdoar que você trocasse, mesmo por brincadeira, uma vitória dele nem por um meu romance inteiro sobre futebol.
mais dois amigos para a arquibancada
madrugada serena e escura na cidade de São Paulo, onde o silêncio normalmente reinava, dois amigos irromperam a quietude das ruas. são 05h45, quase manhã de quinta-feira, seus passos ressoam na calçada oposta, onde um segue do lado par e o outro do lado ímpar da rua larga, talvez uns 9mts de distância um do outro. seguiam na mesma direção, enquanto discutiam acaloradamente sobre o futebol do dia anterior.
do lado par da rua, Vinícius, um fervoroso torcedor do " Atlético Mineiro", exultava com a vitória esmagadora de seu time. do outro lado, João, apaixonado pelo "Flamengo", lamentava a derrota sofrida por sua equipe. seus argumentos ecoavam no vazio noturno, misturando-se ao ruído da cidade ainda adormecida.
Vinícius, trajando a camisa preta e branca do ‘Galo’, exultava com a vitória retumbante de seu time. João, ao contrário, com o manto rubro-negro o ‘Mengão’, lamentava a derrota sofrida pela sua equipe. seus argumentos fervorosos ecoavam na rua deserta, como se as palavras carregassem consigo a energia do jogo.
decidi aproximar-me ~curioso que sou~, para entender a profundidade da paixão que permeava aquela discussão. apertei o passo, ficando no meio fio da rua, me aproximei, pude perceber a intensidade nos olhares dos amigos, suas expressões carregadas de emoção, enquanto debatiam cada lance do jogo como se estivessem revivendo-o ali naquela madrugada.
os argumentos se intensificavam, e eu me perguntava se aquele confronto verbal terminaria ali mesmo na próxima esquina, ou se se estenderia até o amanhecer.
caminhando, agora, ao lado deles, testemunhei a troca de argumentos, a defesa apaixonada de cada lance controverso e a exaltação diante dos gols marcados. suas vozes vibrantes e exaltadas, ocasionalmente, despertavam a curiosidade de alguns moradores, que abriam as janelas para ver a fonte daquele alvoroço noturno.
aquela discussão fervorosa não se limitava apenas ao futebol; era um reflexo das amizades construídas em torno do esporte, da rivalidade saudável que unia e, ao mesmo tempo, separava os torcedores. enquanto caminhávamos, o ruído das vozes continuava a perturbar a serenidade da noite, como se o jogo ainda estivesse acontecendo ali, entre os três.
com o passar do tempo, a discussão diminuiu gradativamente, e as vozes dos amigos se tornaram sussurros. o entusiasmo inicial foi substituído por um silêncio confortável, e a energia que os impulsionava foi se dissipando na brisa ainda noturna.
continuei minha caminhada ao lado deles por mais um tempo, observando a amizade prevalecer sobre a rivalidade do futebol. mesmo discordando fervorosamente sobre o resultado da partida, o respeito e a cumplicidade entre Vinícius e João eram evidentes.
por fim, cada um seguiu seu caminho. atravessaram a rua, encontrando-se no meio-fio, e nos despedimos com um aperto de mãos e um sorriso. enquanto eu retomava, com um peso no coração pela derrota do meu amado Peixe, à minha jornada solitária pelas ruas desertas, não pude deixar de refletir sobre como o futebol, para além de ser um esporte, é capaz de unir e dividir sentimentos. mais do que tudo, mantém a chama da amizade acesa, e minha esperança fervente era de que o meu Santos não venha a cair este ano para a segunda divisão.
Tempo ao Tempo.
Torcedores.
É fácil explicar a paixão dos torcedores para o seu clube, ou seleção: eles entram e campo... e jogam.
Com um outro olhar, os torcedores passam uma procuração mental para os atetlas que os representam em campo.
Dificil é explicar a abominável violência entre os torcedores nas arquibancadas dos estádios.
"Na Alemanha, não acreditamos em superestrelas. Somos ensinados desde cedo a jogar em equipe, e não a brilhar sozinhos.
É por isso que não veremos muitos jogadores alemães ganhando uma bola de ouro, mas é também por isso que podemos ver 4 estrelas em nossa camisa".
Quem precisa aprender tem que estudar, ir para a Europa. Quem não precisa, pode tirar as férias na praia. Agora eu pergunto às pessoas que criticaram, que falaram que estavam trazendo um treinador que jogava futevôlei na praia: 'E aí?' Quem sabe, sabe. Quem não sabe, vai estudar. Futebol é como andar de bicicleta: nunca desaprende.
