Fui
Pra não dizerem que não fui mediocre - Ao meu amigo Alexandre
Tudo é podre no mundo. Que importa?
Se a ferida que tenho está morta
Maldito tédio; bates minha porta.
Ferida do tempo, ainda me corta.
A dor ao meu passado me transporta
O Peito bate mais do que suporta
E sinto explodir à minha aorta
Apenas minha fronte me conforta
Embora a coitada esteja torta
Vive presa e leve como esporta
Cai guardada, em um vaso de retorta.
Que à minha alma à distância exporta
Por isso o sofrimento me recorta
Como, na pior das safras, a horta!
Tímida um dia fui,
Tímida te amei
Tímida aprendi a ser sua mulher
Tímida fomos loucura e paixão
Tímida ! Como esquecer esta minha timidez que só soube dar amor e prazer !
Espaçamento
Outrora sou, fui, serei.
Poeta, filósofo e rei.
Não soube, não sei, nem saberei
o que o amanhã me reserva.
Querendo ou não,
Vivi, vivo e viverei.
Quando eu achei que tinha endereço fixo e que era seguro morar no coração de outra pessoa, fui surpreendida com uma ordem de despejo. Desde então, mudei-me para o meu interior e hoje só moro em mim.
Quando jovem, guardei em um baú,
tudo que adquiri e fui dormir.
No futuro, quando acordei
fui resgatar as minhas joias. . .
Para minha surpresa. . .
era um tesouro pirata.
- Tudo obsoleto.
Rogério Pacheco
22/02/2024)
Vivo no hiato entre quem fui e o que serei.
Sou um ininterrupto intervalo no meio da memória e o sonho.
Olhando para trás posso perceber que nem de longe eu fui quem eu gostaria de ter sido.
Será que agora estou no caminho certo ou daqui há alguns anos ao me deparar com essa fase descobrirei que sou um fiasco?
você só irá entender que eu fui o melhor em sua vida, quando infelizmente você não tiver mas ninguém.
NÃO fui ao colégio para me dizerem em que deus eu tenho que crer, porque isso quem decide sou eu. Porque tenho a capacidade mental e moral para decidir o que é correto e o que é o ético, pois é o que me convém ou é conveniente a mim.
Nunca fui morto, para explicar melhor, mas estou vivo e sei que da morte só um voltou de facto embora seja lenda para alguns o texto é claro e a morte é real.
Eu não acho que eu seja bom, mas eu já fui pior.
Acredito profundamente que, em outras eras, fui abençoado por ter você em meus braços, pois o amor que sinto por você transcende todas as barreiras do tempo."
Há 14 anos, fui adotado por um cachorro de rua. Ele entrou em nossa casa, ficou debaixo da mesa e não saiu mais. Comeu a comida da Fedoca e da Pirenta (Valeska Poposuda). Adivinhem por que elas se chamavam assim?
Neste momento, tínhamos três cachorros: Fedoca, Pirenta e Marley. Chute por que o Marley se chamava assim. Ele foi trocado por um papelote de droga na boca de fumo. Neste momento, o Cuequinha entrou em nossas vidas e ficou. Ele nos amou com todo o seu amor.
Mas a vida é um mistério. A vida não, a morte é o mistério. Será se há algo depois deste mundo? Para alguns sim, para mim, não existe mais nada.
Acredito que meus cachorros, papagaios e tartarugas vivem. Vivem em minhas lembranças. Eu que morri para eles...
Amo-te meu Cuequinha, Fedoca e Pirenta.
Agora só nos resta a lembrança.
Por mais que me encontre em um estado de desânimo, sempre fui amparado quando chegou a minha vez de ajudar. No entanto, falhei ao retribuir a gentileza e acabei sendo rude com alguém que se importava comigo, causando-lhe sofrimento. Apesar da minha postura rígida, ainda consigo nutrir sentimentos de amor. Luto incessantemente contra os meus problemas, mas eles sempre retornam para me assombrar. Não compreendo o que há de errado comigo. Apenas desejo encontrar a felicidade e escapar do sofrimento. Queria ser desprovido de toda humanidade, pois a vida é repleta de dor e desgraça. Por que os seres humanos sofrem tanto? Estou exausto, cansado de tudo isso. Escrevo para tentar escapar dos meus problemas, mas nem mesmo isso consigo alcançar.
Eu não fui embora da sua vida por falta de amor,
Amor nunca faltou
Eu fui embora porque eu sei que você merecia
Muito mais do que eu poderia oferecer
E só o amor meu amor
Não dá pra sobreviver.
