Frio
Hoje o Sol se pôs mais cedo. Heis que minhas noites são tristes e os meus dias quedos. Tudo à minha volta está taciturno, pálido,frio... Porém, em minha face já não há mais medo. Sou apenas mais um ser efêmero e perdido que aos poucos está morrendo de amor, saudades,em lamentos... Sei que em meu eterno leito não haverá ninguém ao menos escondido para chorar ou até mesmo fingir dor ! - Mas se acaso houver uma lágrima qualquer sei que esta será de algum anjo esperançoso, febril, ensandecido... Que um dia também morreu de amor!...
A procura
Quem tem fome procura alimento
Quem tem sede procura água
Quem sente frio procura abrigo
Quem tem pressa se apressa
Quem está recluso procura uma saída
Quem está cansado procura o descanso
Quem está carente procura atenção
Quem te quer te procura.
Aprende: procuramos o que necessitamos.
Pra ter o corpo quente, eu congelei meu coração,
pra esconder a tristeza maquiagem à prova d'água,
hoje você me vê assim e troca de calçada,
só que amar dói muito mais do que o nojo na sua cara
Deus é Magnífico! Por muito tempo nos entrega "cobertor".O importante é a gente saber guardar para usá-lo nos momentos de "frio".
Noites frias e sombrias,
Trazem consigo a tristeza,
O medo e a incerteza,
De um futuro sem alegrias.
Mas ainda há esperança,
Na possibilidade do amor,
Que aquece a alma e a dor,
E ilumina a escuridão, como uma lança.
Na noite escura, o medo ronda,
A tristeza e angústia nos consomem,
Mas ainda há esperança no horizonte,
Possibilidades de um novo dia que começa.
O frio nos faz tremer,
Mas o amor nos aquece,
E assim seguimos, na noite escura,
À procura da luz que nos conduz.
Não deixe o frio congelar,
Os seus sentimentos mais profundos,
Deixe o amor aquecer o seu mundo,
E a luz da esperança brilhar.
SONETO DE INVERNO II
Frio, uma taça de vinho, face em rubor
No cerrado ivernado, pouco se aquece
Um calor de momento, o licor oferece
E a alma velada, enrolada no cobertor
O arrepio no corpo, a infusão apetece
Para esquentar a noite até o seu alvor
Acalorando o alento do clima estritor
Num cálido agasalho que o afeto tece
Ah, ó estação de monocromática cor
Tão Agarradinhas paixões, em prece
Os mistérios, os desejos, os sentidos
Assim, embolado nas lareiras, o amor
Regado de vontade, no olhar floresce
Junho, ventos gelados e frios sonidos
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 junho, 2023, 19'34" – Araguari, MG
Início do inverno
Afasta de mim esse cálice, Pai.
Depois de tantos desafios,
Passar noites em claro, no frio,
Costurando pensamentos a fio,
Olhou- se no espelho e viu que já havia doado tudo que poderia,
Envergonhou- se de sua nudez,
Colocou as mãos sobre o coração,
E então...
Pediu a Deus em oração:
Deus Pai todo poderoso,
Já não convém mais desperdiçar,
Um tempo tão precioso,
Com o que tem me tirado tudo,
E por tudo que é sagrado,
Peço- te o Perdão,
Pelo meu pecado,
Afasta- de mim esse cálice,
Retira do meu coração o quê me afasta da minha missão,
O que me ausenta da tua conexão,
Se esse amor,
Não for benção,
Retirai- o de mim
Se, for a minha maldição.
Em ti me revisto em Gratidão!
Amém!
A poesia
No frio, ela já existia
Lá em Campos do Jordão
Já tinha versos, vindos do coração
Mas aqui no Rio, o clima é quente
porém meu amor é ausente,
por questão de localização,
peço que essa brisa, me leve ao Sertão
Pedi ao Cristo a benção para ter a sua mão,
e todos os dias ser o guardião desse belo coração.
Rio de Janeiro, 10 de Julho de 2022.
Frio
Aqui está o resultado de tudo, o frio.
Este frio congelou o meu rio.
A minha fonte do amor.
Agora só resta dor.
Tenho medo, pavor.
Pavor deste ardor.
Isso é desesperador!
Eu não aguento.
Não aguento esse lugar tão friorento.
Esse frio está me matando.
