Frio
"O moderno ás vezes é uma fogueira à queimar pessoas, culturas, valores consagrados e até leis!.
Frio e Calor são opostos...
Mas, são temperaturas!"
☆Haredita Angel
Hoje o dia está frio, e eu a descascar batatas e penso; - não sei se torto ou aleijado...
Gente, uma geração que não tem:
A dança, a voz, a beleza, o talento de um Elvis, os olhos tristes de um Roberto, a irreverência de um Lennon, o swing de um Simonal, a grandeza de um Taiguara, o idealismo de um Vandré e até a desabonitada beleza de uma Yoko...!
Tem mesmo é que....
Não vou dizer...
Vão me prender...
Ninguém suporta viver de MC's, de Jojo e de tanto bagulho...!
Tadinhos dos meus netos...
Eu tô indo...
O meu aeróbus já aponta....
Tchau!
☆Haredita Angel11.04.2018
(Facebook Socorro Oliveira Vieira)
Num canto muito aconchegante, protegido do frio demasiado que faz lá fora, felizmente, distante do caos inoportuno que pode perturbar a minha mente,
Estou diante do fogo imponente de uma lareira que esquenta o meu corpo, ouvindo uma intensidade sonora que aquece a minha alma e afaga os meus ouvidos,
Sinto um alívio bastante almejado que se propaga rapidamente, que agora é expressado por estas palavras que estes meus versos proferem
Este é o poder do imaginário que tem um nível alto de realismo e detalhamento que me leva para várias versões de paraíso, intensificado pelo meu senso poético.
O frio e a paisagem.
Entre névoas e neblinas que dançam no frio, e um vento que conta segredos ao léu, há um pedaço do mundo perdido, um sul europeu sob o céu fronteiriço.
Ponta Porã e Pedro Juan, irmãs, separadas apenas por linha imaginária e discreta, misturam-se línguas, misturam-se danças, e as vozes do tempo ecoam inquietas.
Vieram tropeiros, vieram guerreiros, os guaranis, os espanhóis distantes, os portugueses bandeirantes, gaúchos e correntinos sonharam, nesta terra de vida vibrante.
O mate aquece, o tereré refresca, bebida que cruza as eras e laços, um ritual sem começo ou fim, que une estradas, povos que cresceram entre os ervais da região.
O frio borda a paisagem em prata, mistura emblemática sob o verde dos campos e matas a névoa esconde o que o tempo deixou, lamentos perdidos no vento antigo, memórias que a alma soprou.
Mas há calor nos rostos, nas mãos, na fronteira que nunca se encerra, onde o passado caminha presente, escrito nos traços desta terra.
A noite chega e eu fico mal
A noite chega e eu desabo
A noite chega e eu já não sei mais no que pensar
A noite chega e eu choro
A noite chega e tudo fica cinza e sem cor
A noite chega e o que me resta são os pensamentos
A noite some e a luz ilumina o quarto
O sol chega e tudo fica claro
O sol chega e tudo volta a ter cor
O sol chega, mas a chuva cai
A chuva cai e o dia acaba virando noite
A noite chega e eu fico mal
Não vejo o frio como ausência de calor.
Na forma mais poética de enxergar o mundo,
é o jeito do inverno falar sobre o amor:
aqueçamos nossos corpos no abraço.
Vem, deita, se aconchega.
Fica mais um pouco.
DIA DE FRIO NO CERRADO (soneto)
A manhã de nevoa branca e fria
num úmido dia, e tão invernado
em maio nas bandas do cerrado
embrulhado pela geada ventania
Ruflante folha, em triste romaria
e a garoa, em um tom enxarcado
num bale, do inverno anunciado:
faz frio, frio que frio no frio viria
Arfa no peito este frio ardente
achega no cobertor cavaleiro
é frio que sente, e mais sente
Vergado, olhar gelado, cordeiro
ó dia de frio no cerrado, gente
escasso ao sertanejo costumeiro!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 maio, 2025, 169’29” – Araguari, MG
Frente fria
Trago a Trago Te Esqueço
Como dizer o que sinto por você?
Quando te vejo, viro refém do frio na barriga, do suor nas mãos do tremor nas pernas.
Sinto que vou derreter.
Ah, quem me dera fosse só isso.
Mas não.
Meu coração já se aliou a outro alguém
Por bem, me calo -- não quero causar estragos.
Sigo trago a trago, tentando em vão.
E então, sigo em frente:
Feliz por te ver
Triste por não dizer que combinamos tanto...
Que, se um dia esse amor acontecer, vamos nos arrepender de não termos começado bem antes.
Num dia cinzento e frio eu comecei amar você porquê ali eu descobri o real sentido de ser aquecido pelos teus abraços com sabor de cobertor no meio da neve.
O Luar
Em uma noite fria, o luar aceso, tua pele a minha, um desejo.
Em um abraço que aperta, o tempo que para, em cada beijo que incendeia a alma rara.
Sobre o brilho prateado que nos cerca, nossa paixão se entrega.
Um amor que arde intenso e sem fim, presente eterno não só pra mim.
No abraço que nos funde, sem freio e sem pudor, sinto a brasa acesa do nosso amor.
Nossos lábios se entregam em beijos vorazes, desvendando desejos, em chamas e em fases.
Que o mundo se esqueça, que o tempo se perca.
Nessa dança que seduz, somos fogo e desejo sobre a Luz
Início do inverno
Uma estação que nunca me soube bem.
Quando chega, meus ossos choram —
de dor, de tanta dor —
como se lembrassem do fim que dei a nós.
Te sentir era como estar diante de uma lareira,
crepitando como fogos em noites de dezembro.
E aquela sexta-feira, que devia ser celebração,
virou apenas mais uma — sem você.
O inverno segue em mim,
com minha tristeza, minhas dores,
e uma saudade tua… absoluta.
O frio tem voz...
Ele fala no silêncio das madrugadas, no vento que corta a pele, no vazio das ruas desertas.
O frio sussurra ausências, revela solidões, convida à introspecção.
Mas também ensina: é no frio que se valoriza o calor, é no inverno da vida que se aprende a força da esperança.
Toda estação fala. E o frio… também tem voz.
Um forte sentir
é um fio condutor
que deixa sua paz por um fio
no alvo de uma decepção
ou na mira de um grande amor,
a depender da fiação,
precisa ser um sistema interligado
de razão e sentimentos,
os pulsos são impulsivos e magnéticos
você corre o risco de ter um coração
mais frio ou mais fortalecido.
Uma questão que pra se ter a resposta,
arriscar é preciso.
Não entendo essa neblina, mas sei de onde vem, esse gelo diferente, me pergunto se estou bem...
Um lobo lida bem, com a estrada atribulada, mas seguindo essa direção sempre estará mais invernada...
Ah é, só respondendo também, a pergunta que vale um hárem, Sim!!
No racional estou bem...
Me dilacera
Não me sangra
Esmaga o peito
Com leveza
Perdi todo o ar
Ao tentar convencer
Me congelei no frio
Ao tentar aquecer
Foi tanta sensação
Quis tentar explicar
Desisti no caminho
Vou morrer pra acordar
Diante de um abismo,
às vezes, um coração congela,
o sentimento fica frio,
não com uma frieza que mata,
mas que preserva
como as águas de um rio
que congelam sua superfície no inverno,
entretanto, continuam vivas por dentro.