Será que ainda há uma chance para amar?
Eu tenho que me doar?
Tenho que dar uma chance para amar novamente?
Mas todos mentem.
Literalmente..
Nunca fui amado de verdade.
Eis a irresponsabilidade.
Todos estão apenas existindo e mentindo.
E eu aqui, cada vez mais me iludindo!
Olhos cor de mel, voz suave
Sorriso faltando um pouco mais de felicidade
Abraço aconchegante com um cheiro marcante
Se ao menos por um instante fosse permitido
Tudo faria muito mais sentido
Se nesse momento o relógio marcasse mais lento
O tempo ficasse mais frio
E a nossa distância fosse por um fio
Eu iria matar toda essa vontade de ti
Que senti e não vivi.
O gelo do Coração.
.
Nesse calorzão
Do final de verão,
Faz um bem danado
Ter um coração gelado...
.
Primeiro o frio foi na barriga,
Pensei que fossem lombrigas...
Mas eram só borboletas em chamas
Seguidas de contos, mentiras e dramas...
.
Por fim, o frio da barriga de espalhou
E no coração se alojou...
E como sem ligar pra nada
No peito fez morada...
.
Exupéry foi por Buki trocado
Platão por um "Schop" gelado
Pra temperatura gelada manter
E assim poder continuar a viver...
.
É um frio muito gozoso,
Maravilhoso...
É a melhor companhia
Nos dias quentes de chuva
Com vinho tinto das uvas...
.
Seja fora frio ou calor,
O coração gelado mantem sua gélida temperatura...
Assim passa longe da dor
E mantem distante a loucura...
.
Misael Malagoli
Neste frio noto o quão frio é o seu coração
Congelado por outros amores
Frio por conta de tantas dores
Será que um dia um coração caloroso será capaz de lhe esquentar? Até o seu coração derreter, descongelar
Será que um dia você será capaz de voltar a amar?
Por favor não se limite, vale a pena tentar
Ao ouvir música triste,
choro sem ter depressão.
Fico na melancolia
mesmo sem desilusão.
Eu até sinto um frio
mesmo sem estar vazio
o meu forte coração.
Olá! Que esse dia venha ser cheio de realizações e muita esperança porque os nossos olhos enxergam o que deseja ver e não o que está ao seu redor. Abra a janela e agradeça ao ver a luz do sol! Tenha um bom dia feliz irradiante. Que o sol venha depressa aquecer sua pele nesse tempo frio, pois eu não estou aí. Lembre-se de mim quando você não tiver quem lhe aqueça, meu príncipe.
A música que ouço, o frio que sinto, a paz que me invade, as trevas que me cercam; tudo isso é atrativo para esquecer os outros momentos de angústia.
Fulgor da Manhã Gelada
Um frescor tão leve e estonteante a brisa trazia
Novamente esse mesmo aroma doce me envolvia
Clareza nessa menina de idade, eu assim a via
No macio caminhar abanando saia prateada
Um terrível significado fúnebre eu temia
O amanhecer gelado de minha manhã diminuía, onde agora está?
Em contraste, da terra áspera a seu toque sensível
Irreconhecível natureza ou apenas um ser aberracional?
Mas não importava o que fosse provido racional
Com afinco viril e totalmente irracional, demonstrava apreço a mil
Essa presença que agitava meu coração frágil, que dor imoral
Conversas sem proposito assinalado
Àquela mocinha eu dediquei manhãs tão nevoentas como gelo
Seu nome em euforia eu me arrisquei a pedir
“Lina. Meu nome é Lina. Qual o seu moço?”
De resposta simples em partes eu me dividi
Ouvido aquela voz que um dia já conheci
A manhã gelada, da qual tanto vivenciei sem fim
Esbravejando folia angustiante, ali pontuei como um preso infeliz
“Tão bom é conhece-la, mas tão tardia se fez”
A menininha em suspiro longo, proferiu só mudez
Acalentando-me com sua fria morbidez
Tinha importância como nenhum outro
Esse sentimento devastador que tanto logro no silêncio
De significado como nenhum outro
Minha dor seria certeira
Pois o certo é o certo
E meu ato de santidade não compensaria o tormento
Dessa frenesia que rasga-me nesse momento
Torne-se eterna ao meu lado, nesse banco frio
Dessa manhã que só me traz tanto desalento.
